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sábado, 28 de novembro de 2009

Notebook ou Desktop (em casa)?

Essa é uma pergunta que volta e meia alguém (não aqui no blog) me faz. Em geral as pessoas querem comprar um notebook, porque é "bonito", "simpático", "prático", etc. E geralmente é o mesmo tipo de pessoa que jamais usaria o notebook na rua com medo de assalto e quer o notebook para usar apenas em casa.

No meu ponto de vista, é um desperdício de dinheiro. E eu costumo desanimar a maioria (não todos) dos que me fazem essa pergunta quando cito os seguintes problemas:

  • Não importa o quanto os notebooks tenham baixado de preço. Um desktop na mesma faixa de preço é sempre mais veloz ou de "melhor qualidade" no geral.
  • Se não gostar de algo, vai ter que conviver. A tela é ruim? Não dá para trocar. O touchpad é incômodo (eu já vi vários)? Vai ter que usar um mouse externo. Você não se acostuma com o tamnho ou o "feeling" do teclado? Vai ter que usar um por fora. O drive de DVD não lê direito discos gravados em casa? Vá se acostumando, pague uma pequena fortuna por um substituto compatível ou use um leitor externo.
  • A manutenção do hardware é caríssima. Qualquer serviço besta em um notebook numa "oficina especializada" costuma custar não menos que R$250. Já cansei de responder "melhor desistir dele" quando clientes me dizem o orçamento do conserto da placa-mãe do notebook deles. Em um desktop o conserto mais caro ocorre quando a placa-mãe pifa e você é obrigado a trocar processador e memória também. Mas quando isso acontece você paga pelo conserto e leva um upgrade de bônus: sai com um computador que é metade novo e geralmente mais rápido e moderno que o que você tinha. O conserto da placa mãe de um notebook é absurdamente caro e muitas vezes é só um conserto mesmo (ou a troca por outra placa usada, mas funcionando). Você paga caro para continuar com a mesma lata-velha e ainda arriscando pifar outra coisa um mês depois. 
Claro, para algumas pessoas (geralmente quem "pode", financeiramente falando) todos esses alertas entram por um ouvido e saem pelo outro. Elas ficam hipnotizadas pela beleza e praticidade dos notebooks: quase não tem fios, você não precisa ter uma mesa dedicada a isso (requisito de apartamento pequeno), etc. E olha que já foi muito pior, quando monitores LCD externos custavam a metade do preço de um notebook* e você se via obrigado mesmo a usar um CRT (isso, sim, é trambolho). Mas com monitores LCD de qualidade razoável (lembrem-se: no quesito qualidade eu ainda prefiro o CRT) custando R$400, isso deixou de ser um problema. Só falta reduzir o tamanho do gabinete.

*Na verdade, ainda custam. Estou me referindo a uma época não muito distante em que um notebook razoável custava R$5000 e monitores LCD de 15" custavam R$2000.

Mas o mercado não ajuda: há três meses eu tentei encontrar um gabinete slim decente para montar um computador para um cliente e não achei. Mesmo os como esse ainda são grandes demais (profundidade) e caros. Com computadores modernos tendendo a consumir menos e requerendo coolers menores existe um espaço no mercado para gabinetes mais apertados (principalmente no caso da maioria das pessoas que só usa o que vem "onboard" na placa-mãe e nunca vai usar os slots) com fontes também menores que o normal. O gabinete do Pavilion s3320br é um exemplo do que eu procuro. Ele é feito para placas mini-itx (é, quando a placa-mãe do s3320br pifa o dono está ferrado), mas não precisaria crescer muito para acomodar uma micro-ATX.

Infelizmente nenhum padrão de fonte "micro-atx" aparece e quando você encontra um gabinete slim bonito já sabe que se a fonte pifar você vai ter um problema para substituir. Mas, ainda assim, custa mais barato que consertar um notebook.

Eu até consigo entender a atração pelos notebooks porque realmente os desktops, por mais elegantes que sejam, ainda são um trambolho cheio de fios em comparação (lembre-se: se o mercado ajudasse isso poderia ser minimizado). Mas eu só recomendo notebooks para quem vai usá-los fora de casa. Se você prefere notebook porque é mais bonito, vá em frente. Mas ninguém vai me ver sugerindo a compra de um por causa de estética.

domingo, 20 de setembro de 2009

Por que o Twitter faz tanto sucesso (e eu não uso)?



Fácil. Para escrever no Twitter não é preciso ter idéias nem ter qualquer coesão no texto. Aliás, nem há tempo para coesão em textos tão pequenos. Quando você escreve em um blog até escolher um título é motivo para uma tempestade cerebral. E no Twitter nem título as mensagens tem, claro.

Ainda por cima um grande parcela dos "autores" escreve como se os leitores estivessem do lado deles, presenciando o mesmo que eles. Sem essa proximidade o que está escrito não tem contexto e não faz o menor sentido. Acompanhar um tweet assim é como observar uma pessoa que está tendo delírios, balbuciando frases desconexas.

Mas parece que os "seguidores" do Twitter nem esperam mesmo que haja um "cérebro" implícito em cada post. Isso facilita enormemente a decisão de escrever ou não no Twitter. Se você considerar que uma alarmante parcela da população (e não estou falando apenas da camada pobre) é incapaz de interpretar um texto mais complicado que um anúncio, verá que o Twitter no Brasil é como juntar a fome com a vontade de comer!

Não, eu não estou dizendo que só analfabetos funcionais usariam o Twitter. Isso é como afirmar que só existe lixo no Orkut. As duas afirmações são preconceituosas e passam longe da verdade. Quem procura lixo encontra-o em abundância nos dois serviços, mas não é só o que há.

Inicialmente eu me senti tentado a usar o Twitter para assuntos técnicos e pessoais (complementando este blog e o meu blog pessoal), mas não do jeito que a maioria dos "famosos" faz (um interminável fluxo de trivialidades que só interessa a quem considera a revista Caras uma leitura excitante) . Eu tenho muitas idéias "soltas" que acabam nunca indo para o blog ou para o site porque não são material suficiente para uma redação com começo, meio e fim, mas que poderiam interessar a meus leitores assim mesmo. Muita coisa vai parar em rascunhos do blog que nunca são publicados e outras se perdem na minha memória.

Mas, ainda assim, o limite de caracteres do Twitter é pequeno para expor a maioria dos fragmentos de idéias e opiniões que tenho. No momento eu deixei a idéia de lado. Depois que a "moda" tiver passado eu vou reavaliar se o serviço se encaixa na forma que gosto de escrever.

Texto relacionado: Por que não uso o Orkut?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Minha opinião (e a de outros) sobre upscaling

Ainda falando sobre resolução, eu publiquei no fórum algumas considerações minhas sobre upscaling que desde dezembro do ano passado eu deveria ter publicado aqui no blog mas deixei para depois porque não consegui completar o texto. Eu misturei fatos com alguma especulação minha, mas deve haver o suficiente para ajudar quem não entende nada do assunto a ter uma boa idéia do que se trata.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Por que não uso o Orkut?



De vez em quando alguém me convida para participar de alguma comunidade no Orkut. Sinto dizer, mas por mais interessante que seja o assunto, eu não participo de comunidades no Orkut por um motivo simples:

Como fórum, o Orkut é terrivelmente "primitivo". É pouco melhor que um "MSN com registro permanente da conversação".

Me corrijam se eu estiver enganado, mas desde que foi criado até hoje, o mecanismo de comunidades do Orkut não permite:
  • Quote de mensagens - Você não consegue responder uma mensagem de alguém destacando do que está falando. Para mim isso já faz falta numa discussão que só tem um dia. Numa discussão que se desenrola por um mês, nem se fala. É corriqueiro você estar acompanhando (é gerúndio, mas não é gerundismo) uma discussão e alguém dar uma resposta que exige que você volte relendo mensagens para entender do que o indivíduo está falando;
  • Links para mensagens - Não há como fazer referência a uma mensagem específica. No máximo a uma página inteira de um tópico;
  • Busca de mensagens - Simplesmente não há. Muito estranho em um serviço oferecido pelo gigante das buscas. Editado: conforme apontado por Kenshin, o Orkut inseriu busca nos fóruns;
  • Formatação wysiwyg - Você tem que fazer tudo em html "na munheca". Desde o simples negrito;
  • Completar um raciocínio - Cada mensagem só pode ter 2048 caracteres! Para você ter uma idéia, meu post anterior, sem contar os espaços, tem 3450 caracteres (não, seu doido, eu não contei. Eu colei no Word e ele contou por mim).
Ou seja: O mecanismo de comunidades do Orkut é cuidadosamente desenhado para conter apenas conversações efêmeras, que reforçam os relacionamentos dos usuários. O objetivo não é construir uma base de conhecimento. Isso parece ser confirmado pelo fato de que o conteúdo do Orkut não é indexado pelo próprio Google, que deve considerar que tudo o que é escrito ali é conversa de botequim.

Nota: Eu sei que existem comunidades no Orkut bem sérias, freqüentadas por gente também séria. O que estou dizendo é que elas existem à revelia dos planos da Google. E poderiam prestar um serviço muito melhor a si mesmas e à Internet se tivessem sido construídas em um fórum "decente".

Eu não estou na Internet para reforçar relacionamentos. Isso eu prefiro fazer pessoalmente, conversando em um boteco. Meu interesse na internet é aprender e ensinar, deixando o registro para a posteridade. E o Orkut é totalmente inadequado para esse fim.

A propósito, as poucas comunidades que aparecem no meu perfil são apenas uma "declaração de afinidade". Não participo de nenhuma delas.

Aviso: Comentários de miguxos ou outras entidades acéfalas ou pouco civilizadas serão prontamente ignorados.

Texto relacionado: Por que o Twitter faz tanto sucesso (e eu não uso)?