- O drive suporta o teste de qualidade de gravação do Nero CDSpeed, com o diferencial de que consegue ler o disco a uma velocidade de 3 a 8X, enquanto o meu Pioneer DVR111D limita-se a uma velocidade de 2 a 3X. O fato do drive suportar o teste me surpreendeu, mas talvez a explicação exteja na etiqueta do drive que cita, em chinês, a BenQ e a Lite-On. Dois fabricantes que sabidamente dão suporte ao teste em seus produtos;
- O consumo de energia nominal é bem alto para um drive que não grava nada (nem CDs): 1.2A/1.5A (5V/12V). Um total de 22Watts;
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
Leitor de DVD Philips DROM6316
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hardware
Esse é o drive original do PC Dell Dimension comprado por um amigo.
Gravador de DVD SATA LG GSA-H62N
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hardware
Eu estava há meses esperando que um gravador SATA aparecesse no comércio de Recife, para um amigo que comprou um desktop DELL que não tem controladora IDE nenhuma (infelizmente, isso vai acabar sendo comum). Acabei encontrando esta semana por R$109, com cupom fiscal e garantia de seis meses na B&K informática no Ipsep.
Não vou fazer um review, mas apenas citar dois pontos que me interessam e que são informação difícil de obter.
Como referência, meu drive preferido, o Pioneer DVR-111D, suporta o teste do CDSpeed e tem um consumo de 1.6A/1.0A (20W), por isso a maioria dos meus adaptadores USB-IDE xing-ling se dá muito bem com ele.
Não vou fazer um review, mas apenas citar dois pontos que me interessam e que são informação difícil de obter.
- O drive não suporta o teste de qualidade de gravação do Nero CDSpeed (nunca vi um LG que suportasse mesmo);
- O consumo de energia da LG continua bem alto: 1.5A/2.0A (5V/12V). Um total de 31.5Watts. Nem todo adaptador/gaveta/case USB-IDE suporta um consumo tão elevado e depois de uma meia hora de uso contínuo os problemas começam a aparecer;
Como referência, meu drive preferido, o Pioneer DVR-111D, suporta o teste do CDSpeed e tem um consumo de 1.6A/1.0A (20W), por isso a maioria dos meus adaptadores USB-IDE xing-ling se dá muito bem com ele.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Mais um cartão SD pifado
Categoria(s):
hardware
Há cerca de 45 dias eu contei aqui que dois cartões SD que eu não usava não funcionavam mais. Como se não bastasse, encontrei um terceiro idêntico que eu havia guardado e não me lembrava mais e este também está ruim.
Com isso descarto a hipótese do transporte na carteira ter prejudicado os cartões (os outros dois estavam 24H por dia na minha), porque este último estava dentro de seu estojo ainda, guardado junto com os estojos dos outros.
Os cartões pararam por falta de uso, pura e simplesmente. Eu tenho um quarto cartão idêntico no TREO de um colega (eu vendi para ele há meses) que continua funcionando, logo eu só posso imaginar que se eu não tivesse guardado, isso não teria acontecido.
3GB que só servem para chaveiro...
Com isso descarto a hipótese do transporte na carteira ter prejudicado os cartões (os outros dois estavam 24H por dia na minha), porque este último estava dentro de seu estojo ainda, guardado junto com os estojos dos outros.
Os cartões pararam por falta de uso, pura e simplesmente. Eu tenho um quarto cartão idêntico no TREO de um colega (eu vendi para ele há meses) que continua funcionando, logo eu só posso imaginar que se eu não tivesse guardado, isso não teria acontecido.
3GB que só servem para chaveiro...
Leitor de cartões UCR-61SCB
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hardware
Eu já fiz referência a esse leitor no meu review do Philips DVP5960 e vou me referir a ele novamente no meu review do Proview DVP-858, por isso decidi fazer uma página sobre ele no meu site.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Identificando o disco removível
Note que eu prefiro usar o termo "flash drive" como termo genérico para o que a maioria dos brasileiros chama de "pen drive". E vou usar o termo "disco removível" porque engloba tanto flash drives quanto drives IDE conectados a adaptadores USB-IDE, entre outras coisas.
Para a maioria das pessoas, identificar rapidamente um disco removível no Windows Explorer não deve ser problema: um HDD, um drive óptico e o disco removível. Mas meu PC mais carregado, sem nenhum disco removível inserido, já tem hoje 10 unidades. Já foi pior: até o mês passado o meu PC mais carregado era o outro e eu não tinha mais letras no alfabeto disponíveis, pois só um dos seus seis HDDs já tinha 8 partições.
E mais:

Como meio de proteção contra vírus, o Windows não permite o autorun de discos removíveis (pendrive, flashdrive, adaptador USB-IDE, leitores de cartão, etc), mas você ainda pode usar a técnica de Autorun para dar um ícone ao seu disco removível. Isso o Windows permite.
Na imagem abaixo, à direita, dá para identificar imediatamente o meu flash drive de 1GB no meio das outras unidades, por causa do ícone vermelho.


Eu tenho uma série de artigos sobre Autorun, que você pode precisar ler para entender como a coisa funciona. Eu vou colocar aqui apenas um resumo do que é necessário para da um ícone ao seu disco removível.
Você pode usar o mesmo ícone que eu usei. Ele se chama AGENDA.ICO e você pode baixá-lo aqui.

Coloque na raiz do seu flash drive AGENDA.ICO e um arquivo de nome "autorun.inf" com o seguinte conteúdo:
[AUTORUN]
icon=AGENDA.ICO
Retire o flash drive e insira novamente. Ele já deverá aparecer com o ícone. Se não aparecer, você fez algo errado, meus textos sobre autorun podem ajudá-lo a descobrir o quê.
Existem algumas variações que você pode explorar, como colocar o ícone em uma pasta. Para conhecê-las, estude como funciona o AUTORUN.INF.
Note que o ícone vai aparecer mesmo que você use o flash drive em outro computador, porque é uma configuração que é guardada no próprio flash drive. E tenha em mente que se apagar um dos arquivos, o ícone vai sumir!
Dando um nome para o disco removível.
Infelizmente, Autorun.inf não suporta a configuração de um label (nome) para a unidade. Você pode dar um nome para o seu disco removível, mas este vai ser exibido apenas na máquina onde você o configurar.

Basta clicar em cima da unidade, teclar F2 e dar um nome de até 11 caracteres.
Para a maioria das pessoas, identificar rapidamente um disco removível no Windows Explorer não deve ser problema: um HDD, um drive óptico e o disco removível. Mas meu PC mais carregado, sem nenhum disco removível inserido, já tem hoje 10 unidades. Já foi pior: até o mês passado o meu PC mais carregado era o outro e eu não tinha mais letras no alfabeto disponíveis, pois só um dos seus seis HDDs já tinha 8 partições.
E mais:
- Meu gravador de DVD é USB e nem sempre está conectado.
- Eu tenho mais de um flash drive;
- A maior parte do tempo eu uso 4 HDDs nas IDEs, mas às vezes eu tiro um ou mais deles;
- O Windows XP tem um comportamento confuso ao atribuir letras de unidade aos flash drives,
Responda rápido: onde está meu flash drive?
Na imagem abaixo, à direita, dá para identificar imediatamente o meu flash drive de 1GB no meio das outras unidades, por causa do ícone vermelho.
Eu tenho uma série de artigos sobre Autorun, que você pode precisar ler para entender como a coisa funciona. Eu vou colocar aqui apenas um resumo do que é necessário para da um ícone ao seu disco removível.
Você pode usar o mesmo ícone que eu usei. Ele se chama AGENDA.ICO e você pode baixá-lo aqui.
Coloque na raiz do seu flash drive AGENDA.ICO e um arquivo de nome "autorun.inf" com o seguinte conteúdo:
[AUTORUN]
icon=AGENDA.ICO
Retire o flash drive e insira novamente. Ele já deverá aparecer com o ícone. Se não aparecer, você fez algo errado, meus textos sobre autorun podem ajudá-lo a descobrir o quê.
Existem algumas variações que você pode explorar, como colocar o ícone em uma pasta. Para conhecê-las, estude como funciona o AUTORUN.INF.
Note que o ícone vai aparecer mesmo que você use o flash drive em outro computador, porque é uma configuração que é guardada no próprio flash drive. E tenha em mente que se apagar um dos arquivos, o ícone vai sumir!
Dando um nome para o disco removível.
Infelizmente, Autorun.inf não suporta a configuração de um label (nome) para a unidade. Você pode dar um nome para o seu disco removível, mas este vai ser exibido apenas na máquina onde você o configurar.
Basta clicar em cima da unidade, teclar F2 e dar um nome de até 11 caracteres.
O nome será preservado mesmo que a unidade mude de letra sozinha, que é algo que o XP faz com freqüência.
Editado: como eu tenho o hábito de sempre checar o que eu digo, acabo de descobrir que autorun.inf suporta, sim, um nome para a unidade. Basta acrescentar uma linha "LABEL="
No nosso exemplo, autorun.inf fica assim:
[AUTORUN]
icon=AGENDA.ICO
label=PENDRIVE1GB
Uma vantagem adicional desse método é que o nome pode ter até 32 caracteres!
Meus artigos sobre autorun foram escritos quando eu ainda usava Windows 98 e tenho certeza que "LABEL=" não existia na época. Isso deve ter sido introduzido com o Windows 2000 ou com o XP. Vou checar se isso funciona no Windows 9X, mas já testei no XP.
Editado: como eu tenho o hábito de sempre checar o que eu digo, acabo de descobrir que autorun.inf suporta, sim, um nome para a unidade. Basta acrescentar uma linha "LABEL="
No nosso exemplo, autorun.inf fica assim:
[AUTORUN]
icon=AGENDA.ICO
label=PENDRIVE1GB
Uma vantagem adicional desse método é que o nome pode ter até 32 caracteres!
Meus artigos sobre autorun foram escritos quando eu ainda usava Windows 98 e tenho certeza que "LABEL=" não existia na época. Isso deve ter sido introduzido com o Windows 2000 ou com o XP. Vou checar se isso funciona no Windows 9X, mas já testei no XP.
Eu e meu PC com seis HDDs e um gravador IDE
Categoria(s):
hardware
Já que acabei de falar de contrariar o "conventional wisdom", vou registrar aqui uma outra situação onde eu fui recebido com deboche e sarcasmo por afirmar fazer algo que a maioria pensa que é imposível: ter seis HDDs IDE em um único PC.
E não, não é usando adaptadores USB. Todos os HDDs ligados em portas IDE.
Isso é perfeitamente possível quando uma placa mãe tem uma controladora RAID PATA. Ao contrário do que pensa a maioria, não é obrigatório que os HDDs ligados à controladora RAID estejam em um array ( o que a maioria chama de "RAID") para que a coisa funcione. Se você não disser à controladora que quer montar um array com os HDDs, todos continuam operando de forma independente, como os conectados às controladoras IDE normais da motherboard.
Assim, motherboads como a ASUS P4B533-E e a Soyo Dragon podem ter até oito dispositivos IDE independentes.
Eu uso regularmente sete. São seis HDDs e um gravador de DVDs IDE.
Outra coisa que eu digo que faz alguns acharem que eu estou mentindo é que eu penduro isso tudo na fonte de PC genérica mais barata que eu puder encontrar. Fonte de 400W reais (e R$200+)? Para quê, se uma Satellite de 350W "irreais" (e R$35) segura tudo o que eu tenho de forma perfeitamente estável?
Mais sobre isso, incluindo fotos do equipamento e o suposto "entendido" debochando de mim, nesta página do forumpcs.

Nas fotos a fonte é uma VCOM de 400W, mas era uma Satellite de 350W antes dela e agora é uma Satellite de 350W de novo (eu queimei a VCOM fazendo uma grande bobagem, que comentarei outro dia).
[30/05] Fotos do mesmo PC hoje, dando destaque à ventilação dos HDDs e gravador feita por um ventilador de 12cm Nework de 220V/17W. Apesar da distância, até o HDD mais distante recebe sua cota de ventilação.


E não, não é usando adaptadores USB. Todos os HDDs ligados em portas IDE.
Isso é perfeitamente possível quando uma placa mãe tem uma controladora RAID PATA. Ao contrário do que pensa a maioria, não é obrigatório que os HDDs ligados à controladora RAID estejam em um array ( o que a maioria chama de "RAID") para que a coisa funcione. Se você não disser à controladora que quer montar um array com os HDDs, todos continuam operando de forma independente, como os conectados às controladoras IDE normais da motherboard.
Assim, motherboads como a ASUS P4B533-E e a Soyo Dragon podem ter até oito dispositivos IDE independentes.
Eu uso regularmente sete. São seis HDDs e um gravador de DVDs IDE.
Outra coisa que eu digo que faz alguns acharem que eu estou mentindo é que eu penduro isso tudo na fonte de PC genérica mais barata que eu puder encontrar. Fonte de 400W reais (e R$200+)? Para quê, se uma Satellite de 350W "irreais" (e R$35) segura tudo o que eu tenho de forma perfeitamente estável?
Mais sobre isso, incluindo fotos do equipamento e o suposto "entendido" debochando de mim, nesta página do forumpcs.
Nas fotos a fonte é uma VCOM de 400W, mas era uma Satellite de 350W antes dela e agora é uma Satellite de 350W de novo (eu queimei a VCOM fazendo uma grande bobagem, que comentarei outro dia).
[30/05] Fotos do mesmo PC hoje, dando destaque à ventilação dos HDDs e gravador feita por um ventilador de 12cm Nework de 220V/17W. Apesar da distância, até o HDD mais distante recebe sua cota de ventilação.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Tremedeira na Radeon 7000 LE
Categoria(s):
hardware
No final deste outro post eu cheguei a comentar que o arranjo temporário que eu havia feito para substituir minha Radeon 7000 VE Dual Head funcionara, mas com um leve tremor na imagem que não chegava a incomodar.

O que eu deixei de mencionar é que às vezes esse tremor parecia proporcional à quantidade de processamento na máquina. A maior parte do tempo não se percebia nada, mas de vez em quando dava uma sacudida maior e ficava assim por um tempo. Parecia ocorrer também quando eu movia janelas com o mouse.
Pois um dia antes da minha Radeon 9550 chegar, esse tremor passou subitamente a uma tremedeira lateral incontrolável, maior que a pior manifestação dos dias anteriores, que estava atrapalhando bastante a leitura. Mesmo sem nenhuma atividade extra na máquina ou qualquer interação minha. Até a tela de login do XP estava tremendo absurdamente.
Eu ainda não sei o que aconteceu, mas com a Radeon 9550 a imagem fica perfeitamente estável, e quando coloco de volta a 7000 LE, a imagem volta a tremer de forma inaceitável.
ATI RADEON 7000LE - 64T
O que eu deixei de mencionar é que às vezes esse tremor parecia proporcional à quantidade de processamento na máquina. A maior parte do tempo não se percebia nada, mas de vez em quando dava uma sacudida maior e ficava assim por um tempo. Parecia ocorrer também quando eu movia janelas com o mouse.
Pois um dia antes da minha Radeon 9550 chegar, esse tremor passou subitamente a uma tremedeira lateral incontrolável, maior que a pior manifestação dos dias anteriores, que estava atrapalhando bastante a leitura. Mesmo sem nenhuma atividade extra na máquina ou qualquer interação minha. Até a tela de login do XP estava tremendo absurdamente.
Eu ainda não sei o que aconteceu, mas com a Radeon 9550 a imagem fica perfeitamente estável, e quando coloco de volta a 7000 LE, a imagem volta a tremer de forma inaceitável.
domingo, 20 de maio de 2007
A maioria mostra pacotes, mas alguns mostram bytes.
Quando você exibe uma janela de Status de Rede no XP, na maioria das vezes vai ver algo assim:

Note que a atividade é medida em "pacotes".
Mas no meu PC principal, o que se vê é isto:

Note que desta vez a atividade é exibida em "bytes". As duas figuras acima são dos meus dois desktops logo depois da transferência de um arquivo de 1.7GB de um para o outro. Note como a segunda imagem mostra um número mais "útil" que a primeira (ambas mostram a mesma atividade, de formas diferentes).
nota: o número de bytes reportado é bem maior que número de bytes dos dados transferidos, mas isso é assunto para outro post.
Eu gostaria que todos os meus PCs mostrassem essa atividade em bytes, mas segundo este artigo da Microsoft, o que aparece no frame "atividade" é decidido exclusivamente pelo adaptador de rede usado. O Windows não tem nenhum controle sobre os números dentro desse frame.
A propósito, meu adaptador de rede que exibe em bytes é da VIA, driver fetnd5.sys versão 2.66, embutido na minha motherboard MSI MS7021 (KT6V). Os outros quatro computadores da casa usam SIS900, RTL8139 (duas) e Intel PRO/100 VE.
Note que a atividade é medida em "pacotes".
Mas no meu PC principal, o que se vê é isto:
Note que desta vez a atividade é exibida em "bytes". As duas figuras acima são dos meus dois desktops logo depois da transferência de um arquivo de 1.7GB de um para o outro. Note como a segunda imagem mostra um número mais "útil" que a primeira (ambas mostram a mesma atividade, de formas diferentes).
nota: o número de bytes reportado é bem maior que número de bytes dos dados transferidos, mas isso é assunto para outro post.
Eu gostaria que todos os meus PCs mostrassem essa atividade em bytes, mas segundo este artigo da Microsoft, o que aparece no frame "atividade" é decidido exclusivamente pelo adaptador de rede usado. O Windows não tem nenhum controle sobre os números dentro desse frame.
A propósito, meu adaptador de rede que exibe em bytes é da VIA, driver fetnd5.sys versão 2.66, embutido na minha motherboard MSI MS7021 (KT6V). Os outros quatro computadores da casa usam SIS900, RTL8139 (duas) e Intel PRO/100 VE.
sábado, 19 de maio de 2007
A bandeja "the flash"
Hoje eu decidi resolver o problema de um leitor de CD Creative CD5233E (52X) que fechava a bandeja imediatamente após abrir. O único jeito de colocar um CD no drive era segurar a bandeja, o que não é nada bom para o motor e o restante do mecanismo de abertura.
Todo drive óptico possui pelo menos um sensor (se existem exceções eu não vi ainda), que serve para detectar que a bandeja está totalmente aberta. Muitos drives tem também um segundo sensor, para detectar se a bandeja está totalmente fechada. Esses sensores costumam ser micro-chaves, por ser o tipo mais barato de sensor. Dependendo do projeto mecânico, as duas microchaves podem estar montadas em uma única peça, mas o mais comum é que sejam unidades distintas.
Acontece que o sensor que detecta se a bandeja está totalmente aberta tem dupla função: ele também é o responsável por detectar aquele empurrãozinho que você dá na bandeja para fechá-la, sem ter que apertar o botão EJECT. A condição normal dessa chave é "aberta" e quando a bandeja está totalmente aberta a chave se fecha. Quando você dá um empurrãozinho na bandeja isso é o suficiente para abrir a chave e a eletrônica no drive então entende que é hora de fechar a bandeja.
Por que a bandeja do Creative estava fechando sozinha? Simples. Os contatos da microchave oxidaram e o contato estava ruim. Quando a bandeja abria totalmente, a chave fechava mas o mau contato fazia com que por uma fração de segundo o contato se desfizesse e isso era o suficiente para o drive "pensar" que o "empurrãozinho" estava sendo dado e fechar a bandeja.
Com a ajuda de um multímetro daqueles com testador de continuidade sonoro foi fácil perceber o problema, porque ao fechar a chave o som não ficava contínuo de jeito nenhum, mesmo tentando várias vezes.
Por sorte, essa microchave é do tipo aberto e bastou passar a ponta de uma tesourinha de unhas nos contatos até retirar a crosta escura que havia se formado para os contatos ficarem brilhantes novamente. O teste de continuidade sonoro já mostrou o sucesso da operação mesmo antes de fechar o drive. Se a microchave fosse selada, o conserto não seria viável, mas também é possível que ela não tivesse oxidado.
Abaixo, o CD5233E com a tampa removida e a bandeja aberta, exibindo a posição da chave. Não espere que a chave esteja no mesmo local em um drive diferente, porque cada fabricante faz do jeito que acha mais apropriado.

Detalhe da chave, já com os contatos limpos:

Agora o drive funciona normalmente.
Todo drive óptico possui pelo menos um sensor (se existem exceções eu não vi ainda), que serve para detectar que a bandeja está totalmente aberta. Muitos drives tem também um segundo sensor, para detectar se a bandeja está totalmente fechada. Esses sensores costumam ser micro-chaves, por ser o tipo mais barato de sensor. Dependendo do projeto mecânico, as duas microchaves podem estar montadas em uma única peça, mas o mais comum é que sejam unidades distintas.
Acontece que o sensor que detecta se a bandeja está totalmente aberta tem dupla função: ele também é o responsável por detectar aquele empurrãozinho que você dá na bandeja para fechá-la, sem ter que apertar o botão EJECT. A condição normal dessa chave é "aberta" e quando a bandeja está totalmente aberta a chave se fecha. Quando você dá um empurrãozinho na bandeja isso é o suficiente para abrir a chave e a eletrônica no drive então entende que é hora de fechar a bandeja.
Por que a bandeja do Creative estava fechando sozinha? Simples. Os contatos da microchave oxidaram e o contato estava ruim. Quando a bandeja abria totalmente, a chave fechava mas o mau contato fazia com que por uma fração de segundo o contato se desfizesse e isso era o suficiente para o drive "pensar" que o "empurrãozinho" estava sendo dado e fechar a bandeja.
Com a ajuda de um multímetro daqueles com testador de continuidade sonoro foi fácil perceber o problema, porque ao fechar a chave o som não ficava contínuo de jeito nenhum, mesmo tentando várias vezes.
Por sorte, essa microchave é do tipo aberto e bastou passar a ponta de uma tesourinha de unhas nos contatos até retirar a crosta escura que havia se formado para os contatos ficarem brilhantes novamente. O teste de continuidade sonoro já mostrou o sucesso da operação mesmo antes de fechar o drive. Se a microchave fosse selada, o conserto não seria viável, mas também é possível que ela não tivesse oxidado.
Abaixo, o CD5233E com a tampa removida e a bandeja aberta, exibindo a posição da chave. Não espere que a chave esteja no mesmo local em um drive diferente, porque cada fabricante faz do jeito que acha mais apropriado.
Detalhe da chave, já com os contatos limpos:
Agora o drive funciona normalmente.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
NDAS versus NAS
A Macpower, que oferece produtos NAS e NDAS, tem uma tabela comparativa que mostra as diferenças. A única vantagem do NDAS para mim é que ele realmente é mais rápido que o NAS Landrive, que parece ser o mais barato do mercado.
Existe uma outra vantagem sobre o Landrive: NDAS suporta NTFS, FAT32 e HFS+, mas isso é de menor importância para mim.
O resto é desvantagem.
Note que isso mostra que NDAS tem certas vantagens comparado com aparelhos NAS baseados em chip RDC-R2882, mas não sobre qualquer aparelho NAS.
Existe uma outra vantagem sobre o Landrive: NDAS suporta NTFS, FAT32 e HFS+, mas isso é de menor importância para mim.
O resto é desvantagem.
Note que isso mostra que NDAS tem certas vantagens comparado com aparelhos NAS baseados em chip RDC-R2882, mas não sobre qualquer aparelho NAS.
Vipower VPA-3528net
- Manual em inglês;
- Página do produto na Vipower do Brasil;
- Página do produto na Vipower internacional;
- Custa a partir de R$250, sem HDD, no Mercado Livre. Ou na Atera, uma loja mais confiável, com NF, por R$299.
- Tem porta Ethernet e USB, mas não pode usar ambas ao mesmo tempo;
- Usa fonte externa de 12V. Ainda não consegui apurar o consumo do aparelho;
- Tem servidor DHCP interno, que pode ser desligado. Você também pode definir um IP fixo para o dispositivo ou configurá-lo para que busque um IP no servidor DHCP já existente em sua rede (seu roteador, por exemplo);
- Suporta acesso por FTP (até 5 usuários ao mesmo tempo) e CIFS/SMB (redes Microsoft);
- Possui modo de economia de energia, mas não está claro como este funciona;
- Suporta FAT32;
- Configuração por browser;
- Você pode configurar um hostname para o aparelho. O default é ser acessível por "http://storage";
- Pela rede, a raiz do aparelho não aparece. O aparelho cria por default uma pasta chamada PUBLIC. Você pode criar outras pastas para compartilhar usando o browser e pode até dar senhas induviduais para cada pasta. Muito importante quando você quer separar o que você e seus filhos podem ver no servidor;
- O manual não dá nenhuma dica de que você pode usar o "$" no final do nome da pasta para que ela não apareça no Ambiente de Rede (muito útil para esconder aquele "material educativo" que você não quer que sua esposa ache). Só testando;
- Aparentemente você não pode definir que pastas são somente leitura. Essa funcionalidade só existe se você usar acesso por FTP;
- Suporta 48-bit LBA, sendo compatível então com HDDs até 2TB;
As telas de configuração do aparelho mostradas no manual mostram que ele é um "Landrive", que é um NAS que tem diversos clones. As páginas mais interessantes que encontrei sobre o aparelho foram:
- Longa discussão;
- Firmwares modificados pelo usuário "zeroday";
- Coletânea de firmwares e ferramentas "oficiais", coletados de diversos "fabricantes" de Landrive;
24/05/07: CUIDADO! Os arquivos nesta página supostamente são úteis para o Landrive, mas o AVAST detecta que estão infectados. Esta é a única página do site, o que faz desconfiar que é mesmo uma arapuca.
Outras coisas que apurei;
- Quando você conecta o cabo USB a interface de rede é desligada automaticamente;
- Aparentemente, o chip que controla a USB é diferente do chip que controla a rede e ambos são completamente independentes, mas não podem ser usados ao mesmo tempo.
- Auto-mdi/mdx (suporta cabos de rede diretos e crossover);
- O jumper do HDD precisa estar configurado para Master para ele aparecer na USB. Isso não é necessário para a interface de rede;
- Você pode acessar o drive via FTP até pela Internet, desde que seu roteador esteja com as portas 20 e 21 abertas para o Landrive;
- Os arquivos de configuração do aparelho (nomes das pastas compartilhadas e suas senhas, usuários FTP, etc) são colocados na raiz do HDD, dai a raiz ser ocultada no acesso via rede, mas aparecer pela USB;
- Diferentes usuários reportaram velocidade máximas via rede entre 1 e 4MB/s;
- Com o mesmo drive que não passa de 4MB/s via rede, a comunicação é de 25MB/s via USB. É possível conseguir 37.5MB/s pela USB, como visto neste review;
- A velocidade por FTP pode ser maior que a por CIFS/SMB, mas não passa dos 4.3MB/s;
- Apesar de ser FAT32, suporta arquivos maiores que 4GB, mas faz isso através de um truque, onde o arquivo é dividido transparentemente em pedaços de 4GB, mas aparece pela rede como um único arquivo com o tamanho original;
- Suporta nomes longos normalmente, apesar do manual falar em um limite de 12 caracteres;
- Se a formatação do HDD for NTFS, será visível pela USB, mas não pela rede;
- Já existem dois modos conhecidos de se salvar uma instalação de firmware que deu errada. Esta, que é feita apenas por software, e esta, que requer mexer com o circuito. O PDF do último link inclui fotos internas e outras informações interessantes, incluindo a existência de uma porta serial no chip;
- Até agora a única modificação que se sabe fazer no firmware é uma personalização na interface web, que qualquer um pode fazer usando a HTML Compile Tool;
- Nem todos vem com ventilador. Os que não vem precisam ter um case metálico para ser usado como dissipador de calor. Nem sempre o ventilador é vantajoso porque pode ser muito barulhento;
- O Landrive não é baseado em Linux, como o aparelho do meu post anterior;
- Você pode usá-lo como storage para o XBOX e fazer streaming com o XBOX Media Center;
Algumas especificações eletrônicas:
- CPU: RDC R2882 (16bit NPU);
- OS: uC/OS II - 16bit RTOS, compilado com Paradigm 6.0 16 bit;
- Memória: 2MB SDRAM - Como comparação, o aparelho citado no meu post anterior que tem suporte a torrents, tem 64MB de RAM;
- Flash: 512KB NOR - Onde é armazenado o firmware.
Na minha opinião, se você já está disposto a gastar R$ 120 em um case USB-IDE, gastar R$250 em um NAS vale a pena, se você tem uma rede em casa ou na empresa;
Alguns clones:
MacPower M9-Lan
Bonatech LD-350 Mentor Sharing-Drive
Mapower MAP-KC31N
Conceptronic CHD3LAN
Ritmo Lanserver
19/05: Eu escrevi no texto duas vezes "Landisk" e duas vezes "Landrive". O correto é Landrive. Já corrigi.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Network Attached Storage (NAS)
Você pode nunca ter ouvido falar desse termo ou da sigla, mas ainda vai ver muitas referências a isso, principalmente aqui no blog.
Network Attached Storage (Armazenagem Anexada à Rede) é, simplificando, o nome dado a qualquer dispositivo conectado diretamente à rede que funcione exclusivamente como servidor de arquivos. A exclusividade é para garantir a confiabilidade e o desempenho, já que não vai haver nenhum programa ou processo rodando que nada tem a ver com a finalidade desejada: guardar arquivos.
Note que para se encaixar na definição de NAS o tal dispositivo tem que ter no mínimo uma porta de rede qualquer e usar protocolos de rede padrão.
É claro que na prática e para uma rede doméstica tudo o que o usuário quer é um servidor de arquivos e se este se qualifica como NAS ou não, isso costuma ser irrelevante (sua casa não é a rede das Casas Bahia, então correr atrás de 101% de confiabilidade é bobagem) . Até um PC qualquer rodando Windows 95 serve, porque não adianta ser neurótico por confiabilidade se o PC não está em um cofre e até o seu gato pode tirá-lo do ar puxando a tomada (o gato de um amigo meu faz isso de vez em quando com o PC dele).
Se você precisa da confiabilidade, existem soluções baseadas em *nix, pagas e gratuitas, como o FreeNAS (baseado em FreeBSD, que parece Linux mas não é) e até Windows: o Windows Storage Server 2003 (só a versão Express Edition é um NAS propriamente dito). Eu já fiz testes com o FreeNAS e fiquei um tanto decepcionado com os resultados, mas não descartei a idéia ainda e pretendo fazer mais testes e falar sobre isso um outro dia aqui no blog. Com o Windows Storage Server eu nem vou tentar, porque deve ser caro demais como servidor. Nessa área o Linux ainda é imbatível para mim.
Até bem pouco tempo atrás, o único jeito barato de ter NAS era aproveitar um PC velho. O maior problema do uso de um PC nessa tarefa é o consumo de energia, seguido pelo tamanho exagerado e em terceiro a configuração demorada. Mas isso está mudando.
NAS portátil, do tamanho de um drive de DVD
Eu já sabia que existia no exterior, mas não tinha achado por aqui ainda. São dispositivos do tamanho de uma gaveta USB-IDE comum, onde você pode instalar um HDD IDE, plugar diretamente na sua rede e configurar via browser, como se configura a maioria dos modems ADSL de hoje. Hoje eu fiz uma nova pesquisa e descobri que no Mercado Livre já existe uma opção relativamente barata à venda: o Vipower VPA 3528net, que custa a partir de R$250. Eu tenho muita coisa para dizer sobre esse NAS, por isso farei em outro post.

Mas antes que você se empolgue, é importante que você tenha em mente alguns detalhes sobre esses dispositivos que você precisa pelo menos procurar nas especificações ou em reviews, para não se decepcionar:

O ForumPCS tem um review bem simples do NAS-806-EF.
Network Attached Storage (Armazenagem Anexada à Rede) é, simplificando, o nome dado a qualquer dispositivo conectado diretamente à rede que funcione exclusivamente como servidor de arquivos. A exclusividade é para garantir a confiabilidade e o desempenho, já que não vai haver nenhum programa ou processo rodando que nada tem a ver com a finalidade desejada: guardar arquivos.
Note que para se encaixar na definição de NAS o tal dispositivo tem que ter no mínimo uma porta de rede qualquer e usar protocolos de rede padrão.
É claro que na prática e para uma rede doméstica tudo o que o usuário quer é um servidor de arquivos e se este se qualifica como NAS ou não, isso costuma ser irrelevante (sua casa não é a rede das Casas Bahia, então correr atrás de 101% de confiabilidade é bobagem) . Até um PC qualquer rodando Windows 95 serve, porque não adianta ser neurótico por confiabilidade se o PC não está em um cofre e até o seu gato pode tirá-lo do ar puxando a tomada (o gato de um amigo meu faz isso de vez em quando com o PC dele).
Se você precisa da confiabilidade, existem soluções baseadas em *nix, pagas e gratuitas, como o FreeNAS (baseado em FreeBSD, que parece Linux mas não é) e até Windows: o Windows Storage Server 2003 (só a versão Express Edition é um NAS propriamente dito). Eu já fiz testes com o FreeNAS e fiquei um tanto decepcionado com os resultados, mas não descartei a idéia ainda e pretendo fazer mais testes e falar sobre isso um outro dia aqui no blog. Com o Windows Storage Server eu nem vou tentar, porque deve ser caro demais como servidor. Nessa área o Linux ainda é imbatível para mim.
Até bem pouco tempo atrás, o único jeito barato de ter NAS era aproveitar um PC velho. O maior problema do uso de um PC nessa tarefa é o consumo de energia, seguido pelo tamanho exagerado e em terceiro a configuração demorada. Mas isso está mudando.
NAS portátil, do tamanho de um drive de DVD
Eu já sabia que existia no exterior, mas não tinha achado por aqui ainda. São dispositivos do tamanho de uma gaveta USB-IDE comum, onde você pode instalar um HDD IDE, plugar diretamente na sua rede e configurar via browser, como se configura a maioria dos modems ADSL de hoje. Hoje eu fiz uma nova pesquisa e descobri que no Mercado Livre já existe uma opção relativamente barata à venda: o Vipower VPA 3528net, que custa a partir de R$250. Eu tenho muita coisa para dizer sobre esse NAS, por isso farei em outro post.
Mas antes que você se empolgue, é importante que você tenha em mente alguns detalhes sobre esses dispositivos que você precisa pelo menos procurar nas especificações ou em reviews, para não se decepcionar:
- Velocidade: A velocidade máxima, estável, que eu consigo em uma rede 100Mbps com Windows XP, é de cerca de 8MB/s (80% da velocidade máxima teórica). Esses dispositivos podem ser tão lentos quanto metade disso (4MB/s) ou menos. Como comparação, a velocidade máxima que já tive (segundo me lembro) com USB foi de 25MB/s e com um HDD ligado diretamente à IDE: 50MB/s. 4MB/s são mais que suficientes para se assistir a um DivX direto do NAS, entretanto.
- Sistema de arquivos no HDD: Alguns dispositivos suportam FAT32 (e apenas FAT32) enquanto outros precisam ser formatados em seu formato específico, geralmente um formato suportado apenas pelo Linux. Se você é como eu e quer ter a opção de remover o HDD do case e anexar diretamente à porta IDE do PC para acelerar a movimentação de arquivos, isso pode ser um grande problema.
- Economia de Energia: É interessante checar se o HDD é desligado automaticamente após X minutos de operação sem nenhuma solicitação. Um HDD consome pouco (cerca de 10W, o que dá uns R$4 por mês na conta de energia para uma operação 24H), mas se ele não precisa ficar ligado as 8 horas da noite enquanto todo mundo na casa está dormindo, para que deixar o bichinho esquentando? :)
- Se o dispositivo é realmente NAS: Cuidado. NAS não requer drivers, porque usa protocolos padrão. NDAS é uma variação de NAS, exclusiva da Ximeta, Inc, que supostamente facilita a vida do usuário, mas que acaba exigindo a instalação de um software exclusivo em cada PC, porque parte do processamento que deveria ser feita no NAS é feito no PC que deseja acessar o dispositivo. Para mim, é um retrocesso e não uma vantagem. Ainda não se sabe se NDAS tem alguma vantagem real, como uma velocidade superior, por exemplo.
- Preço: Avalie suas opções. Um PC inteiro, com HDD e monitor, pode ser encontrado em Recife, no supermercado, com 1 ano de garantia, por R$860. Por mais vagabundo que seja, vai dar um NAS muito bom e você poderá até usá-lo para outras coisas, como P2P e impressão. Comprar um NAS portátil, sem HDD, por R$500, pode ser uma tremenda roubada.
O ForumPCS tem um review bem simples do NAS-806-EF.
Típica malandragem chinesa
Categoria(s):
fraudes/falsificações/trapaças,
hardware,
Internet
Não, não é que eu ache que os chineses tem alguma exclusividade com "malandragem". O brasileiro faria o mesmo ou pior, nas mesmas condições.
O exemplo mais antigo que eu conheço de produto chinês que "não é o que parece" é o das calculadoras com alimentação por painel solar. Há mais de 10 anos que existem produtos chineses no mercado onde o painel solar não passa de um pedaço de plástico imitando um painel solar de verdade. Isso é tão comum que você acaba nem acreditando que realmente exista uma calculadora alimentada por energia solar, mas elas existem.
Mas eu não tinha visto isto ainda:
Note como a antena é apenas um pedaço de plástico sem nenhuma ligação com o circuito.
E tem até um esperto no mercado livre tentando capitalizar a confiança de seus possíveis compradores com essa imagem. O texto:
PESSOAL! Como sou engenheiro eletronico, Venho aqui responder algumas dúvidas de nossos clientes! O CHIPSET OSR É O UNICO ZERO INTERFERENCIA! GARANTO! E o adaptador bluetooth com antena vendido no ML , a antena não funciona pra nada! Sabem pq? Eu comprei um adaptador bluetooth que vinha com antena (essa característica até me fez querer este modelo pq assim podia mais facilmente orientar o sinal). No entanto depois de o abrir vi que não há ligação nenhuma entre a antena e o circuito. Ou seja é só ENFEITE.
Se ele apresenta a imagem como se fosse sua, eu não confiaria em mais nenhuma palavra vinda dele, incluindo a informação de que se trata de um engenheiro eletrônico.
O exemplo mais antigo que eu conheço de produto chinês que "não é o que parece" é o das calculadoras com alimentação por painel solar. Há mais de 10 anos que existem produtos chineses no mercado onde o painel solar não passa de um pedaço de plástico imitando um painel solar de verdade. Isso é tão comum que você acaba nem acreditando que realmente exista uma calculadora alimentada por energia solar, mas elas existem.
Mas eu não tinha visto isto ainda:
Note como a antena é apenas um pedaço de plástico sem nenhuma ligação com o circuito.
E tem até um esperto no mercado livre tentando capitalizar a confiança de seus possíveis compradores com essa imagem. O texto:
PESSOAL! Como sou engenheiro eletronico, Venho aqui responder algumas dúvidas de nossos clientes! O CHIPSET OSR É O UNICO ZERO INTERFERENCIA! GARANTO! E o adaptador bluetooth com antena vendido no ML , a antena não funciona pra nada! Sabem pq? Eu comprei um adaptador bluetooth que vinha com antena (essa característica até me fez querer este modelo pq assim podia mais facilmente orientar o sinal). No entanto depois de o abrir vi que não há ligação nenhuma entre a antena e o circuito. Ou seja é só ENFEITE.
Se ele apresenta a imagem como se fosse sua, eu não confiaria em mais nenhuma palavra vinda dele, incluindo a informação de que se trata de um engenheiro eletrônico.
Mais falso que isso, impossível
Categoria(s):
fraudes/falsificações/trapaças,
hardware
Meu amigo Davidson mandou isso hoje, repassado de terceiros. Supostamente é a foto do interior de um flashdrive de 2GB comprado no camelô por R$49.

Eu estou publicando isso aqui mais pela "curiosidade" do que por achar que o ocorrido é motivo para alarme. Se você compra um troço qualquer a um camelô sem qualquer garantia (por exemplo, alguém que você não sabe se vai encontrar no dia seguinte) e sem sequer um teste no local, o objeto tanto pode estar oco, como no caso acima, ou defeituoso, ou mesmo não ter a capacidade anunciada. E nem precisa ser um item de Informática.
O malfeitor só se daria ao trabalho de remover o circuito se ele tivesse um jeito de também vender o circuito, sem o exterior original, ou se fosse ficar com ele. Esse cenário me parece mais provável no caso do comprador pilantra, que compra o produto, abre cuidadosamente e substitui o conteúdo, para devolver no dia seguinte alegando defeito. Um camelô ou outro tipo de comerciante que troca na hora está sujeito a esse tipo de golpe.
Prestando atenção à figura, está claro que é D-Link (não conheço flashdrive D-Link) mas não deu para discernir exatamente o modelo. Só que mais abaixo é possível ver que há um endereço MAC e o símbolo da FCC.
A caixa nem sequer é de um flashdrive. É de um adaptador wireless USB .
Editado: A estória da compra no camelô é falsa. Seguindo a dica dada no primeiro comentário, localizei a mesma foto, mais nítida e datada de 25/01/2006 em um fórum português. Lá ela é atribuída a "compras online de Hong Kong". A primeira foto da página é ainda mais interessante, porque é típica malandragem chinesa. Falo mais disso aqui.
Eu estou publicando isso aqui mais pela "curiosidade" do que por achar que o ocorrido é motivo para alarme. Se você compra um troço qualquer a um camelô sem qualquer garantia (por exemplo, alguém que você não sabe se vai encontrar no dia seguinte) e sem sequer um teste no local, o objeto tanto pode estar oco, como no caso acima, ou defeituoso, ou mesmo não ter a capacidade anunciada. E nem precisa ser um item de Informática.
O malfeitor só se daria ao trabalho de remover o circuito se ele tivesse um jeito de também vender o circuito, sem o exterior original, ou se fosse ficar com ele. Esse cenário me parece mais provável no caso do comprador pilantra, que compra o produto, abre cuidadosamente e substitui o conteúdo, para devolver no dia seguinte alegando defeito. Um camelô ou outro tipo de comerciante que troca na hora está sujeito a esse tipo de golpe.
Prestando atenção à figura, está claro que é D-Link (não conheço flashdrive D-Link) mas não deu para discernir exatamente o modelo. Só que mais abaixo é possível ver que há um endereço MAC e o símbolo da FCC.
A caixa nem sequer é de um flashdrive. É de um adaptador wireless USB .
Editado: A estória da compra no camelô é falsa. Seguindo a dica dada no primeiro comentário, localizei a mesma foto, mais nítida e datada de 25/01/2006 em um fórum português. Lá ela é atribuída a "compras online de Hong Kong". A primeira foto da página é ainda mais interessante, porque é típica malandragem chinesa. Falo mais disso aqui.
terça-feira, 15 de maio de 2007
HDDs lentos
Categoria(s):
hardware
Quando alguém se depara com um PC lerdo, a primeira coisa que vem à mente é colocar mais memória. Mas se o PC é velho ou recebeu um upgrade de um PC velho, a culpa da lentidão pode muito bem ser do HDD.
O primeiro registro que fiz da diferença que faz um upgrade de HDD para o desempenho da máquina foi em 2001, quando recebi a máquina de um cliente que estava lentíssima. Um K6-2 350 com 64MB de RAM, rodando uma instalação carregada do Windows 95.
Eu não me lembro de como cheguei à conclusão de que o problema era o HDD, mas me parece óbvio que eu devo ter colocado mais RAM e não surtiu efeito. Os números que anotei foram os seguintes:
E, não, o problema não era de fragmentação no HDD velho. Isso foi testado.
Neste fim de semana, aproveitei a necessidade de substituir um HDD da máquina de minha irmã mais nova para fazer um teste mais detalhado.
Configuração original:
Notas:
A partição original de 8GB (apesar do HDD ser de 80GB eu sempre "confino" o Windows a partições com entre 8 e 15GB) foi clonada para o outro HDD com o Symantec Drive Image.
O tempo de boot de 42s aumentou para 77s.
Fiz nova experiência, repetindo o teste depois de acrescentar um pente de 256MB de RAM.
Resultado:
Note que eu estou falando de tempo de boot. Quando você começar a carregar outros programas na máquina, ter mais RAM fará uma grande diferença, principalmente se você puder reduzir com isso o uso do arquivo de swap.
Para certas tarefas, essa lentidão é desprezível. Em um PC reservado para atividade de P2P, por exemplo, mesmo o HDD mais lento ainda não afetará a velocidade dos downloads. Mas quando você está sentado à frente da máquina e acostumado com máquinas mais modernas, um HDD lento pode desafiar sua paciência.
E ainda há um outro problema: o barulho. O HDD Samsung é quase inaudível. Faz menos ruído que a fonte do PC, mesmo com o gabinete aberto. Já o Fujitsu é tão barulhento que chama a atenção mesmo com o PC fechado e com outras fontes de ruído no recinto.
Eu vou tornar a mencionar esses problemas em textos futuros.
O primeiro registro que fiz da diferença que faz um upgrade de HDD para o desempenho da máquina foi em 2001, quando recebi a máquina de um cliente que estava lentíssima. Um K6-2 350 com 64MB de RAM, rodando uma instalação carregada do Windows 95.
Eu não me lembro de como cheguei à conclusão de que o problema era o HDD, mas me parece óbvio que eu devo ter colocado mais RAM e não surtiu efeito. Os números que anotei foram os seguintes:
- Com o HDD Seagate velho (não registrei o modelo) : 2m30s para concluir o boot;
- Com um HDD Quantum Fireball lct20 novo: 1m35s;
E, não, o problema não era de fragmentação no HDD velho. Isso foi testado.
Neste fim de semana, aproveitei a necessidade de substituir um HDD da máquina de minha irmã mais nova para fazer um teste mais detalhado.
Configuração original:
- Duron 950;
- 128MB de RAM;
- Motherboard Fastfame 8VTAA
- HDD 80GB Samsung Sp0802N - 7200RPM, 2MB, ATA-100, 03/2005;
- Windows XP;
- Tempo de boot: 42s.
- Fujitsu 17GB MPE3170AT - 5400RPM, 512KB, ATA-66, 03/2000.
Notas:
- É preciso esperar até o último ícone aparecer, e não por um ícone específico, porque a ordem de carga dos programas pode mudar de boot para boot;
- Não se deve demorar para colocar a senha, porque o Windows XP executa alguns tipos de tarefas enquanto aguarda a senha. E se você demorar a contagem de tempo vai ficar furada;
- É preciso entrar sempre como o mesmo usuário;
- Pode ser necessário entrar algumas vezes com o mesmo usuário para o tempo de boot estabilizar. Pode ser necessário dar boot umas cinco vezes antes de começar a cronometrar;
A partição original de 8GB (apesar do HDD ser de 80GB eu sempre "confino" o Windows a partições com entre 8 e 15GB) foi clonada para o outro HDD com o Symantec Drive Image.
O tempo de boot de 42s aumentou para 77s.
Fiz nova experiência, repetindo o teste depois de acrescentar um pente de 256MB de RAM.
Resultado:
- Com HDD Fujitsu: 60s - o tempo de boot caiu 17s, mas ainda assim está bem mais lento do que com um HDD novo e menos RAM (42s);
- Com HDD Samsung: 36s - o tempo de boot caiu apenas 6s. Mais memória não faz tanta diferença se seu HDD é rápido;
Note que eu estou falando de tempo de boot. Quando você começar a carregar outros programas na máquina, ter mais RAM fará uma grande diferença, principalmente se você puder reduzir com isso o uso do arquivo de swap.
Para certas tarefas, essa lentidão é desprezível. Em um PC reservado para atividade de P2P, por exemplo, mesmo o HDD mais lento ainda não afetará a velocidade dos downloads. Mas quando você está sentado à frente da máquina e acostumado com máquinas mais modernas, um HDD lento pode desafiar sua paciência.
E ainda há um outro problema: o barulho. O HDD Samsung é quase inaudível. Faz menos ruído que a fonte do PC, mesmo com o gabinete aberto. Já o Fujitsu é tão barulhento que chama a atenção mesmo com o PC fechado e com outras fontes de ruído no recinto.
Eu vou tornar a mencionar esses problemas em textos futuros.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Tabelas comparativas de placas de vídeo
Categoria(s):
hardware
Eu esbarrei nessas tabelas do Clube do Hardware depois de ter decidido que placa de vídeo comprar. Não estão completas, foram criadas pensando apenas em gamers, mas já ajudam. Principalmente somadas com outras fontes de informação, como a comparação de consumos que citei alguns posts atrás.
Também vale a pena ler a explicação que segue cada tabela.
Também vale a pena ler a explicação que segue cada tabela.
domingo, 15 de abril de 2007
Nova placa de vídeo: de olho no consumo de energia
Categoria(s):
hardware
Eu estou precisando substituir a Radeon 7000 de meu PC principal porque ela está com defeito (falarei sobre isso outra hora). Basicamente, minhas necessidades são:
A tabela me deixou entusiasmado com a Geforce 7300GS, mas no Mercado Livre só encontro para slot PCI-E. O preço está razoável, mas eu teria que trocar minha motherboard.
Se eu conseguisse achar outra Radeon 7000 VE Dual Head baratinho (menos de R$150), continuaria com o modelo. A Radeon 7000 nem de cooler precisa e atende minhas necessidades.
- Suporte a múltiplos monitores. Preferencialmente a placa deve ser Dual Head;
- Suporte a pelo menos 1600x1200 (a resolução que estou usando no monitor principal);
- AGP, senão vou ter que trocar de motherboard, e estou perfeitamente satisfeito com a minha MSI KT6V. Além disso, encontrar uma boa placa socket 462 é um problema à parte e eu iria acabar tendo que trocar de processador também;
- Baixo consumo de energia - Não quero ter que trocar minha fonte, nem ter que pagar mais na minha conta de luz;
- Já que vou trocar a placa de qualquer jeito, seria bom se ela fosse "Vista Ready";
- Que custe menos de R$300;
A tabela me deixou entusiasmado com a Geforce 7300GS, mas no Mercado Livre só encontro para slot PCI-E. O preço está razoável, mas eu teria que trocar minha motherboard.
Se eu conseguisse achar outra Radeon 7000 VE Dual Head baratinho (menos de R$150), continuaria com o modelo. A Radeon 7000 nem de cooler precisa e atende minhas necessidades.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Diagnosticando carga excessiva na CPU
Graças ao poder de processamento excessivo que os PCs de hoje tem, eu estava com um problema no meu micro principal há semanas e não havia notado.
A configuração, hoje (PC1)
O primeiro indício surgiu quando tentei rodar vários XviD (HD) de 960x528 com áudio AC3 e não teve jeito de manter o áudio sincronizado com o vídeo em nenhum deles. Experimentei converter com o Auto Gordian Knot para uma resolução "normal" e assim pude executar o filme sem perda de sincronismo, mas a operação de converter apenas 42 minutos de filme levou 5 horas e 20 minutos. Eu liguei para um amigo que tem hardware melhor que o meu e ele me me deu a dica: "olha a carga na CPU".
Para meu espanto, era esse mesmo o problema. Meu PC, mesmo em "idle" (parado, no desktop) estava acusando uma carga de 55% na CPU, quando o normal seria 0%. Quando eu rodava os filmes HD a carga topava em 100% durante toda a execução. Daí a perda de sincronismo.
O mais estranho é que a lista de processos do XP (veja imagem mais adiante) mostrava que meu PC estava 99% ocioso. Nenhum processo aparecia usando aqueles 55% de processamento.
Primeiro comecei desligando programas que inciavam automaticamente com o XP, e nada. Desinstalei o anti-virus, que eu havia re-instalado no mesmo dia da descoberta e nada mudou também. Meu Windows estava ficando quase "pelado" e continuava acusando 55% de processamento. Se houvesse qualquer atividade de rede ou de disco eu iria concluir que havia algum malware muito esperto instalado, mas não havia mais nenhuma atividade suspeita na máquina.
Eu me recordava de que já havia esbarrado em um freeware que era bem mais minuncioso que o Gerenciador de Tarefas do XP, mas não me lembrava do nome. Mas por sorte eu tenho o hábito de guardar os programas que tem algo de "especial" em uma pasta específica e lá encontrei o que eu queria.
O freeware Process Explorer logo de cara me mostrou o que eu queria saber: os 55% de processamento estavam associados a "hardware interrupts".
O snapshot abaixo mostra o Process Explorer e o Gerenciador de Tarefas exibindo a situação no mesmo momento. Veja como apenas o primeiro indica o problema no hardware:

Baseado nessa informação eu já tinha dois suspeitos primários: minha controladora SATA, que eu havia ligado no BIOS há umas semanas atrás, mesmo sem ter nenhum HDD SATA (eu precisei testar o HDD de um cliente), e uma placa PCI com duas portas seriais baseada em chip NETMOS Nm9835cv que estava espetada no slot PCI2 há ainda mais tempo.

Como portas seriais podem mesmo provocar um consumo excessivo de CPU, comecei retirando a placa do slot (é claro que desliguei o PC antes, dâaaa).
E meu processamento em idle voltou aos 0% normais. Rodei os filmes sem perda de sincronismo e até experimentei fazer uma nova conversão, que desta vez levou apenas 3 horas e 29 minutos.
Coloquei a placa de volta. O processamento em idle voltou a 55%.
Parei por um momento para tentar entender. O consumo de CPU das portas seriais só deveria ocorrer com as portas sendo usadas, mas eu não estava usando as portas da placa...
Errr... sabe aquelas situações em que o problema está te esbofeteando mas você não consegue enxergar? Pois é... eu estava usando as portas!
Na verdade, a placa PCI estava espetada no slot acompanhada por dois pequenos acessórios:

Os dois plugues que você vê, sem nenhum cabo, são dois receptores de infravermelho montados por mim. Eles usam peças ligeiramente diferentes, mas tem exatamente o mesmo princípio de funcionamento. E era a luz captada por eles que estava ativando as portas seriais e provocando o consumo de CPU, mesmo sem haver nenhum software usando as portas. Bastou remover ambos para o problema desaparecer, mesmo com a placa no lugar.
Curiosamente, simplesmente desconectar os receptores não basta. É preciso removê-los e reiniciar a máquina.
Você talvez esteja se perguntando que finalidade teriam dois receptores infravermelho escondidos no fundo de um gabinete. O fato é que não estavam escondidos, porque eu não uso gabinetes há pelo menos 10 anos :)
Neste tópico do forumpcs você pode conferir como são meus computadores (veja as fotos). O hardware já mudou mas a "organização" continua a mesma :)
[14/04/07] Fiz mais testes e descobri que o problema só ocorre se o receptor (qualquer um) estiver conectado à placa quando o XP estiver inicializando e se não houver nenhum software depois abrindo a respectiva porta serial. Por exemplo, com o receptor na porta designada como COM4 e o consumo em 55%, bastou usar o Hyperterminal para abrir essa porta, mesma sem usá-la de fato, para o processamento cair a 0%. Fechar o Hyperterminal coloca o processamento de volta em 55%.
É mole? Não devem existir muitas situações como essa em que desligar um software pode aumentar a carga no seu PC. :)
A configuração, hoje (PC1)
- Sempron 2300+;
- MSI KT6V;
- 1GB de RAM;
- Windows XP;
- Placa de Vídeo Radeon 7000 VE Dual Head
O primeiro indício surgiu quando tentei rodar vários XviD (HD) de 960x528 com áudio AC3 e não teve jeito de manter o áudio sincronizado com o vídeo em nenhum deles. Experimentei converter com o Auto Gordian Knot para uma resolução "normal" e assim pude executar o filme sem perda de sincronismo, mas a operação de converter apenas 42 minutos de filme levou 5 horas e 20 minutos. Eu liguei para um amigo que tem hardware melhor que o meu e ele me me deu a dica: "olha a carga na CPU".
Para meu espanto, era esse mesmo o problema. Meu PC, mesmo em "idle" (parado, no desktop) estava acusando uma carga de 55% na CPU, quando o normal seria 0%. Quando eu rodava os filmes HD a carga topava em 100% durante toda a execução. Daí a perda de sincronismo.
O mais estranho é que a lista de processos do XP (veja imagem mais adiante) mostrava que meu PC estava 99% ocioso. Nenhum processo aparecia usando aqueles 55% de processamento.
Primeiro comecei desligando programas que inciavam automaticamente com o XP, e nada. Desinstalei o anti-virus, que eu havia re-instalado no mesmo dia da descoberta e nada mudou também. Meu Windows estava ficando quase "pelado" e continuava acusando 55% de processamento. Se houvesse qualquer atividade de rede ou de disco eu iria concluir que havia algum malware muito esperto instalado, mas não havia mais nenhuma atividade suspeita na máquina.
Eu me recordava de que já havia esbarrado em um freeware que era bem mais minuncioso que o Gerenciador de Tarefas do XP, mas não me lembrava do nome. Mas por sorte eu tenho o hábito de guardar os programas que tem algo de "especial" em uma pasta específica e lá encontrei o que eu queria.
O freeware Process Explorer logo de cara me mostrou o que eu queria saber: os 55% de processamento estavam associados a "hardware interrupts".
O snapshot abaixo mostra o Process Explorer e o Gerenciador de Tarefas exibindo a situação no mesmo momento. Veja como apenas o primeiro indica o problema no hardware:
Baseado nessa informação eu já tinha dois suspeitos primários: minha controladora SATA, que eu havia ligado no BIOS há umas semanas atrás, mesmo sem ter nenhum HDD SATA (eu precisei testar o HDD de um cliente), e uma placa PCI com duas portas seriais baseada em chip NETMOS Nm9835cv que estava espetada no slot PCI2 há ainda mais tempo.
Como portas seriais podem mesmo provocar um consumo excessivo de CPU, comecei retirando a placa do slot (é claro que desliguei o PC antes, dâaaa).
E meu processamento em idle voltou aos 0% normais. Rodei os filmes sem perda de sincronismo e até experimentei fazer uma nova conversão, que desta vez levou apenas 3 horas e 29 minutos.
Coloquei a placa de volta. O processamento em idle voltou a 55%.
Parei por um momento para tentar entender. O consumo de CPU das portas seriais só deveria ocorrer com as portas sendo usadas, mas eu não estava usando as portas da placa...
Errr... sabe aquelas situações em que o problema está te esbofeteando mas você não consegue enxergar? Pois é... eu estava usando as portas!
Na verdade, a placa PCI estava espetada no slot acompanhada por dois pequenos acessórios:
Os dois plugues que você vê, sem nenhum cabo, são dois receptores de infravermelho montados por mim. Eles usam peças ligeiramente diferentes, mas tem exatamente o mesmo princípio de funcionamento. E era a luz captada por eles que estava ativando as portas seriais e provocando o consumo de CPU, mesmo sem haver nenhum software usando as portas. Bastou remover ambos para o problema desaparecer, mesmo com a placa no lugar.
Curiosamente, simplesmente desconectar os receptores não basta. É preciso removê-los e reiniciar a máquina.
Você talvez esteja se perguntando que finalidade teriam dois receptores infravermelho escondidos no fundo de um gabinete. O fato é que não estavam escondidos, porque eu não uso gabinetes há pelo menos 10 anos :)
Neste tópico do forumpcs você pode conferir como são meus computadores (veja as fotos). O hardware já mudou mas a "organização" continua a mesma :)
[14/04/07] Fiz mais testes e descobri que o problema só ocorre se o receptor (qualquer um) estiver conectado à placa quando o XP estiver inicializando e se não houver nenhum software depois abrindo a respectiva porta serial. Por exemplo, com o receptor na porta designada como COM4 e o consumo em 55%, bastou usar o Hyperterminal para abrir essa porta, mesma sem usá-la de fato, para o processamento cair a 0%. Fechar o Hyperterminal coloca o processamento de volta em 55%.
É mole? Não devem existir muitas situações como essa em que desligar um software pode aumentar a carga no seu PC. :)
domingo, 1 de abril de 2007
Servidores de Impressão acessíveis
Categoria(s):
hardware
Sem fio
Um cliente tinha uma pequena rede em casa com dois desktops, uma impressora e um notebook. Após a compra do segundo notebook, decidiu livrar-se dos desktops e ficar completamente wireless. Ele já vendeu os desktops e acabou se deparando com um pequeno inconveniente: um dos notebooks precisa estar conectado à impressora para que qualquer um deles possa imprimir. Não é tão "sem fio" quanto ele desejava.
Inicialmente eu pensei que as opções dele ou iam ser muito caras ou muito inconvenientes, mas uma rápida pesquisa no MercadoLivre mostrou que já é possível ter um servidor de impressão relativamente barato em uma rede local.
Para quem não tem roteador Wi-Fi ainda, o D-Link DI-524UP, à venda no MercadoLivre por R$276 ou menos (com nota fiscal e garantia de um ano pela D-Link do Brasil), parece uma boa opção. Além de ser um roteador Wi-Fi, inclui um switch ethernet de 4 portas (nem todo roteador Wi-Fi é também roteador ethernet) e, o mais interessante, uma porta USB onde podemos conectar uma impressora diretamente, sem a necessidade de um computador.
Nem toda impressora USB serve, entretanto. Para saber se sua impressora funciona você precisa consultar as listas oficiais de compatibilidade HW-B1 e HW-A1/A2 (depende da revisão de hardware do roteador) , ou testar você mesmo. Como regra geral, impressoras multifuncionais não poderão ser totalmente aproveitadas (o scanner e o fax não vão funcionar) e impressoras "host-based" (o equivalente em impressoras aos "softmodems") também não.
Outro problema comum é que você não recebe as mensagens de status (quantidade de tinta, erros, etc). Mas no geral, funciona.
A idéia geral é: você pluga o roteador no modem ADSL e sua impressora fica plugada a ele. Não é necessário configurar nada no roteador para a impressora. Se você estiver navegando na internet via roteador então tudo o que precisa ser configurado nele já está OK. Você apenas instala como uma impressora TCP/IP no Windows em cada PC que irá imprimir nela. O manual de 92 páginas em inglês tem instruções claras de como fazer isso no Windows 2000 e no Windows XP.
O consumo disso? Apenas 10W reais (Não é possível consumir significativamente mais que isso com uma fonte de 5V x 2A). Tente fazer isso com um PC de qualquer tipo.
Com fio sai ainda mais barato
Se você não precisa que a coisa seja sem fio e apenas deseja se livrar do aborrecimento de ter que ligar aquela máquina que está ligada à impressora e esperar o sistema operacional carregar sempre que você quer imprimir de outra máquina na rede, existem opções ainda mais baratas.
Se você quer aproveitar uma impressora velha, que só tem a tradicional conexão paralela, o D-Link DI-704P sai por R$153. O mesmo vendedor no ML tem um modelo para impressoras USB, D-Link DI-704UP, que sai por R$196. Segundo ele, tudo com nota fiscal e garantia de um ano pela D-Link do Brasil.
Mais informações:
Conclusão
Pois é. Se você está pensando em comprar um roteador para dividir uma conexão de banda larga, analise bem a possibilidade de comprar um já com servidor de impressão. Não custa muito mais que um roteador comum e pode ser muito conveniente, desde que sua impressora seja compatível. E se você nem precisa dividir conexão alguma, mas está de saco cheio de ter que ficar com uma determinada impressora presa a um determinado computador da sua rede, os R$153 do servidor com fio podem parecer uma mixaria :)
Nota: Nenhum desses aparelhos foi testado por mim. Eu apenas chequei a viabilidade em alguns sites e ainda vou oferecer as opções para o cliente decidir.
Um cliente tinha uma pequena rede em casa com dois desktops, uma impressora e um notebook. Após a compra do segundo notebook, decidiu livrar-se dos desktops e ficar completamente wireless. Ele já vendeu os desktops e acabou se deparando com um pequeno inconveniente: um dos notebooks precisa estar conectado à impressora para que qualquer um deles possa imprimir. Não é tão "sem fio" quanto ele desejava.
Inicialmente eu pensei que as opções dele ou iam ser muito caras ou muito inconvenientes, mas uma rápida pesquisa no MercadoLivre mostrou que já é possível ter um servidor de impressão relativamente barato em uma rede local.
Para quem não tem roteador Wi-Fi ainda, o D-Link DI-524UP, à venda no MercadoLivre por R$276 ou menos (com nota fiscal e garantia de um ano pela D-Link do Brasil), parece uma boa opção. Além de ser um roteador Wi-Fi, inclui um switch ethernet de 4 portas (nem todo roteador Wi-Fi é também roteador ethernet) e, o mais interessante, uma porta USB onde podemos conectar uma impressora diretamente, sem a necessidade de um computador.
Nem toda impressora USB serve, entretanto. Para saber se sua impressora funciona você precisa consultar as listas oficiais de compatibilidade HW-B1 e HW-A1/A2 (depende da revisão de hardware do roteador) , ou testar você mesmo. Como regra geral, impressoras multifuncionais não poderão ser totalmente aproveitadas (o scanner e o fax não vão funcionar) e impressoras "host-based" (o equivalente em impressoras aos "softmodems") também não.
Outro problema comum é que você não recebe as mensagens de status (quantidade de tinta, erros, etc). Mas no geral, funciona.
A idéia geral é: você pluga o roteador no modem ADSL e sua impressora fica plugada a ele. Não é necessário configurar nada no roteador para a impressora. Se você estiver navegando na internet via roteador então tudo o que precisa ser configurado nele já está OK. Você apenas instala como uma impressora TCP/IP no Windows em cada PC que irá imprimir nela. O manual de 92 páginas em inglês tem instruções claras de como fazer isso no Windows 2000 e no Windows XP.
O consumo disso? Apenas 10W reais (Não é possível consumir significativamente mais que isso com uma fonte de 5V x 2A). Tente fazer isso com um PC de qualquer tipo.
Com fio sai ainda mais barato
Se você não precisa que a coisa seja sem fio e apenas deseja se livrar do aborrecimento de ter que ligar aquela máquina que está ligada à impressora e esperar o sistema operacional carregar sempre que você quer imprimir de outra máquina na rede, existem opções ainda mais baratas.
Se você quer aproveitar uma impressora velha, que só tem a tradicional conexão paralela, o D-Link DI-704P sai por R$153. O mesmo vendedor no ML tem um modelo para impressoras USB, D-Link DI-704UP, que sai por R$196. Segundo ele, tudo com nota fiscal e garantia de um ano pela D-Link do Brasil.
Mais informações:
- Lista com diversos servidores de impressão USB e a compatibilidade de cada um com algumas impressoras;
- Opções de servidores de impressão à venda na Imagem Rio. Tem de todo tipo, mas os preços são salgados.
- A velha de guerra Epson LX-300, ainda usada em muitas empresas pequenas por aí para imprimir notas fiscais, provavelmente é compatível com qualquer servidor de impressão que tenha porta paralela, porque essa com certeza não é "host-based";
- Existe um modo simples de checar se sua impressora paralela é ou não "host-based". Dê um jeito de dar boot pelo DOS no PC conectado a ela e dê o comando "dir > lpt1" no prompt. Se não sair a impressão da listagem do diretório, muito provavelmente sua impressora é "host-based". Se imprimir, não tenho certeza de que dá para afirmar que ela não é, porque eu já imprimi desse jeito em uma HP820 e encontrei-a em uma lista de impressoras host-based. Mas há uma grande chance.
Conclusão
Pois é. Se você está pensando em comprar um roteador para dividir uma conexão de banda larga, analise bem a possibilidade de comprar um já com servidor de impressão. Não custa muito mais que um roteador comum e pode ser muito conveniente, desde que sua impressora seja compatível. E se você nem precisa dividir conexão alguma, mas está de saco cheio de ter que ficar com uma determinada impressora presa a um determinado computador da sua rede, os R$153 do servidor com fio podem parecer uma mixaria :)
Nota: Nenhum desses aparelhos foi testado por mim. Eu apenas chequei a viabilidade em alguns sites e ainda vou oferecer as opções para o cliente decidir.
sábado, 11 de novembro de 2006
Modem Huawei MT800: Só LED Power aceso
Categoria(s):
hardware
Um amigo meu está com um modem assim. O modem ADSL morreu logo após um reset e aparentemente não é o único caso ocorrido com o MT800, porque encontrei outras pessoas que estão até com medo de dar reset em modem por causa disso. Por coincidência (ou não), eu tenho um modem 3COM HomeConnect encostado que também morreu após um reset.
Alguns modems ADSL podem ser "ressuscitados" por um cabo ligado ao PC, como os DivX players baseados em Mediatek. Esses modems tem uma conexão interna de 5 ou 6 pinos para escrita direta na memória flash, que é de um tipo especial, que pode ser programado serialmente no próprio circuito (falarei mais sobre isso outro dia). Já o MT800 tem um conector interno de 20 pinos e possívelmente alguns desses pinos podem ser usados para transferir o firmware, mas não encontrei absolutamente nada sobre isso na Internet.
Eu publiquei uma página com a foto comentada da placa do MT800 aqui.
Se o problema for firmware corrompido ainda dá para resolver dessoldando a memória flash para gravar o firmware diretamente com um programador de eeprom (como já é feito para ressuscitar o DVP642). Eu estou me associando com um velho amigo para comprar o equipamento necessário para fazer esse serviço (ele já tem a habilidade) e pode ser que eu traga boas notícias (ou não) nas próximas semanas.
Alguns modems ADSL podem ser "ressuscitados" por um cabo ligado ao PC, como os DivX players baseados em Mediatek. Esses modems tem uma conexão interna de 5 ou 6 pinos para escrita direta na memória flash, que é de um tipo especial, que pode ser programado serialmente no próprio circuito (falarei mais sobre isso outro dia). Já o MT800 tem um conector interno de 20 pinos e possívelmente alguns desses pinos podem ser usados para transferir o firmware, mas não encontrei absolutamente nada sobre isso na Internet.
Eu publiquei uma página com a foto comentada da placa do MT800 aqui.
Se o problema for firmware corrompido ainda dá para resolver dessoldando a memória flash para gravar o firmware diretamente com um programador de eeprom (como já é feito para ressuscitar o DVP642). Eu estou me associando com um velho amigo para comprar o equipamento necessário para fazer esse serviço (ele já tem a habilidade) e pode ser que eu traga boas notícias (ou não) nas próximas semanas.
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