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sábado, 13 de março de 2010

Depois de "Everything" suas buscas de arquivos nunca mais serão as mesmas.

Pode acreditar: você vai ficar impressionado. Eu até agora estou de boca aberta.

Desde o Windows XP a capacidade de buscar arquivos embutida no Windows só vem piorando. O mecanismo de busca do Windows 9X era (ou é) 100% confiável e foi substituído pelo mecanismo do XP (burro, mas aprendi a consertar) e em seguida pelo mecanismo do Vista (estúpido) e pelo do Seven (patético).

Eu sou um caso complicado para mecanismos de busca. Eu tenho online (isto é: nos meus HDDs e não em backups) centenas de milhares de arquivos, que mudam de lugar freqüentemente. E semanalmente outras dezenas de milhares vem e vão, de HDDs de clientes, CDs de drivers, etc. Nunca consegui aguentar o mecanismo de indexação embutido no Windows (que eu regularmente desligo) e o Google Desktop Search, pelo menos na última vez que dei uma chance a ele (faz tempo), não valia o incômodo. Qualquer busca em todos os meus HDDs costuma ser algo que eu só faço quando não tenho pressa, porque demora bastante.

Foi por isso que quando o leitor BSD, neste post do meu blog Seven, recomendou o Everything, eu fui conferir armado do meu habitual ceticismo. Inicialmente eu não vi nada de diferente na descrição do programa, mas quando eu li no FAQ que ele supostamente podia indexar 1.000.000 de arquivos em um minuto (isso mesmo: um milhão) eu pensei: "HA! Isso eu tenho que ver!".

E é verdade. Quando rodei o programa pela primeira vez ele passou cerca de um minuto e meio indexando e no final disse que tinha indexado um milhão e meio de objetos.

Eu continuei sem acreditar, claro; porque a diferença para o habitual é espantosa. Então fiz alguns testes para me certificar de que todos os meus arquivos realmente estavam no índice, porque não adianta nada ser rápido e não ser preciso.

E estavam. Estou testando há cinco dias e Everything ainda não falhou.

E sabe o tempo que leva para achar um arquivo no índice? Instantâneo. Quando você termina de digitar a última letra, a busca já terminou.

Eu preparei uma comparação. Procurei por "netmeter" no mesmo computador usando os seguintes mecanismos:
  • A busca padrão do Windows XP, com indexação desligada,
  • A busca padrão do Seven, com indexação default;
  • Everything, depois da indexação de 1min30s no XP;. 
Veja os resultados:
  • Windows XP: 13min24s - Localizou 135 objetos;
  • Windows Seven: 14min49s - Localizou 137 objetos (a busca do Seven também olha conteúdo dos arquivos indexados e não dá para desligar isso);
  • Everything: 0min0s - Localizou 135 objetos.

Limitações de Everything:
  • Só indexa partições NTFS. Isso quer dizer que ele também não faz buscas na rede;
  • Não faz busca por conteúdo, data, etc. Só encontra arquivos pelo nome. Mas com essa velocidade, você vai ver que isso se torna irrelevante.
Mas apesar de Everything não fazer buscas em drives de rede se você instalá-lo nos outros computadores da sua rede pode fazer buscas remotas através do recurso "servidor ETP/FTP" do programa. Você simplesmente se conecta ao programa rodando no outro PC e faz uma busca instantânea no conteúdo dos arquivos que estão lá.

Problemas

  • O programa por default refaz seu índice toda vez que o Windows é iniciado, mas isso pode não ser boa idéia, pois ele vai provocar um acesso intenso ao HDD justamente quando normalmente já está ocorrendo acesso intenso ao HDD (inicialização). Você pode desligar isso mas então ele fará a indexação na primeira vez que for evocado. No meu PC (que é anormal) isso leva 1min30s, mas ainda é muito melhor do que buscar usando outros mecanismos. Um meio termo ideal seria atrasar a inicialização de Everything durante o boot para que ele só crie o index depois que a atividade de disco tiver acabado, assim há uma chance de que o usuário nem note o que está havendo.
  • O fato de que Everything não faz busca por conteúdo pode ser um grande problema, mas como o programa pode exportar a lista de arquivos encontrados (instantaneamente) para um arquivo texto eu estou tentando localizar um programa de busca em conteúdo que possa aceitar essa lista e informarei em outro post quando encontrar.

Lembre-se de que estou usando um Celeron E3200 com 2GB de RAM. Computadores mais modestos podem não mostrar resultados tão bons.

Edit: Não deixe de ler a página de suporte do programa. Algumas possibilidades da busca não são evidentes e requerem que você saiba como "redigir" a busca. Por exemplo, se você escrever "*.jpg" o programa vai mostrar cada arquivo com a extensão *.jpg em cada HDD seu. Para buscar apenas os arquivos jpg no drive D: você busca por "D:\ *.jpg" (sem as aspas).

domingo, 7 de março de 2010

Como imprimir em impressoras USB a partir de programas DOS.

Nota: Este post começou a ser rascunhado em 24/06/08. Vou publicar sem dar os "polimentos" que eu queria na época (e não encontrei tempo para fazer nestes meses todos) porque pode ser útil para alguém assim mesmo.

Eu recebi essa "missão" de um novo cliente. Ele deixou claro que não aguentava mais os transtornos provocados por suas impressoras matriciais, a saber:
  • Viviam com problemas mecânicos;
  • Custo alto de manutenção;
  • Já voltavam do conserto com problemas;
Nem mesmo pagar cento e poucos reais de aluguel mensal por uma impressora LX-810 estava servindo de refresco, porque a impressora alugada vivia apresentando problemas também.

Isso sem contar com o barulho irritante e a lentidão, que hoje são difíceis de aguentar depois que você se acostuma com laser e jato de tinta.

Em geral uma empresa só fica presa a impressoras matriciais quando emite notas fiscais em múltiplas vias, mas esta empresa está presa a um burocrático sistema DOS também (até hoje) para imprimir etiquetas e relatórios.

Depois de muita pesquisa (em 2008) eu encontrei duas soluções por software. Infelizmente não gratuitas:

  • DOS2USB - É o mais fácil de instalar e configurar, mas não oferece o ajuste fino no posicionamento de impressão que Printfil tem.
  • Printfil - Mais complicado para instalar, se você estiver usando Windows 9X. Porém tem recursos de ajuste na impressão, preview e reimpressão que valem a pena.

Os dois programas funcionam muito bem e tem resolvido o problema do cliente nos últimos 20 meses. DOS2USB está instalado em várias máquinas rodando Windows XP com impressoras USB variadas. E Printfil está instalado em um K6/2-500 rodando Windows 98 conectado pela USB a uma HP P1018. É usada basicamente para imprimir etiquetas e relatórios.

P.S. Na época eu comecei a estudar o funcionamento de Printfil para ver se não dava para fazer pelo menos uma parte do trabalho (ou uma gambiarra) com programas gratuitos, mas fiquei sem tempo para estudar isso.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O brasileiro não tem o direito de discutir e questionar as normas da ABNT?

Aparentemente, não.

Talvez você não saiba, mas é procedimento comum que normas técnicas sejam tratadas como material sigiloso, apesar de muitas vezes afetarem uma nação inteira. É assim com as normas da IEC e é assim com as normas da ABNT. Quer uma cópia da norma para poder analisar? Você pode adquirir, desembolsando uma quantia "modesta". O preço estipulado para a NBR14136, por exemplo, que afeta cada brasileiro que tenha energia elétrica em casa, é de R$68,80 ( é um valor quase simbólico para a renda do brasileiro médio, não?). Isso na versão para leitura online, porque se eu quiser impressa só de frete vou ter que pagar mais R$32 do Sedex (não há outra opção).

E isso porque a ABNT é uma entidade privada sem fins lucrativos.

Eu até tentei comprar a norma assim mesmo, de tão irritado que estou com ela e com seus defensores. A gota d'água foi um e-mail que recebi do leitor Tom T. com uma discussão entre ele e um representante da PIAL onde este afirma que a NBR14136 não determina qual é o pino neutro na tomada 2P+T.

O que disse o representante da Pial Legrand:
Até onde sei, não existe nenhuma norma vigente no Brasil que diga que o lado direito é do condutor fase e o esquerdo do condutor neutro. Caso você conheça alguma norma NBR que diga isso, por favor, nos avise.

Sou só eu que interpreta assim, ou isso foi bem desaforado?

Como assim? A norma não determina quem é o neutro? Então eu fui comprar a norma para tirar isso a limpo, só para desistir ao me deparar com o Termo de Uso da ABNT (copiei na íntegra, mas o importante eu destaquei em negrito):

------ Início do Termo de Uso ------------------------------------------

Por este Termo de Uso o USUÁRIO CONCORDA COM os procedimentos a seguir informados para adquirir e visualizar o produto ABNT Catálogo (Normas visualizadas e impressas via internet sob demanda) da ABNT - A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Rua Treze de Maio, nº 13 – 28º andar, inscrita no CNPJ/MF sob nº 33.402.892/0001-06, com sede administrativa na Rua Minas Gerais, 190 – CEP 01244-010, São Paulo, SP, associação civil, sem fins lucrativos, estabelece o presente TERMO DE USO para os USUÁRIOS conforme as condições abaixo discriminadas:


1. Das obrigações da ABNT:

a. A ABNT se compromete em enviar por Sedex as normas que forem adquiridas em formato impresso em até 05 dias úteis após a compensação bancária do boleto ou a baixa eletrônica do pagamento (no caso de pagamento com cartão de credito), no endereço cadastrado pelo usuário.

b. A ABNT se compromete em até 24h úteis após a compensação bancária do boleto ou a baixa eletrônica do pagamento (no caso de pagamento com cartão de credito) a possibilitar o acesso as normas eletrônicas adquiridas, através do site www.abntcatalogo.com.br utilizando o passaporte ABNT (e-mail e senha registrados no momento da efetivação do cadastro de usuário).

c. As normas adquiridas ficarão disponíveis para impressão até sua consumação. Após esse prazo o usuário terá apenas acesso de visualização das normas adquiridas por prazo indeterminado.

d. A ABNT não fornece o arquivo eletrônico das normas em formato PDF ou qualquer outro. Seu acesso para visualização e impressão somente se dá através da instalação do software “Visualizador ABNT” , de sua propriedade.

 
2. Das obrigações do USUÁRIO:

a. Requisitos técnicos

- Configuração mínima das estações: Pentium X, 1 Gb de memória Ram.

- Sistema Operacional Windows 2000 ou superior (versão 32 bits apenas), e internet explorer 7.0 ou superior.

- Acesso à Internet preferencialmente banda larga.

- Instalação da Plataforma Microsoft .NET Framework 2.0

- Será instalado um componente (software) abnt.dll no computador do usuário, por ocasião da primeira aquisição, com a função de permitir a visualização e impressão das normas adquiridas.

- as instruções para a instalação do “Visualizador ABNT” estão contidas no endereço http://www.abntcatalogo.com.br/instalacao.aspx

3. O USUÁRIO está ciente de que:

a. É vedado modificar, copiar, distribuir, transmitir, exibir, realizar, reproduzir, publicar, disponibilizar, licenciar ou criar obras derivadas a partir das informações coletadas nas Normas Técnicas da ABNT, bem como transferir ou vender tais informações, sob pena de violação do presente termo e infração legal;

b. É vedado fazer a distribuição de cópias das Normas;

c. É vedado utilizar de qualquer forma trechos, técnica de engenharia reversa no desenvolvimento ou criação de outros trabalhos a fim de se analisar sua constituição;

d. É vedado divulgar conteúdo ou arquivos sem autorização;

e. É vedado liberar acesso a terceiros de forma ilícita;

f. Deverá completar o formulário cadastral fornecendo dados e informações verdadeiras e precisas, responsabilizando-se civil e criminalmente por sua veracidade, devendo atualizar os dados e informações sempre que houver alterações.

4. As partes elegem o foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, como competente para dirimir quaisquer controvérsias decorrentes deste TERMO DE USO, independentemente de qualquer outro, por mais privilegiado que seja ou venha a ser.

------ Fim do Termo de Uso ------------------------------------------

Então eu pergunto: Como é que a população pode discutir as normas que afetam seu dia-a-dia engessada desse jeito?

Nos EUA a coisa também é assim, com uma pequena mas importante diferença: Normas que viram lei podem ser ao menos lidas de graça. Esse é o caso do "National Electrical Code", que tem 1000 páginas e pode ser visualizado de graça no site da NFPA através de um aplicativo java. Então mesmo que eu não possa copiar e colar trechos da norma, eu posso citar exatamente página e parágrafo que, nos EUA, qualquer um pode conferir de graça.

Na nação das/dos bananas qualquer um que queira acompanhar um raciocínio vai ter que pagar no mínimo R$68,80 à ABNT.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Interruptor Diferencial Residual expõe mais conversa mole da NBR14136.

Não, não é a "Rebimboca da Parafuseta". O título é sério mesmo. Eu não ia falar sobre isso agora, mas como o Luciano mencionou o assunto nos comentários do post anterior, aqui vou eu...

Poucos no Brasil sabem, mas existe um dispositivo elétrico que, pelo seu princípio de funcionamento, pode proteger as pessoas em uma casa inteira contra choques. O dispositivo é chamado de Interruptor de Corrente de Fuga (esse foi o termo que aprendi na Escola Técnica), Interruptor Diferencial Residual ou Dispositivo Diferencial Residual. A Pial abrevia para "IDR" e você também vai encontrar como "DDR", mas a sigla oficial é "DR" apenas.


 É importante notar que o DR não é (e não serve como) um "disjuntor", apesar de se parecer com um.

25/01/2024: Hoje é mais comum encontrarmos DR e disjuntor em um mesmo dispositivo do que um dispositivo que é apenas DR. Existem até dispositivos eletrônicos que tem as funções de medidor de energia Wi-Fi, DR, relé de sub/sobre tensão e relé de sobrecarga em um único dispositivo.

O princípio de funcionamento é simples: o DR é conectado em série com um circuito inteiro (ou a casa inteira) e passam por ele tanto o fio fase quanto o neutro. O DR então compara constantemente a corrente que passa pelo fio fase com a que volta pelo fio neutro. Se houver diferença, existe uma fuga para a terra. Se essa diferença for maior que a corrente de gatilho, o DR desarma (desligando a energia) em alguns milisegundos.

 Essa fuga pode significar duas coisas:
  1. Alguém está levando um choque;
  2. Existe um outro "vazamento" de corrente em algum lugar
O DR tem essas duas finalidades. Proteger pessoas e proteger patrimônio.

24/06/2014: É importante notar que o DR não impede o choque de acontecer. Você ainda vai "sentir o tranco". A finalidade do DR é fazer com que esse choque seja breve, evitando assim que você morra. Os efeitos da corrente elétrica no organismo humano dependem da intensidade (corrente) e da duração.

O problema de se instalar o DR em uma residência é justamente manter "2" sob controle (falarei mais sobre isso adiante).

Segundo o artigo na Wikipedia, nos EUA, dispositivos DR que tem a finalidade de proteger pessoas tem uma corrente de gatilho de meros 5mA. Aqui no Brasil só se encontra esse tipo de dispositivo no comércio com corrente de gatilho de 30mA, o que nos EUA só se aceita para proteger equipamentos e instalações.

Uma corrente de gatilho de 30mA basta para salvar uma pessoa? Não sei se basta (os americanos acham que não), mas pode, sim. 

Eu acabo de falar com meu ex-chefe, que é engenheiro eletrônico e ainda é chefe da manutenção da fábrica onde trabalhei e ele me confirmou que pela norma brasileira o DR de 30mA é o usado para proteger pesssoas.

E o negócio funciona. Uma vez um amigo me disse que tinha recebido um agradecimento entusiasmado de um cliente que ele convencera a instalar um DR, porque no dia anterior o filho dele saiu na chuva para abrir a garagem e na hora que enfiou a chave no portão a casa inteira desligou. O portão estava dando choque e o DR protegeu o menino.

Por que isso não é divulgado e usado em toda parte?

Boa pergunta. Eu só posso afirmar que existem dois problemas com o DR:
  1. É caro. Mas R$100 por circuito é irrelevante diante do valor de uma vida humana.
  2. A instalação elétrica e todos os seus equipamentos precisam ser livres de fugas, ou você vai acabar se irritando muito com desarmes "sem explicação".

Para tentar minimizar os transtornos ocasionados por "2" é preciso separar a casa por circuitos e usar vários DRs, evitando que um desarme ocasional deixe a casa inteira sem energia e facilitando a localização do culpado. Também não é possível usar DR no circuito que tem chuveiro elétrico, porque a fuga natural do chuveiro costuma ser maior que os 30mA (edit: estou desatualizado, leia comentários). Residências simples e com instalação bem feitas, entretanto, podem funcionar perfeitamente com apenas um DR.

Apesar dos problemas, por que o governo não incentiva o uso de DRs (supostamente obrigatório desde 1990), que realmente protegem contra (edit: quase) qualquer situação de choque, em vez de soluções "meia boca" como vender tomadas com buracos na frente? O DR te protege contra equipamentos "dando choque", te protege contra descuidos ao trabalhar com instalação ligada e te protege contra fios desencapados, entre muitas outras situações perigosas. As tomadas, não. Essa é mais uma questão a se colocar na mesa quando se discute a validade da já maldita NBR14136.

Meu melhor palpite, movido pela minha total descrença na seriedade do INMETRO com essa norma, é que este seja "o próximo passo". Daqui a alguns anos vai aparecer uma campanha revelando que as tomadas protegem, mas não de tudo. E finalmente vão divulgar os DRs. Nossa indústria lucra duas vezes em vez de apenas uma.

P.S. Diante do que expus acima dá para entender por que os norte-americanos tem um padrão de plug e tomada tão "inseguro" e parecem estar se lixando para isso. Com uma norma que obriga o uso (e lá normas são levadas a sério) de DRs de 5mA, quem precisa perder tempo se preocupando com tomadas?

A conversa mole dos defensores da NBR14136. 1a parte.

Veja esta imagem do site da Siemens, que exalta uma das supostas vantagens da NBR14136 (o padrão brasileiro de tomadas):



Esta imagem está sendo usada para ilustrar como o novo padrão acaba com uma confusão de sete modelos de tomada diferentes que existiam até então. Eu enxergo três mentiras nessa imagem:

Primeira mentira - As tomadas de 1 a 4 se resumem a apenas UMA (leia todo o texto).

Imagem Siemens - Correção 1

Segunda mentira - WTF? Eu nunca vi a tomada 5 em uso aqui no Recife. E a 7 se parece muito com um plug alemão que até hoje eu só vi na sala de aula da Escola Técnica Federal e em algumas máquinas alemãs da fábrica onde trabalhei. De qualquer forma, nunca vi nenhuma das duas em residências. Isso é certo.


Imagem Siemens - Correção 2


Terceira mentira - O novo padrão tem DUAS tomadas (20A ou 10A) e não apenas UMA como a imagem acima falsamente insinua. É verdade que o plug de 10A encaixa na tomada de 20A também, mas ninguém em seu juízo perfeito vai colocar tomadas de 20A na casa toda (são mais caras). Então essa tomada continua sendo tão "especializada" quanto a anterior.

Imagem Siemens - Correção 3


Note que eu estou propositalmente ignorando o fato de que o novo padrão tem uma terceira tomada, sem pino terra (mais barata), porque aí teríamos que contar com a tomada antiga sem o pino. Ficam elas por elas.


Sabe o que a imagem original da Siemens realmente representa? O número de modelos de plugs e tomadas que os fabricantes puderam parar de fabricar e estocar graças ao novo padrão!

A propósito, a mesma mentira está estampada no site do INMETRO, de uma forma ainda mais absurda (grotesca, até):


Notem como o mesmo tipo de plug é representado mais de uma vez em diferentes estampagens, só para fazer número. Se o INMETRO queria padronizar isso, poderia tê-lo feito sem criar novas tomadas!

Enxergando além do engodo do INMETRO, eu vejo isto:


Conclusão: Considerando apenas a conversa fiada de reduzir o número de tomadas diferentes, restringir a fabricação às duas tomadas antigas mostradas na figura "correção 3" já bastaria, sem a criação de novas tomadas. Temos ainda o quesito segurança, mas isso é tema para o próximo post.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como ligar equipamento novo nas tomadas antigas.

Sem danificar ou modificar o equipamento.

O primeiro susto que eu tive com o padrão novo de plugs ocorreu quando eu comprei uma impressora HP Laserjet P1005 no mês passado e esta veio com um cabo de energia 2P+T no padrão novo:


%$%&#@%$$%##. Não existe uma única tomada na minha casa compatível com esse padrão! O susto foi breve, porque como o cabo da impressora é destacável e segue o padrão de cabos destacáveis para computador, bastou ignorá-lo solenemente e usar um dos muitos cabos de gabinete que tenho sobrando aqui.

Mas então um cliente me chamou para fazer a configuração básica em um notebook ACER que tinha acabado de comprar e aconteceu a mesma coisa, só que desta vez não era tão simples de contornar. Por sorte o meu notebook HP usava o mesmo tipo de cabo destacável que o ACER então eu pude usar o meu cabo para fazer o trabalho e o cliente ficou de comprar um adaptador depois.

Na hora eu concordei e, como percebi que eu iria encontrar mais casos que não poderiam ser resolvidos com uma simples troca de cabo, no dia seguinte eu fui procurar no comércio um adaptador desses para ter na bolsa. Para meu espanto descobri que, pelo menos aqui no Recife, eles não existem!

Isto é: existem adaptadores à vontade para você plugar um equipamento antigo nas tomadas novas, mas não o inverso.

Então eu parti para preparar uma gambiarra um artifício técnico:



O adaptador acima, que não existe pronto e também serve como extensão, foi montado por mim com um prolongador PIAL como este (R$5,90 no Atacado dos Presentes de Recife):


E um cabo de gabinete comum. O custo total deve ser inferior a R$10 na maioria das grandes cidades. Para mim isso cobre todas as possibilidades e se você é técnico de manutenção vai precisar andar com pelo menos um desses na bolsa.

Não encontra mais tomadas antigas? Rebele-se, pois ainda dá para contornar.

Aparentemente existe uma brecha na lei, porque pelo menos aqui em Recife a venda de filtros de linha com tomadas "normais" ainda é generalizada e a oferta parece até ter aumentado. A idéia é fazer algo assim:



A foto é de 2006. Na época a empresa onde eu trabalhava estava construindo um novo escritório para o Departamento de Manutenção e eu sugeri que em vez de instalar uma enorme quantidade de tomadas tradicionais, ficaria mais barato, mais simples e mais elegante instalar filtros de linha Clone F6. Minha idéia foi aceita e o escritório inteiro ficou como mostrado na foto acima, das tomadas da minha mesa. É claro que a mesma coisa pode ser feita mais próxima do rodapé. No nosso caso é que foi decidido que seria muito mais conveniente instalar as tomadas acima do nível das mesas.

Perceba que o plug original do filtro foi cortado e este foi conectado diretamente à instalação. A foto mostra uma tomada tradicional no local por bobeira do eletricista que fez o serviço, porque a idéia original era haver uma tampa cega ali. Edit: Leia os comentários.


Eu comecei a fazer isso por volta de 2005 ou mesmo antes, quando descobri que uma única tomada 2P+T custava R$11 no comércio e eu podia comprar um filtro de linha Clone F6 (seis tomadas, chave e fusível) por R$16. E esse filtro ainda pode ser encontrado por R$16 em Recife.

É claro que isso só serve para quem tem a mente aberta. Se você está preso à mentalidade tradicional essa solução vai parecer no mínimo esquisita.  Mesmo entre meus colegas técnicos em eletricidade e eletrônica eu encontrei resistência quando sugeri isso pela primeira vez.

Edit: A mesma idéia aplicada aqui em casa, em um lugar mais discreto: o fundo do rack da TV.


Estão conectados: TV, MicroSystem, DVD player e os carregadores de dois telefones sem fio.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Wallpaper para quem usa múltiplos monitores.

O Windows tem suporte a múltiplos monitores desde o Windows 98SE, mas pelo menos até o XP tem a absurda limitação de não poder exibir um wallpaper diferente em cada tela. Pelo menos não de forma nativa, pois como Raymond Chen explicou em seu blog, isso ainda pode ser feito por meio de um truque, que consiste em criar uma única imagem grande, cuidadosamente montada, que irá "vazar" pelos monitores extras. O Painel de Controle da Nvidia explora isso, mas se você não usa Nvidia ou quer ter um pouco mais de flexibilidade os programas a seguir podem ajudar, pois todos sabem como fazer isso. E eles também funcionam para quem tem apenas um monitor.

Todos os programas listados são gratuitos ou tem uma versão gratuita com a funcionalidade necessária.
  • John’s Background Switcher (JBS) - O melhor que conheço. Configure Change Every para "30 segundos" e experimente as opções em Picture Mode. Eu fiquei especialmente impressionado com Create Polaroid Pile e Create PostCard Pile. Não esqueça de explorar as possibilidades clicando em More. Edit: Tem o grande defeito de requerer o maldito .NET.

    Exemplos das montagens feitas pelo programa quando configurado para Create...Pile. O Programa gera um para cada monitor:









    Edit: Em um computador modesto JBS pode usar CPU demais. No meu Celeron E3200 o JBS dá uns surtos de 30% da CPU a cada vez que que muda o wallpaper. E montagens consomem mais CPU por mais tempo.Se o intervalo entre mudanças for alto o consumo pode ser considerado desprezível.

  • Display Fusion - Mesmo a versão gratuita já tem o suporte necessário para exibir um wallpaper diferente em cada monitor, mas tem um grande defeito: requer também o maldito .NET (v2.0). 
  • Random Background - O mais simples de todos. Bem simples mesmo.

Sites com papel de parede

O problema de papéis de parede "prontos" é que para o efeito funcionar corretamente é preciso que os monitores sejam do mesmo tamanho e resolução e estejam lado a lado. Se esse é o caso e você não quer instalar nenhum programa, dê uma olhada no que esses sites oferecem:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O fórum está de volta ao ar.

Ainda não sei o que houve. Meu melhor palpite, que ainda assim não é muito bom, é que o mod para reCAPTCHA que eu estava testando ontem enlouqueceu. O mod, que não funcionara mesmo, foi desinstalado. E aproveitei para efetuar uma manutenção.

O fórum está sendo vigiado por mim e pelo suporte do meu host. Poderá ser desativado novamente se o problema voltar.

Testando o Google Buzz.

Amanhã o post onde eu expliquei por que não uso o Twitter completa cinco meses e de lá para cá minha idéia a respeito do serviço não mudou em nada, mas minha necessidade de ter mais um canal para expor as coisas em que estou pensando continua firme.  Eu ainda não sei se o Buzz é o meio ideal, mas de uma coisa eu já tenho certeza: para mim é muito melhor que o twitter.

Na ocasião alguns desocupados fãs dedicados disseram que me seguiriam se eu tivesse uma conta lá. Agora surgiu a oportunidade deles saberem se era um desejo sadio, pois aqui vai um exemplo das minhas ruminações:

Meu Buzz

O serviço ainda tem muitos defeitos e eu torço para que sejam corrigidos logo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fórum temporariamente fora do ar.

Meu host acaba de me informar que detectaram um problema no fórum e precisaram desativá-lo. Eu só vou poder checar isso amanhã.

Como montar drives VMware (.vmdk) no Windows.

Mais ou menos do mesmo jeito que usando o Daemon Tools, mas com acesso de escrita também.

Você precisa de dois programas:
  • VMware Disk Mount Utility - Só funciona por linha de comando.
  • VMount - GUI que facilta o uso do Disk Mount. Infelizmente requer o maldito .NET (v2.0).
Você pode baixar o Disk Mount aqui (avisem se o link não funcionar) e o Vmount aqui. Instale primeiro Disk Mount e depois Vmount.

Aparentemente Vmount não cria nenhum atalho no Menu Iniciar, mas você encontrará o executável em %ProgramFiles%\Abinsight\vmount\vmount.exe. Execute-o e aparecerá um ícone na systray. Daí você poderá usar de uma forma semelhante ao Daemon Tools.

Por default o drive é montado como unidade V:, mas isso é configurável.

Atenção: Você não pode montar discos que estejam sendo usados por uma máquina virtual. E snapshots automáticos podem apagar todas as modificações que você fizer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Treediff: garantindo a integridade dos seus arquivos.

Eu já mencionei várias vezes o Treediff tanto aqui neste blog quanto em outros lugares, mas só agora arrumei disposição para criar um post sobre ele. Como o assunto é extenso e eu tenho pressa para publicar este post porque está "segurando" a publicação de outros, eu poderei editá-lo consideravelmente no futuro.

Explicando por alto, Treediff é um programa de comparação de diretórios. Nada de especial até aí, pois com essa finalidade existem programas aos montes. Porém Treediff tem características simples mas únicas (e relevantes para mim) que eu jamais encontrei juntas em nenhum outro software. Ele pode salvar "snapshots" na forma de arquivos ASCII de toda a estrutura do diretório analisado com data, hora, tamanho e CRC32 de cada arquivo. Esses snapshots podem ser usados a qualquer tempo para comparação com a mesma estrutura de diretórios ou qualquer outra supostamente semelhante.

Talvez fique mais fácil entender se eu explicar o que faço com ele:
  • 99% das vezes (nem sempre eu lembro) em que gravo um CD ou DVD, inclusive para clientes, gravo junto um snapshot de todo o seu conteúdo. Depois eu posso conferir o que foi gravado e ter certeza de que o conteúdo é 100% fiel ao que eu queria gravar. O primeiro teste eu sempre faço imediatamente após a gravação e assim me garanto contra qualquer susto provocado por gravador, software ou mídia quando um dia eu for precisar dos discos;
  • Também faço uma cópia do snapshot em outro lugar, porque caso eu perca a mídia eu saberei exatamente o que havia nela. E poderei comparar o snapshot com outras versões do mesmo conteúdo para saber exatamente o que preciso restaurar para reconstruir a mídia perdida. Isso é especialmente valioso com meus DVDs de drivers e ferramentas;
  • Eu faço snapshots de meus HDDs inteiros e deixo guardados. Se um dia eu desconfiar de uma possível infecção por file infector, posso comparar o conteúdo atual do drive com o snapshot para ter certeza. O conteúdo dos meus HDDs é mutante, claro, mas a ação de file infectors segue padrões do tipo: somente arquivos EXE estão diferentes, que são muito fáceis de flagrar quando se tem um snapshot;
  • Eu ando com um pendrive de 4GB (eu usava um DVD, mas é um saco manter atualizado) lotado dos programas e ferramentas mais usados, cuja integridade pode ser verificada em qualquer computador, porque ele carrega também o Treediff e seu próprio snapshot;
  • Quando eu troco o HDD e preciso mover meus dados, antes faço um snapshot da estrutura, copio os dados para o novo HDD e comparo a cópia com o snapshot. Só confio no novo HDD e apago a origem se estiver perfeito. Também faço um teste desse tipo ao trocar de placa-mãe. Mas a última vez em que eu flagrei dados corrompidos nesse teste ainda se usava drivespace/doublespace. A confiabilidade dos drives e interfaces atuais é fantástica; 
  • Eu posso pedir que alguém faça um snapshot de um disco que ele tem e me mandar por e-mail (dificilmente passa dos 100KB) para poder comparar com um disco meu;
  • Em teoria (ainda não precisei fazer isso) eu posso manter snapshots da partição de sistema e saber com certa facilidade se algo foi corrompido ou infectado. Isso só funciona, claro, com partições de sistema pequenas, organizadas e com o Windows Update desligado;
Eu gravo snapshots também nos DVD-Video, mas como o Nero 6.x (meu programa de gravação preferido) não permite que você adicione em um DVD-Video nada mais que os arquivos normatizados, me impedindo de colocar um snapshot no disco, eu só uso o ImgTool Burn (que não tem essa frescura) para fazer esse tipo de gravação.

Treediff é capaz de ler os headers de diversos compactadores (ZIP, RAR, ARJ, etc), assim você consegue comparar um certo grupo de arquivos com o que está dentro de um arquivo compactado sem precisar extrair o conteúdo.

O relatório do Treediff usa um esquema de cores muito fácil de entender para mostrar as diferenças:

Como o Treediff mostra a velocidade com que lê os arquivos e seu algoritmo é muito rápido, eu também o uso como ferramenta para medir a velocidade de HDDs. No exemplo abaixo o Treediff está lendo arquivos a 90MB/s.




Como usar, em poucas palavras

  • Para apenas criar o snapshot de uma estrutura, abra-a clicando em New Dir e depois tecle CTRL+T. Terminado o processo, salve com File Set -> Save New set as Snapshot.
  • Para comparar, use os botões correspondentes no topo da janela. Você precisa abrir um "New...", um "Old..." e depois clicar em Diff.

Configurações
(por alto)

Options - Status: É assim que configuro o meu. Selecionar Checked Move FIles fará com que Treediff tente encontrar arquivos que foram movidos, mas isso pode retardar muito operações se o número de arquivos for muito grande (dezenas de milhares).



Options - Scanning : O meu fica configurado desse jeito. É importante sempre selecionar System Files, Hidden Files e Hidden Directories, porque não é default. Quando eu quero uma comparação rápida, só para ver se dois diretórios estão sincronizados, eu desmarco Calculate CRC, porque isso acelera muito a comparação. Mas normalmente eu mantenho selecionado. Note que em Include filemask você pode pedir a Treediff para comparar apenas um tipo de arquivo. Isso é útil para procurar pela ação de file infectors.



Você também pode configurar "ferramentas" para rodar nos resultados. No exemplo abaixo, eu configurei o Treediff para rodar meu programa MyBinComp para analisar byte-a-byte os arquivos reportados como diferentes. Para evocar o programa configurado aqui basta clicar sobre a linha onde houve uma diferença e teclar CTRL+U.


Exemplos de status

Comparação perfeita. Existe um "inserted" no exemplo abaixo, mas isso ocorre por causa da minha adição do snapshot na mídia depois de ter feito o snapshot (obviamente).


Problema com datas. Note que Identical é zero, mas Differs também é. Como é altamente improvável que todos os 12054 arquivos tenham sido atualizados mas não sejam diferentes, você provavelmente está com uma timezone configurada incorretamente.

Inserted praticamente igual a deleted: Você pode ter renomeado uma pasta e Treediff considera que são duas coisas diferentes.



Todo programa concorrente do Treediff que eu já testei tem um ou mais dos seguintes problemas:
  • Compara, mas não salva snapshot;
  • Se faz snapshot, usa um formato proprietário (Beyond Compare) que além de não poder ser verificado/editado com o Notepad (às vezes é útil fazer isso) me deixa com a preocupação de que um dia eu não possa mais ler minhas centenas de snapshots. O formato do Treediff é tão fácil de ler que tenho planos (que empurro com a barriga há anos) de criar minha  própria versão do programa, com alguns recursos extras.
  • Quer salvar um snapshot por arquivo ou por diretório. Sem a opção de salvar um apenas por estrutura;

Problemas que você pode encontrar:

  • Treediff pode ter problemas com arquivos de mais de 4GB;
  • Se o Treediff reportar que os arquivos apresentam uma diferença de 2s nos horários, isso se deve à granularidade do campo de 16bits que armazena a informação de data/hora no sistema de arquivos (acho que só ocorre em FAT/FAT32). É normal e pode ser ignorado. Inclusive me parece que a versão mais recente do Treediff leva isso em conta, porque faz muito tempo que não encontro esse problema.
  • Se o Treediff reportar uma diferença consistente, precisa e inesperada de uma ou mais horas (até os segundos batem, mas as horas não) em todas as datas, verifique se a TimeZone do seu Windows está correta (GMT-3, geralmente);
  • É incomum, mas normal que o Treediff acuse diferenças inesperadas em arquivos IFO e BUP (e somente nesses) de DVD-Video gravado em casa:


Nota: Para quem não sabe, arquivos BUP são BackUPs dos respectivos arquivos IFO. Uma salvaguarda do padrão DVD-Video porque um erro neles pode ser catástrófico para a exibição.

Não é culpa da mídia. Não importa quantas vezes você regravar, Treediff vai acusar o mesmo erro. E note como o CRC32 de cada BUP continua idêntico ao do respectivo IFO mesmo na versão alterada. Isso indica modificação deliberada e não corrupção ou erro de leitura. Depois de muito apanhar com esse problema eu cheguei à conclusão de que o programa de gravação automaticamente corrige alguns pequenos erros de autoração (realocação) antes de gravar. Isso acontece com uma pequena fração dos discos e sempre quando eu estou usando o ImgTool Burn.

Limitações (e aperfeiçoamentos que gostaria de fazer).
  • A versão shareware manipula uma quantidade praticamente ilimitada (supostamente, 260 milhões) de arquivos, mas só exibe no relatório dois ou três mil. Na janela de status as diferenças são contadas corretamente, mas você pode não ser capaz de ver que arquivos são diferentes. Filtros também são desligados quando existem mais de 2317 arquivos. Snapshots são salvos e comparações são feitas com todos os arquivos, felizmente.
  • Você não pode comparar usando apenas um ramo de um snapshot. Assim se eu tiver o snaphot de um HDD inteiro e quiser verificar a integridade de um diretório eu até posso, mas Treediff vai acusar a falta de todos os outros arquivos. E pode ser difícil separar isso. Ou até impossível, se forem muitos arquivos e você estiver usando a versão shareware; 
  • Edit: Não tem sinalização sonora para quando uma tarefa termina. 

Alguma coisa não ficou clara? Comente. A clareza deste post é importante porque vou apontar todos os meus links referindo-se ao Treediff para ele. E vou fazer mais nos próximos dias. Edit: como este, no Sete Problemas.

reCAPTCHA: o "bem maior" por trás do incômodo.

Todo usuário avançado de computadores já deve estar bem ciente do objetivo de um CAPTCHA: proteger o site/serviço contra uso automatizado (SPAM, roubo de informações, leeching, etc). É um incômodo que toleramos porque é necessário para garantir a viabilidade do site/serviço.

O projeto reCAPTCHA vai além disso. Cada resposta que você dá está contribuindo no esforço de digitalização de publicações (tudo publicado antes da era da informática) iniciado pela Google. No momento reCAPTCHA está terminando a digitalização de 130 anos de edições do The New York Times.

Em um CAPTCHA como este:



Uma das palavras é conhecida pelo sistema e a outra foi digitalizada e não pôde ser entendida. Se você responder a palavra conhecida corretamente o sistema considera que você tenha acertado ambas e deixa você prosseguir, mas a palavra desconhecida só é considerada decifrada se outras pessoas responderem a mesma coisa.

Estou pensando em colocar reCAPTCHA em todos os downloads do meu site, só para contribuir com o projeto.

O&O Software está distribuindo licenças do O&O Defrag 10.

Eu esbarrei na dica aqui. A versão mais recente é a 12 e não sei quais as diferenças (talvez a 10 não rode no Seven). Eu não sei como o programa anda agora, mas da última vez que o usei, há uns cinco anos, era bem melhor que o desfragmentador embutido no XP.

Registre-se em http://www.oo-software.com/home/en/special/komputerswiat/. Eles só querem seu endereço de e-mail. Ao clicar em Submit você verá os links de onde baixar as versões de 32 e 64 bits do software. Registre com a licença que você vai receber por e-mail.

Nota: Estranhamente, "nome" e "empresa" devem ser preenchidos com o seu endereço de e-mail, conforme as instruções que você receberá.

Não houve processo de ativação, então eu suponho que se você ignorar os termos da licença você possa usar o mesmo registro em todos os seus PCs.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Extensões do Firefox úteis para quem é tarado por abas.

Não é segredo para ninguém que eu tenho uma tara secreta (?) por abas. Ter 100, 200, 300 abas abertas na mesma janela do Firefox para mim não é algo incomum. Por isso certas extensões relacionadas com abas simplesmente não funcionam comigo (eu devo ser o perfeito beta tester para quem quer otimizar suas extensões). Então se você também tem uma tara semelhante à minha mas é muito tímido para confessar, aí vão algumas extensões que servem para facilitar nossa vida/mania/dependência e que funcionam muito bem com o número ligeiramente obsceno de abas que uso.

Mas primeiro, alguns atalhos default do Firefox que podem passar despercebidos:
  • CTRL+T: Abre nova aba;
  • CTRL+SHIFT+T: Reabre última aba fechada (ótimo quando se fecha uma por engano);
  • CTRL+1 a CTRL+8 : Te leva às abas de 1 a 8;
  • CTRL+9 : Te leva à última aba, não importando se ela for a nona ou não;
  • CTRL+CLICK : Abre link em nova aba.
(lista completa)

As extensões:

Session Manager: Essa é a mais óbvia. Em versões anteriores tinha o frustrante bug de, caso você tivesse a janela de Downloads aberta e a fechasse depois da janela de abas, todas as suas abas eram perdidas. Mas isso foi corrigido algumas versões atrás e agora eu considero o Session Manager quase irrepreensível. Todas as suas sessões são salvas em arquivos .session em formato ASCII que podem ir para backup e/ou serem importados em outro computador.

O FF já é capaz de reabrir as abas abertas na última sessão, sem precisar de extensões, mas o Session Manager te permite um controle muito melhor sobre isso e você pode entre outras coisas salvar e reabrir apenas o conteúdo de janelas. Com isso eu posso, por exemplo, ter uma janela "DealExtreme" que eu salvo e reabro quando quiser. Não seria muito difíícil fazer um programa para sincronizar as sessões entre computadores, que me permitisse estar trabalhando neste momento no desktop e mais tarde ter as mesmas abas abertas no notebook.

Tab Mix Plus (TMP): Não faz muito tempo que eu elogiei o Firefox 3.6 por finalmente abrir abas novas do lado das correntes. Mas o FF continuou com um irritante defeito: novas abas sempre são abertas lá no fim da lista. Não era incomum eu estar lendo alguma coisa lá pela décima aba e precisar de uma nova janela para pesquisar algo relacionado, mas CTRL+T me jogar lá para o fim da lista, 100 abas adiante, exigindo o tedioso trabalho de arrastar a nova aba para junto da que eu estava lendo. Uma das muitas opções do TMP é fazer com que novas abas abram ao lado da aba corrente.

Outra facilidade do TMP que eu uso quando me lembro dela é que este cria no menu de contexto da aba dois items:
  • Proteger aba: A aba não pode ser fechada. Mas o recurso de "reabrir abas" fechadas que o Firefox tem há muito tempo reduz a importância disso. Quem realmente precisa de uma facilidade dessas é o Google Chrome, com suas abas minúsculas e indistinguíveis.
  • Trancar aba: Clicar em qualquer link na aba faz com que esse link abra em uma nova aba, impedindo que você perca de vista a aba "mãe".
TMP tem uma cacetada de outras facilidades, mas ainda não encontrei uso para elas. E desabilite o gerenciador de sessões dele se estiver usando o Session Manager;

Outras extensões que ainda preciso investigar por recomendações de leitores (substituindo Tab Mix Plus) são Tabberwocky (mais promissor) e Tabs Open Relative

BarTap: Nesta eu esbarrei hoje. Quando você usa o Session Manager ou mesmo o recurso embutido no FF, não pode deixar de se surpreender com a burrice do browser, pois todas as abas são recarregadas ao mesmo tempo, competindo por CPU, memória e a banda de internet. Eu costumo me ver obrigado a trabalhar de vez em quando no IE ou no Chrome (tarados por abas como nós não suportam esses dois) porque dá medo tentar reabrir o FF e esperar que a última sessão carregue, o que pode levar uns 1o minutos ocupando toda minha banda de 600Kbps e uma CPU inteira do meu Dual Core.

Bartap resolve isso de uma maneira muito elegante. Todas as abas reabertas durante uma carga de sessão não são carregadas enquanto você não clicar nelas. Assim se você tinha 200 abas na última sessão do FF, ao abrir o browser este vai abrir muito mais rápido com todas as 200 abas na barra de abas, com todos os títulos (ícones, infelizmente, nem sempre), mas sem carregar realmente o conteúdo de nenhuma delas. Basta clicar na aba que você efetivamente vai ler para o conteúdo ser carregado. Caso você precise fechar o browser logo em seguida o Session Manager vai salvar a lista com as 200 abas de novo como se não houvesse nada diferente.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nunca duvide dos poderes do MS Paint.

Na próxima vez que alguém disser que o Paint não presta para nada, pode dizer que ele/ela é que não sabe desenhar. Veja isto aqui e babe:


O autor diz que levou 35h para fazer isso. Teria feito mais rápido no Gimp ou Photoshop? Provavelmente! Mas que graça isso teria?

Minha inveja é tão grande que eu quase grito FAKE! :-)

Como descobrir de onde veio (ou o que danado representa) uma foto.

Eu tenho essa necessidade de vez em quando. Esbarro em uma imagem na internet e fico me perguntando:
  • O que danado é isso?! Ou sua variante: "O que eu deveria estar vendo?"
  • Qual e a história por trás dessa imagem?
  • Quem são as pessoas na foto?
  • Quem é o autor da imagem?
  • Etc.

Perguntas a respeito de imagens ainda são um tanto complicadas de expressar no Google (leia-se: não dá), por isso fiquei surpreso e animado ao encontrar neste post do Engadget uma referência ao serviço TinEye.

Comentaram sobre o serviço justamente porque muita gente queria saber (incluindo eu), o que raios é isso:



Ficaria perfeito como papel de parede do PC da sua sogra, não ficaria? ;-)

TinEye ajuda a responder essa questão e muitas outras. Basta fazer o upload da imagem ou dar o link onde ela se encontra. TinEye procura no seu banco de dados tanto por imagens idênticas quanto modificações dela. Pequenas alterações, mudanças no tamanho e formato aparentemente não enganam o algoritmo.

Por exemplo, esta foto de Emma Watson tem marca d'agua de "Emma Watson Online":


Mas será que eles são mesmo os detentores do Copyright? TinEye é capaz de encontrar uma versão sem a marca d'agua? Sim, é capaz.

E fica ainda melhor. Se você alimentar o TinEye com esta outra imagem:


Obtém estes resultados. Perceba a significativa diferença entre as imagens, mas ainda assim o TinEye acertou.

Infelizmente, o serviço não é perfeito (meus blogs não estão indexados por ele, imagine... :-P), mas já dá para fazer muita coisa. Agora há pouco eu fiquei curioso para saber a origem de duas imagens publicadas no Meio Bit. Esta "não foto" (óxente!) da mesma Emma Watson:


E esta caracterização do troll médio:


Clique nas imagens para ver o que estava lendo quando as encontrei.

Ambas estão indexadas pelo TinEye. Se você prestar atenção à segunda vai notar que a imagem na tela é uma montagem. TinEye ajuda a encontrar uma versão menos editada:


Infelizmente muitos resultados são em línguas indecifráveis ou estão em páginas que requerem registro para ver (só spiders como o TinEye tem acesso, como é normal) então encontrar outras referências à imagem pode ser apenas o começo de uma longa pesquisa.

Mas francamente é muito melhor do que nada, não é mesmo?

Para ficar muito melhor, basta a Google comprar a Idée...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Como saber se o hardware do seu PC é compatível com HDCP.

A Cyberlink tem uma ferramenta que facilta bastante, o Cyberlink BD Advisor (você não precisa preencher um e-mail válido para baixar). A intenção do programa é testar se seu PC é compatível com Blu-Ray, sendo HDCP apenas um dos testes.

A imagem abaixo é do teste com minha GF8200A conectada na porta DVI de um monitor Proview AR2238AFJW.



Tenha em mente que se o software desse negativo para HDCP ele não diria de quem é a culpa (monitor ou placa de vídeo).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Site neste momento sob ataque de uma botnet.

Pelo menos é o que parece. E também parece ser "inofensivo".

Isso já vinha acontecendo há algumas semanas, mas na taxa de duas ou três vezes por dia. Porém nos últimos minutos dezenas de posts incompreensíveis como esses foram despejados em todos os blogs baseados em wordpress que estão hospedados em ryan.com.br:



Como  todos os blogs são moderados, ninguém além de mim vê isso aí. E o único incoveniente que tenho é ter que dar alguns clicks para apagar tudo.

Note que cada post tem um endereço IP muito diferente do outro. A princípio eu achei que fosse uma doideira do wordpress, apesar de ser altamente improvável que acontecesse em vários os blogs ao mesmo tempo. Mas eu olhei nos logs do meu servidor e esses mesmos endereços estão registrados lá. Isso para mim caracteriza a ação de uma botnet. Eu fiz um Reverse DNS lookup em alguns endereços e encontrei Brasil, Estados Unidos, Holanda e Polônia entre os países de origem.

Resta saber qual o objetivo, já que tem cara de SPAM, mas o texto parece ser aleatório, assim como os URLs.  E URLs aleatórios lembram o modus operandi do famoso vírus Conficker, que também é conhecido por criar botnets.

Eu ia colocar captchas no sistema de comentários dos blogs, mas decidi deixar do jeito que está para capturar o comportamento do bicho por enquanto.