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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como se abre um aparelho de plástico sem deixar marcas.

Eu estava pensando no que eu escrevi no post anterior e achei que poderia caber um esclarecimento. Eu imagino que a maioria dos meus leitores seja da área de informática, que não conhece necessáriamente os macetes que são óbvios mesmo para técnicos em eletrônica medíocres como eu.

Se você já tentou abrir um aparelho eletrônico que é fechado por encaixes, sabe como a coisa pode ser complicada. A primeira coisa que um leigo tenta usar, sempre, é uma chave de fenda ou uma faca, mas isso deixa marcas. Às vezes marcas bem feias.

A solução para o problema você aprendeu indiretamente lá na sexta (ou seria na sétima?) série do primeiro grau (ou seja lá que nome isso tenha hoje), quando estudou a escala de dureza de Mohs: Se você não quer riscar o material, precisa usar o mesmo material ou algo mais mole.

Ou seja: para abrir um aparelho de plástico você precisa usar algo de plástico. Por isso quando alguém pergunta como se abre tal coisa e outro responde "use o cartão de crédito", está falando literalmente:



Cartões de crédito velhos servem muito bem para isso porque são relativamente finos e rígidos, mas ainda assim são menos rígidos que o plástico usado nos aparelhos. Assim todo o esforço que você faz para inserir o cartão nas brechas e alavancar as partes vai estragando o cartão e não o aparelho.

Existem aparelhos onde é preciso usar dois ou três cartões ao mesmo tempo. Uma vez que você consegue abrir uma brecha com um cartão você deixa o cartão no lugar para evitar que as partes se encaixem novamente enquanto com outros cartões vai forçando o aumento da abertura.

Também existem aparelhos onde o encaixe é muito apertado e não dá espaço para a entrada de um cartão de crédito comum. Cartões mais finos (como o de senhas do Bradesco) até entram, mas aí podem não ter a rigidez suficiente para forçar o desencaixe. É aí que entram ferramentas como as que eu mostrei no post anterior.

Mas cartões de crédito velhos ainda tem uma vantagem sobre essas ferramentas: à medida que suas extremidades vão se estragando com o esforço, basta cortar a parte estragada com uma tesoura e você fica com uma "ferramenta novinha". Uma vez que você estrague as pontas de uma ferramenta manufaturada com aquela do outro post, tem que comprar outra ferramenta.

E quando eu perguntei se alguém tinha uma sugestão, eu estava justamente esperando por algo "trivial" e barato como o que foi sugerido pelo leitor RonaldoMaia - palhetas de guitarra:



Essas coisas são vendidas por R$1,40 cada no Mercado Livre, mas eu não tenho como experimentar a rigidez antes. Da próxima vez que eu for ao centro de Recife vou procurar uma loja de material para músicos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

DX: ZJOOD Electronics Repair Tools Kit


O nome é pomposo, mas o tal kit (sku.3006) só tem três peças das quais só duas são realmente importantes, mas custando menos de R$4, só o Tio Patinhas vai reclamar. Comprei no dia 17/11/09 e chegou hoje, 12/01/10 (quase dois meses), sem taxação.





As duas peças azuis são usadas para abrir aparelhos fechados por encaixe (controle remoto, telefone, etc., etc.). Geralmente quem não tem ferramentas desse tipo usa cartões de crédito velhos para fazer a mesma coisa (e quem não tem noção nem cuidado usa chave de fenda ou faca). Eu tenho um estoque de cartões velhos de variadas espessuras só para isso, mas decidi comprar essas ferramentas para ver se havia alguma vantagem. Aparentemente há.

As ferramentas tem extremidades tão finas quanto os cartões mais finos e tão firmes quanto os mais grossos, por isso tem potencial para abrir encaixes complicados mais rapidamente.

Porém são frágeis. Afinal, é plástico.

Você precisa ser muito cuidadoso ao tentar usá-las como alavanca. Eu só usei uma vez até agora, para abrir o controle remoto do Proview DVP858 (que se me recordo bem eu já tentara abrir sem sucesso usando cartões), e elas já estão dando sinais de desgaste. Mas custando tão barato e me ajudando a abrir um aparelho sem deixar marcas, acho que vou comprar mais algumas.

Mas é claro que se alguém puder me sugerir um material em forma de lâmina plástica fina, dura, barata e facilmente encontrável no mercado que possa substituir... :-)

sábado, 2 de maio de 2009

TREO 650: "SOS only" pode ser culpa da VIVO.

Sim. Mesmo que você não seja cliente VIVO o simples fato de haver uma célula da operadora nas proximidades pode impedir o TREO 650 de se registrar na célula da sua operadora. O sintoma é que o aparelho fica um longo tempo exibindo "Network Search..." e depois pára com a mensagem "No service - SOS Only".

Eu estava com meu TREO 650 parado há meses. O problema começou intermitente em julho do ano passado me fazendo pensar que fosse só a antena. Meses depois piorou e acabei pensando que estava com defeito na placa GSM, porque só pegava o sinal da OI "quando queria" e no caminho para casa invariavelmente o sinal sumia.

Por volta de novembro um cliente me disse que o dele também estava com o mesmo problema. Eu assumi que fosse um defeito de fábrica nas placas GSM do TREO. E durante meses eu usei o aparelho apenas como palmtop.

Então em 31 de março um leitor anônimo deixou um comentário curioso em meu outro post:

Infelizmente não resolveu o meu problema...
Mais achei a seguinte informação que funcionou quem sabem apra alguns esta seja a melhor maneira:

Disca no telefone:

#*1800#

e espera 10 a 15s e pronto vai aparecer a sua operadora.


Eu obviamente não vou discar qualquer código sugerido por um anônimo no meu celular, porque pode ser "uma bomba". Mas o número "1800" me deixou curioso e fui pesquisar no Google por "#*1800#". Não achei nenhuma referência, mas acrescentando alguns termos à busca acabei chegando a este fórum, com a solução que reescrevo aqui do meu jeito:
  • Estando na tela principal, menu -> options -> select network
  • Aguarde o TREO procurar. Ele vai parar na janela Select Network;
  • Em Search Bands, mude de Auto para 900/1800 e depois OK,
  • O TREO vai procurar novamente e desta vez vai exibir uma lista com a sua operadora e talvez outras (aqui aparece OI e TIM BRASIL). Selecione-a e OK;
Pronto. O telefone funciona como deveria.

No mesmo dia eu telefonei para meu cliente e a solução funcionou no telefone dele. Eu só pude testar agora no meu porque eu havia desmontado o TREO650 e arrebentei (não sei como) um dos suportes de parafuso e o case não fechava mais. Eu levei um mês para ter tempo de levar até um amigo que sabe fazer "soldagem plástica".

Eu acabei testando discar "#*1800#" para ver o que acontecia. Aparentemente, não muda nada, mas agora parece que mesmo deixando em Auto o TREO650 não tem mais problemas para encontrar o sinal da OI.

A resolver: Meu TREO agora está desligando o telefone (só o rádio) sozinho sem ninguém mexer. Pode ser algum problema provocado pelas minhas inúmeras desmontagens. E o case ainda não está fechando completamente. Edit: isso só acontece com um chip específico. Com o meu chip principal está desde ontem sem desligar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Como fazer plástico velho ficar como novo.



Eu não testei isso ainda, mas parece tão promissor e útil que vou fazer uma exceção à minha regra e postar aqui. Uns malucos fãs do Amiga (um dos micros que eu teria comprado quando jovem se tivesse dinheiro para isso) descobriram um modo de remover o amarelado (ou o "amarronzado") de plástico ABS aparentemente sem efeitos colaterais e com custo relativamente baixo. Os resultados são impressionantes.

O processo todo, batizado de Retr0bright, é explicado com fotos aqui.

Eu sei que também é possível "branquear plástico" usando produtos de limpeza como o Veja Multiuso. Mas pelo que eu entendi do que é explicado aqui, isso não é tão eficiente e pode ter efeitos adversos (edit: o Veja não tem nada a ver com o alerta do link. Veja comentários.). Existem também pastas no mercado que permitem isso, mas elas agem mais ou menos como uma lixa, o que não ajuda muito a preservar por exemplo o que está escrito nas teclas de um teclado.

Sem contar que, ao contrário do Retr0bright, é preciso esfregar. E só de pensar nisso dá uma canseira...

OBS: Eu não entendo nada de química. :)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Aplicando o teclado de silicone na indústria

Lembram quando eu comentei que o teclado de silicone da Multilaser era péssimo para uso no dia a dia mas podia ser ideal para uso industrial?

Eu acabei sugerindo isso para um cliente e agora um de seus tornos tem o teclado instalado, substituindo o teclado original que deu defeito e é muito mais caro para repor.



O bloco de teclas colorido no painel é o teclado defeituoso. Inclusive com a colocação de um teclado por fora dá para fazer coisas no programa da máquina que não dá para fazer com o teclado original.



É claro que isso só foi possível porque o torno é automatizado por um PC padrão. Já está em uso há um mês e segundo o cliente está 100% aprovado. Minha única preocupação é a resistência à ação dos óleos usados no torno, porque a água usada na limpeza não é problema para o teclado de silicone.

Mas custando R$38, se durar um ano já vai estar muito bom.

domingo, 14 de setembro de 2008

Treo650: NO Service - SOS Only

Ou, "como trocar a antena do seu TREO".

27/08/09: Não deixe de ler também isto aqui.

O problema começou há uns dois meses. De vez em quando ao chegar em casa descubro que o meu TREO650 está aparentemente fora da área de cobertura. Eu poderia suspeitar de um problema na célula da minha região, não fosse o fato de termos mais uns três aparelhos da mesma operadora em casa (OI) e todos terem sinal quando o meu não tem nenhum.

Eu passei a suspeitar de alguma forma de problema ao chavear entre células, porque pelo menos duas vezes eu recebi ligações quando estava na rodovia no caminho de casa, mas tinha o problema de "No Service" quatro quilômetros depois.

De qualquer forma, eu estava convivendo com o problema, porque sempre no dia seguinte pela manhã o telefone parecia estar funcionando normalmente. Mas neste fim de semana a coisa degenerou de vez e o telefone passou mais de dois dias fora do ar. Hora de ficar preocupado.

Tentei tudo o que havia tentado e aparentemente funcionara antes: tirar a bateria, dar reset, desligar e ligar o "rádio" do Treo. Mas nada surtiu efeito. Como PALM o Treo continuava inalterado, mas como telefone era inútil.

Então, só para ver no que dava, fui mexer na antena. Remover a antena do TREO650 é espantosamente simples. Com um objeto pontudo remova a proteção do parafuso que segura a antena:



Depois basta uma chave TORX adequada para soltar o parafuso. E a antena fica imediatamente livre:



Eu experimentei fazer pressão na conexão da antena como mostra a seta, para tentar melhorar o contato:



Eu não sei se foi isso ou o fato de eu ter tirado e colocado várias vezes a antena no lugar para ver se "sentia" uma diferença no encaixe que "limpou" o contato. Mas no meio do teste eu olhei pro display e o sinal da operadora tinha finalmente voltado!

Se isso não tivesse resolvido, o próximo passo seria comprar uma antena nova no ebay.

Nota: O termo "SOS Only" vem de um acordo que existe entre as operadoras (pelo menos nos EUA) onde mesmo se o celular estiver sem enxergar uma célula da sua operadora você ainda pode ligar para números de emergência por qualquer operadora disponível. O telefone faz essa conexão automáticamente. É claro que o termo dá a entender que o telefone está enxergando o sinal de alguma operadora, mas não a sua, porém mesmo sem a antena a mensagem é a mesma.

22/09/08: Aconteceu de novo hoje e a dica não pareceu surtir efeito dessa vez. Mas o celular "acordou" de novo quando eu raspei de leve a ponta da chave TORX no contato interno onde a antena toca. Recoloquei a antena e continua funcionando até agora. Note que essa é uma operação arriscada que precisa ser feita com cuidado porque você não enxerga onde está encostando a chave. Talvez chegue o dia em que seja necessário abrir o TREO para checar esse contato.

22/09/08: Coincidentemente, hoje mesmo (antes de ter escrito o parágrafo acima) eu recebi um e-mail de um usuário me agradecendo pela dica, porque funcionou no TREO dele.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Improvisando um cooler para Pentium 3 e 4

Para quem ainda tem um P3 ou P4 socket 478 rodando, o cooler é motivo de preocupação. Não se vende novo e é um troço que parece difícilimo de adaptar.

Mas se o gabinete é do tipo onde a fonte não fica ocultando o processador, é mais fácil do que parece dar um jeito, caso o ventilador do cooler pife.

Este é um cooler típico para Pentium 3, Pentium 4 ou Celeron socket 478:



Para ter o máximo aproveitamento do fluxo de ar e reduzir o ruído, use uma serra ou alicate para remover o ventilador defeituoso. Na foto eu retirei apenas o mínimo necessário, mas dá para tirar mais:



Nota: Os mais observadores irão notar que a foto de baixo "não bate" com a de cima. São coolers distintos. Eu não fotografei antes do corte, por isso tive que arrumar outro para a foto do "antes".

Agora basta desparafusar o ventilador de um cooler genérico mais moderno e uma única "liga" para fazer o conserto:



Editado: Se a placa-mãe não for do tipo que se auto-desliga ao não detectar a rotação do ventilador da CPU, qualquer ventilador aproveitado de fonte sucateada (dois fios) servirá. Só as placas-mãe com essa proteção exigem um ventilador com os três fios.

Por incrível que pareça, encaixa direitinho e fica bem firme. Se você quiser ter certeza de que o eventual envelhecimento do elástico não vá fazer o ventilador se soltar (isso acontece), amarre. Mas tenha em mente que a amarração precisa ser feita com a base já montada no processador, e para tirar o processador você vai ter que desamarrar. Você pode tentar um arranjo com arame, para facilitar.

A solução com elástico é perfeita para uso em bancada.

Como eu disse no início, essa é uma solução para gabinetes onde a fonte não oculta o processador. Esta gambiarra Este artifício técnico vai deixar o ventilador muito próximo ou até encostado na fonte, complicando a sucção do ar.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mau contato no HDD Samsung slim

Eu não lembro qual o sintoma exato agora, mas se você tem um HDD samsung slim como o SP0411N ou SV0411N que parou de funcionar ou detecta quando quer, experimente soltar a placa e limpar os contatos que vão para o motor com uma borracha. Até aí pode não ser novidade para você, mas se esse "truque" funcionar algumas vezes e depois o HDD ignorar a limpeza, pode ser necessário partir para a ignorância e substituir o conector por solda, como nas imagens abaixo:





Eu tenho dois SP0411N com esse problema. Ambos começaram requerendo limpeza e depois só teve jeito soldando. Um deles está encostado porque muito tempo depois desenvolveu muitos bad blocks, mas o outro continua funcionando bem.

A propósito, essa série da Samsung também parece especialmente sensível ao calor.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Vários diagramas de fontes AT e ATX

Se você tem curiosidade de ver um esquema eletrônico de fonte AT ou ATX para entender como a coisa funciona e/ou talvez, ajudar a consertar a sua, esta página tem a maior quantidade de esquemas que eu já vi reunidos. O documento que eu achei mais interessante foi este.

domingo, 24 de agosto de 2008

Como consertar a fonte do D-Link DSL-500B

Esta solução é específica para o problema descrito no meu post anterior.

A fonte é fechada com cola, mas é fácil de abrir com um estilete. Você deve tomar cuidado porque em um dos lados da fonte a placa de circuito impresso está encostada e sem proteção, por isso você deve passar o estilete apenas no lado dos componentes, que é o mostrado na foto a seguir:

OBS: A fonte das fotos a seguir é uma DVE modelo DSA-12W-05 FUS1



Atenção: Use um estilete afiado e corte com cuidado. Em uma das vezes que fui fazer isso eu usei um estilete cego e botei tanta força para cortar que acabei rasgando um componente!

Depois que esse lado estiver cortado, movimente a tampa de um lado para o outro até quebrar a cola do lado oposto. No meu caso, ficou perfeito.

O problema é provocado por capacitores estufados na etapa de saída (filtragem). Em uma das fontes os dois estavam estufados e na outra apenas o de 680uF.



Capacitores estufados são fáceis de distinguir pessoalmente mas difíceis de mostrar em fotos. Veja se você consegue notar nos detalhes a seguir que o capacitor da direita está estufado.





Eu substitui os capacitores estufados por capacitores removidos de uma PC Chips M810 estragada, com a seguinte correspondência:

330uF x 10V -> 470uF x 10V (perto do chip de áudio)
680uF x 10V -> 1000uF x 10V (perto do chip Super I/O)

Nota: Remova a cola ao redor dos capacitores antes de começar a dessoldagem senão você vai apanhar para removê-los.

E agora as duas fontes parecem perfeitas. Pelo menos passaram no meu teste com uma carga de 10 ohms, mantendo a tensão de 5V. Edit: Estão perfeitas. Testadas por horas com o modem.

Leia também: Improvisando fontes para roteadores e modems.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Fatal Error... System Halted, na ASUS P4V8X-X

Eu peguei uma ASUS P4V8X-X dando as seguintes mensagens, todas de uma vez:

CMOS Checksum Bad
Overclocking failed! Please enter setup to reconfigure your system.
Chassis intruded!
Fatal Error... System Halted.

Seguidas de alguns bips. Apesar da mensagem, a placa não me permitia entrar no setup. Apagar a memória CMOS não teve qualquer efeito e a mensagem "Chassis Intruded" persistiu mesmo com o jumper de "Chassis Intrusion" no lugar. Encontrei pelo Google outras pessoas com o mesmo problema mas nenhuma solução, então gravei a versão mais nova do BIOS obtida no site da ASUS usando meu gravador de EEPROM e o problema sumiu assim que a placa foi religada.

Era corrupção do BIOS. Eu não cheguei a ver se havia um jeito de fazer a atualização sem precisar de gravador, porque para mim era (e é) mais fácil usar o gravador do que disquetes, mas acho que não havia.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Gravação de firmware / BIOS em Recife

Estou equipado para gravar chips EEPROM DIP ou PLCC32 (breve TSOP48) flash, LPC (low pin count) e FWH (firmware hub). Se você for de Recife posso tentar "ressuscitar" seu equipamento que morreu devido à corrupção do firmware/BIOS.

Atendo ao Brasil inteiro pelo correio. Calcule o custo de postagem usando a calculadora dos correios colocando como CEP destino 50100100 (fictício, mas próximo). O valor da postagem de volta deverá ser pago junto com o valor do conserto.

Preços para cada chip soquetado e de fácil acesso (valores atualizados em 20/03/2016):
  • No mínimo R$50;

Para chip soldado, acrescentar R$20 por chip. Dependendo do tipo de chip isso inclui a dessoldagem do chip e soldagem de um soquete no lugar. Veja exemplo do resultado neste post.

O processo de gravação com gravador de EEPROM garante 100% de exatidão. Mesmo que o equipamento não possa ser testado antes da devolução eu posso garantir o meu serviço;

Valores para notebooks

Também posso consertar notebooks, mas o preço sobre bastante, porque quase sempre requer a total desmontagem do aparelho (exceto a tela). São R$80 da mão de obra de desmontagem e remontagem, mais os serviços de solda necessários. Acrescente a isso o serviço de gravação, para entrega em até sete dias.

Ou seja: para entrega em até sete dias o custo total é de R$130.

Negocio descontos caso vários aparelhos/placas sejam coletados no mesmo dia.

Condições gerais:
  • Só entre em contato se confiar em minha capacidade e honestidade. Tem dúvidas a esse respeito? Contrate outra pessoa;
  • O cliente precisa enviar por email ou indicar o link para download dos firmwares a serem gravados;
  • O valor deverá ser pago no ato da entrega e só será devolvido na eventualidade de que o chip do equipamento não possa ser gravado. O dinheiro não será devolvido se o BIOS for gravado mas isso não resolver o problema. O serviço prestado é de "gravação" e não de "conserto". Preciso fazer dessa forma porque se eu disser que não cobro se não houver conserto vou receber uma enxurrada de placas para consertar de gente com apenas "esperança" de que seja apenas corrupção de BIOS;
  • Eu compro a placa defeituosa, qualquer que seja o defeito, de socket 462 em diante por R$50. Então quem não quiser pagar pode simplesmente desistir da placa;
  • Para clientes atendidos pelo correio: caso a gravação não resolva o problema (se eu for capaz de testar) poderei eventualmente me oferecer para pagar o que foi gasto na postagem e ficar com a placa;
Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail . Não use esse e-mail para nenhum outro propósito porque isso o colocará na minha lista negra.

Ressuscitando roteadores Linksys



Um amigo me entregou um Linksys BEFW11S4 v4 para testar e de cara percebi algo estranho: o led Power piscando permanentemente.

Editado: Após consertado constatei que o normal é Power piscar apenas nos primeiros três segundos e depois ficar permanentemente aceso.

Numa pesquisa rápida constatei que isso sinaliza firmware corrompido e que a Linksys tem um procedimento de recuperação para esses casos, que na teoria parecia fácil, mas apanhei feio por causa de lacunas nas explicações e links quebrados. Neste post eu vou explicar como se contornam as muitas falhas nas explicações da Linksys.

Primeiro passo: Veja se a comunicação ainda é possível
  • Limpe a configuração do roteador pressionando o botão RESET por 30 segundos. Eu não fiz isso, mas o teste deu certo assim mesmo. Caso o seu não dê, faça;
  • Conecte diretamente seu computador a uma das portas LAN do roteador. Eu conectei à porta 1;
  • Mude a configuração de sua placa de rede para "10baseT half-duplex" ou semelhante. Normalmente a placa de rede está configurada como "Negociação Automática".
  • Mude o endereço IP da placa de rede para 192.168.1.2 com máscara 255.255.255.0. Você pode colocar 192.168.1.1 como gateway, mas não creio que seja necessário.
  • Abra um prompt de comando e execute ping 192.168.1.1. Se houver resposta, ainda há esperança e você pode passar para a instalação do firmware.

Nota: 192.168.1.1 é o endereço IP padrão do BEFW11S4 e do WRT54G. O que li até agora me levou a entender que seja o endereço padrão da maioria dos roteadores Linksys, mas na dúvida (caso o teste não funcione) verifique se o endereço IP padrão do seu modelo é esse mesmo.


Segundo passo: Instalar o firmware

Atenção: Se você tiver um firewall de terceiros instalado poderá ser melhor desligá-lo durante esse procedimento. O meu estava ligado, mas como estava em modo "learning" e não tinha nenhuma regra para isso já definida me permitiu liberar a comunicação.
  • Baixe o firmware correspondente ao seu roteador no site da Linksys. Provavelmente você vai baixar um arquivo *.bin.
  • Como o nome original do arquivo pode ser algo impronunciável como "befw11s4_v4_v1.52.02_000_FCC_code.bin", renomeie para um nome mais simples de ser digitado, como "linksys.bin" (usuários *nix gostam de digitar longas seqüências de caracteres com letras maiúsculas misturadas com minúsculas e símbolos mas nós usuários Windows tendemos a achar isso masoquismo);
  • Desligue o roteador da tomada;
  • Abra um prompt de comando na pasta onde está linksys.bin e deixe pronto (digitado sem o ENTER) o comando
    "tftp -i 192.168.1.1 put linksys.bin
    "
  • Ligue a fonte do roteador e dê ENTER (uma pausa de 1 segundo pode ser necessária);
  • Aguarde, porque parecerá ter travado. Em cerca de 30 segundos (para um firmware de 315KB) você deverá receber uma mensagem "Transferência bem sucedida";
  • Teste acessando http://192.168.1.1 no browser;
  • Não esqueça de reconfigurar sua placa de rede para "negociação automática" e o endereço IP que você tinha antes.

A explicação longa (as pedras no caminho)

É na instalação que as explicações oficiais falham miseravelmente. A única explicação oficial que encontrei vai só apenas até o teste e omite como se instala. Em vários fórums e sites fala-se que você precisa do utilitário tftp.exe da Linksys e que ele já vem no zip (que supostamente também tinha as instruções) com o firmware, mas hoje nenhum firmware no site da linksys vem acompanhado do programa ou instruções e o link direto para o arquivo está quebrado há muito tempo. Nenhum outro lugar parece ter o arquivo para download.

Então eu encontrei instruções em uma página sobre o modelo WRT54G5 sobre como fazer isso com o cliente tftp que já vem no Windows XP:

tftp -i 192.168.1.1 put nomedofirmware.bin

Mas ao tentar isso recebi repetidas vezes a mensagem

Erro no servidor: Flash is in used !!

Além do inglês capenga, não existe documentação sobre esse erro. Apenas quatro resultados no Google (este post provavelmente será o quinto agora) e o único relevante informava que nem o suporte da Linksys sabia do que se tratava e ainda tinha um idiota sugerindo reformatar o HDD para resolver o problema. Animador, né?

Eu cheguei a pensar que a instalação só fosse mesmo possível com o tftp.exe da Linksys e perdi mais um bom tempo procurando por ele. Então eu esbarrei em uma página não-oficial que sugeria que o roteador só esperava pelo firmware até cinco segundos após ser ligado. Fazia sentido, já que a mensagem de erro sugeria que a flash "estava em uso". Preparei o prompt com o comando, desliguei o roteador da tomada, liguei e dei ENTER para enviar. Pareceu ter travado mas esperei e 32 segundos depois deu a mensagem:

Transferência bem sucedida: 322036 bytes em 32 segundos, 10063 bytes/s

Digitei http://192.168.1.1 no browser e finalmente o roteador respondeu perguntando a senha!

O par login/senha padrão "admin/admin" não funcionou, então apertei o botão de reset do roteador até o LED "wireless" piscar e tentei de novo.

Problema resolvido.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Gigabyte GA-8VM800M - BIOS corrompido

Esta é a continuação deste post sobre a motherboard. Eu preparei um pequeno vídeo do comportamento da placa-mãe com o BIOS corrompido:




No vídeo eu mostro duas placas de diagnóstico apenas para exibir a ligeira diferença entre as duas. A placa menor é uma SOYO TECHAID, que embora não tenha os "extras" da placa maior (uma legítima xing-ling), é muito mais confiável.

Note que o primeiro som que a motherboard emite se parece com o de problemas com a placa de vídeo.

Minha GA-8VM800M já está consertada. Agradeço ao Jean Michel (ver comentários no post anterior) que forneceu o BIOS original F5DB.

Como o chip do BIOS vem soldado nesse modelo de placa-mãe, eu tive que removê-lo. Aproveitei para colocar um soquete no lugar.




quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ligou a fonte de 110V em 220V? Não jogue fora ainda.

Para esta dica você precisa no mínimo de um multímetro, desses que são vendidos por R$15 por aí e de um mínimo de familiaridade com eletricidade e segurança ao lidar com ela.

Esta dica vale apenas para fontes lineares (não-chaveadas, o que exclui de cara as fontes de computador) e para dispositivos simples como torradeiras, ventiladores, liquidificadores, etc.

Se a sua fonte é linear com entrada de 110V, foi ligada em 220V e pifou, ainda existe uma pequena chance de que possa ser consertada por você mesmo.

O exemplo abaixo é uma fonte de 7.5V x 1500mA, modelo AM-0751500D da D-Link, que veio com um roteador DI-524. Foi preciso usar uma serra para abrir a caixa porque estava fechada com cola. Com a caixa fechada o diagnóstico de "queimada" já era indiscutível, porque medindo com um multímetro os terminais de entrada dava circuito aberto.



A propósito, como distinguir uma fonte linear de uma chaveada sem precisar abrir? O peso! A fonte acima pesa quase meio quilo. Uma fonte chaveada de mesma capacidade (JENTEC JTA0302PG) pesa uns 150 gramas.

O primeiro sinal de que a fonte pode ser consertada: Entre os terminais 1 e 2 o circuito está aberto, mas entre 2 e 3 existe uma resistência típica de primário de transformador. Note o pequeno volume na bobina, como se houvesse algo escondido.



Cortando cuidadosamente dá para ver do que se trata:






Isto é um "Thermal Cutoff" (dá para traduzir como "fusível térmico"). O objetivo dele é proteger o circuito contra incêndio, abrindo permanentemente o circuito caso a temperatura passe de um determinado valor. No caso, 115 graus centígrados.


Este é um Thermal Cutoff modelo A2-F, da AUPO.

Como resultado da ação dessa proteção, o aparelho nem sempre está inutilizado e às vezes pode ser consertado facilmente. Em geral você tem duas opções:
  • Substituir o fusível por outro equivalente, pelo menos da mesma temperatura nominal;
  • Curto-circuitar os terminais do fusível soldando um fio entre eles. Neste caso, da próxima vez que você cometer o erro de ligar a mesma fonte em 220V não vai haver nada para protegê-la.
Infelizmente, dada a carência do nosso comércio e o tempo/custo de conseguir pelo correio um fusível desses, muitas vezes optamos pelo segundo caminho.

Se você tiver sorte, a fonte estará consertada. Se não tiver, vai queimar de vez ao ser ligada, porque antes do fusível abrir o aquecimento danificou irremediávelmente o verniz que isola o enrolamento. Se você tiver ferramentas (teste lâmpada-série, amperímetro, termômetro, etc) pode perceber que não tem mais jeito antes da fumaça começar a sair. Do contrário, conecte a saída da fonte ao multímetro na escala de voltagem adequada, ligue a fonte em uma tomada protegida por fusível e interruptor (um filtro de linha, por exemplo) e fique de olhos e nariz de prontidão. Se subir um "cheirinho de ampere", desligue e condene.

De uma forma ou de outra jamais ligue a fonte no aparelho que ela alimentava antes de comprovar que está OK. Tenha em mente que é normal uma fonte linear apresentar em sua saída uma tensão um pouco mais alta que a nominal, quando está ligada apenas ao multímetro (não há carga).

A propósito, a fonte do exemplo acima não pôde ser consertada por esse método e tive que mandar re-enrolar. Aqui em Recife me cobraram R$25 para refazer o enrolamento já convertendo o primário para 220V, com garantia de seis meses. Mas já consegui recolocar em operação por este método vários carregadores de baterias da RAYOVAC.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Motherboard Fastfame 8VTAA

Essa placa foi distribuída no Brasil pela TRONI por volta de 2002, mas como tanto a TRONI quanto o fabricante parecem ter fechado as portas, toda informação oficial sumiu.

Como é a segunda vez que procuro o manual dessa placa no Google e só o que consigo achar é mais gente atrás dele, procurei nos meus arquivos a minha cópia, que se não me engano eu baixei do site da Troni antes deste fechar.

Manual da Fastfame 8VTAA em português

Eu tenho o CD de drivers da placa arquivado. Não vou colocar online porque são 309MB e tem muita coisa sem relação com a 8VTAA. Como a 8VTAA é uma placa "off" com apenas som onboard, não creio que seja realmente necessário.

Eu honestamente não sei a diferença entre a 8VTAA e a 8VTAA+. Eu tenho três, que até onde sei são 8VTAA+. E segundo o que é dito aqui, o firmware é exatamente o mesmo para ambas.

Essa placa aparentemente tem dois problemas de fábrica:
  • Capacitores estufados - Já vi umas cinco assim;
  • Liga sozinha, a qualquer hora ou imediatamente ao ligar o estabilizador - Tenho uma com esse problema, que já deu susto na minha irmã, que acordou de madrugada e o PC estava aceso);

Outros links interessantes:

Editado:

Eu testei com o BIOS da K7VTA-Pro, versão 2BA1, que não é a versão mais nova, mas é a mais nova que me interessava, pelo seguinte:
  • Fixed ACPI IO error under WinXP;
  • Support USB boot;
  • Support above 137G HDD.
Inicialmente eu tentei instalar usando o programa Winflash, por pura preguiça de fazer um disquete de boot com o awdflash. Não foi realmente uma surpresa quando a coisa deu errado e acabei com o BIOS apagado. Ao reiniciar, a 8VTAA+ ficou exibindo uma mensagem pedindo o disquete com o firmware (o bootblock do BIOS entrou em ação):



Mas por uma infeliz coincidência o botão RESET do gabinete deu defeito justo nessa hora, ficando preso. Eu fui levado a crer que o BIOS tinha morrido de vez, sem entender o motivo, e fui providenciar um gravador de EEPROM para corrigir a besteira que tinha feito.

Gravei o BIOS da Soyo no chip da 8VTAA+ sem problemas. Ao ligar a 8VTAA+ (depois de descobrir que o botão de reset estava preso) já exibiu o logo da SOYO. Testei o boot pela USB, que não funcionava de jeito nenhum na 8VTAA+, e funcionou na primeira tentativa, bastando selecionar USB-HDD como primeiro dispositivo de boot.

Entrei no Windows XP. Nenhum erro. Tudo como deveria ser.

Eu estava com os seguintes problemas nesta placa antes do upgrade:
  • Boot por USB não funcionava de jeito nenhum, apesar do setup indicar essa opção - Resolvido;
  • Slot PCI4 aparentemente defeituoso, pois era o único onde a placa de diagnóstico não funcionava - Parece OK agora;
  • Slot ISA aparentemente defeituoso - a testar;
  • Porta paralela parou de funcionar - Testei com minha HP laserjet 1100 e parece OK;
  • Ligando sozinha - O problema continua;
Com o BIOS original v2.50 a identificação no rodapé é a seguinte:
11/21/2001-8363-686B-6A6LMFGAC-00

Com o BIOS Soyo, passa a ser:
09/09/2002-8363-686B-6A6LMS2AC-00

O novo BIOS reconheceu meu Athlon XP 2400+ sem dificuldade.

À medida que os testes progredirem, atualizarei este post. No momento, transformar a 8VTAA+ numa K7VTA-pro está parecendo um ótimo negócio.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quando a touchscreen do TREO deixa de responder...

...já passou da hora de fazer uma limpeza!

Eu tive esse problema anteontem. O meu Treo 650 estava no bolso da camisa e à noite quando eu estava saindo de um cliente um dos alarmes ajustados no PalmaryClock fez com que ele vibrasse. Tirei do bolso e quando pus o dedo na tela para desligar o alarme, nada! Apertei várias vezes, em vários lugares, e o digitalizador continuou me ignorando.

Eu ainda conseguia fazer tudo o que era possível com o teclado. Não estava travado.

Dei um soft reset. Nada.
Retirei a bateria e deixei algum tempo sem ela. Nada.

Eu já estava preocupado com a hipótese de ter que comprar outro smartfone. É verdade que o Treo está muito mais barato hoje do que quando comprei (na época custou R$3000 trazido do Japão por um amigo), mas eu definitivamente não estou com R$700 sobrando para isso.

E, honestamente, não creio que compraria um Treo outra vez.

Eu pensei em dar um hard reset, mas como isso é um tremendo aborrecimento, mesmo em situações "normais", decidi pesquisar possíveis soluções no Google antes. Ainda bem, porque logo nas primeiras páginas os relatos de outros usuários me lembraram que eu teria inutilizado o aparelho (ainda que momentaneamente) se tivesse dado um hard reset com o digitalizador parado. O problema é que depois de um hard reset o Treo exige que se faça a calibração do digitalizador e se este não estiver funcionando, daí não passa (cor e cheiro de baita erro de projeto). Do jeito que estava eu ainda conseguia aproveitar muito do aparelho, mas após um hard reset ele teria virado um sofisticado peso de papéis.

Só que eu continuei procurando e não muito longe (não levei nem dez minutos de pesquisa), encontrei esta página com uma possível solução. Peguei então um recibo de caixa automático que estava sobre a minha mesa e com ele comecei a retirar todo o pó e partículas estranhas que haviam se acumulado nas bordas do digitalizador. Não precisei nem de um minuto e nem sequer fiz uma limpeza muito rigorosa. Logo depois de retirar um pedaço razoável do que parecia ser uma bola de fiapos de tecido branco, liguei de novo a tela touchscreen estava funcionando!

O problema é que a sujeira entre o digitalizador o o frame chegou a um ponto de sensibilizar o digitalizador como se o stylus estivesse permanentemente sendo pressionado sobre ele naquele ponto. Como o TREO650 não tem a tecnologia multitouch do iPhone, todos os meus toques eram ignorados.

domingo, 30 de março de 2008

Ressuscitando um drive de DVD/CD morto

Condições:
  • Não importa se é drive de CD, DVD, gravador, combo... Mas precisa ser baseado em chipset Mediatek (ela, como sempre...)
  • Só resolve problemas causados por firmware (instalação errada ou incompleta, danos diversos ao firmware, etc);
  • A memória do seu drive precisa ser do tipo eeprom/flash (não confundir "eeprom" com "eprom"). Ou seja: seu drive precisa ser do tipo atualizável. A maioria dos drives modernos é.
  • Precisa ser IDE ou SATA.

Isso não é nenhuma novidade. Já é possível há mais de cinco anos e talvez desde a década de 90, mas só agora tive a necessidade/oportunidade de comprovar que funciona, ressuscitando um LG DRD8160B.

Isso só é possível porque a Mediatek criou um mecanismo nos seus chipsets de mídia óptica, assim como o existente nos seus chipsets de DVD players, que permite a leitura/gravação do firmware bastando que a CPU esteja energizada e funcionando. No caso dos drives é ainda mais fácil que nos DVD players, porque não é preciso abrir ou soldar coisa alguma. Tudo é feito pela própria conexão de dados (IDE/SATA) do drive.

Importante: Mesmo que o drive não esteja mais sendo reconhecido no BIOS, o procedimento funcionará. O software usado se comunica diretamente com a interface, sem precisar da ajuda do BIOS do seu PC.

Se seu drive morreu e você nem sabe o motivo, experimente esse processo. Alguns problemas de firmware acontecem "do nada" e se seu drive for compatível talvez volte à vida :)

O que você precisa:
  • O firmware específico para o seu drive;
  • Um disco de boot DOS (HDD, CD, disquete, USB... qualquer coisa que te leve a um prompt de DOS puro);
  • O software mtkflasher (mtkflash.exe).

Coloque mtkflash.exe, mtkflash.typ (se houver) e o seu arquivo de firmware no disco de boot e inicie por ele. Quando estiver no prompt você poderá usar mtkflash.exe.

A sintaxe do mtkflasher é a seguinte:

mtkflash <porta> <comando> <opções> <arquivo de firmware>

<porta> é um número de 1 a 4 definido da seguinte maneira:

1: Master na Primária
2: Slave na Primária
3: Master na Secundária
4: Slave na secundária

<comando> (listando apenas os mais usados)

R : Ler o firmware
W: Gravar o firmware
C: Checar o modelo da eeprom

<opções> (listando apenas os mais usados)

/B: Usar o formato binário ao ler/gravar
/M: Ler/Gravar em arquivo único (não separar em arquivos de 64KB)


Para conhecer todos os comandos e opções possíveis, simplesmente execute mtkflash.exe sem nenhum parâmetro.

Como gravar lg.bin no Slave da Secundária:


mtkflash 4 W /M /B lg.bin

Como saber se o drive slave na primária é compatível sem precisar abrir:

mtkflash 2 C

Se for compatível mtkflash dirá qual o modelo da eeprom utilizada ou pelo menos dirá que não a conhece. Se ficar travado exibindo algo parecido com:

Port:170, Master/Slave: b0

Então ou o drive não é Mediatek, ou muito velho e incompatível ou está realmente morto.

Formato binário e formato hexadecimal

Alguns arquivos de firmware para CD/DVD são distribuídos no "formato hexa", que é apenas um arquivo ASCII (texto puro) com instruções sobre o que gravar e onde. Um arquivo assim geralmente tem a extensão .hex e se for aberto no notepad você verá algo parecido com isto:

:8000000002EF41020011D9D4CBC6C2ED023F65222232000
2127790F0547409F0C22EC253E53CB41102D2412200000002
97B9D310AF01C3C0D08E558F56E42556F55674163555F5559
0F01FE020E7F990F030E555F0A3E556F0A3EDF0D0D092AF
22D310AF01C3C0D08E578F58E42558F55874163557F55790F
01FE020E7F990F030E557F075
:80008000A3E558F0A3E090F01FE020E7F990F032E0FFD0

E assim por diante. Basicamente são várias linhas iniciadas por dois pontos (:) seguidos por uma seqüência de 0..9 e A..F.

Se o arquivo de firmware não tiver essa estrutura, é um arquivo binário. Versões antigas do mtkflasher esperam um arquivo hexa por default e você precisa colocar a opção /B se estiver com um arquivo binário ou quiser ler como binário. Já as versões mais novas nem apresentam essa opção no help e provavelmente detectam automaticamente o formato.

Referências:

  • MTxxxx DVDROM Firmware Updates - Página do hacker etna onde você encontra várias versões do mtkflasher e firmwares para vários drives de DVDROM baseados em Mediatek.

Este texto não está completo e eu poderei acrescentar/modificar nos próximos dias sem aviso. Eu estou estudando alguns problemas de gravação e a possibilidade de usar uma placa baseada em Mediatek como gravador de eeprom PLCC32 genérico.

[06/04/08] Por diversas razões, cheguei à conclusão de que não é possível construir um gravador genérico usando essas placas. Infelizmente.

Até onde se sabe a Mediatek foi a única a criar esse tipo de mecanismo e só seus drives podem ser ressuscitados. Questões que não sejam claramente sobre drives baseados em chipset Mediatek serão ignoradas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Precisando de um manual de serviço?

Em eserviceinfo.com você pode encontrar e baixar, de graça, uma grande quantidade deles. Cada manual é dividido em partes de mais ou menos 1,5MB e o limite é de 50 downloads por dia e 500 por mês.

domingo, 12 de agosto de 2007

Disco enganchando no DVP5100

Eu tive/tenho dois loaders com esse problema. Quando você aperta EJECT, o disco fica preso a meio caminho e é preciso dar uma pancada no aparelho para que ele saia totalmente. O primeiro loader eu praticamente inutilizei, pois desmontei todo e agora não sei se vou conseguir montar corretamente, principalmente depois que um acidente na minha bancada (um parafuso de fixação cedeu) mandou pecinhas para todo lado.

Já o segundo eu consegui consertar simplesmente dando uma pequena folga no parafuso destacado:



Um quarto de volta chega a ser suficiente. É só para reduzir a pressão sobre uma das peças.

Antes eu havia tentado resolver aumentando a pressão da mola em forma de "Y". Mas se você aumentar a pressão o suficiente para que o disco nunca enganche na saída, acaba criando uma dificuldade inversa: na maioria das vezes o disco não vai conseguir entrar até o fim.

É importante salientar que isso não resolve o problema, porque deveria funcionar com o parafuso apertado. Isso apenas o contorna. O danado é que a mecânica do loader de slot é muito complexa e eu não consigo determinar visualmente qual das várias peças móveis é responsável pelo aumento do esforço necessário para ejetar o disco.

É público e notório que não gosto de loaders desse tipo...