No meu ponto de vista, é um desperdício de dinheiro. E eu costumo desanimar a maioria (não todos) dos que me fazem essa pergunta quando cito os seguintes problemas:
- Não importa o quanto os notebooks tenham baixado de preço. Um desktop na mesma faixa de preço é sempre mais veloz ou de "melhor qualidade" no geral.
- Se não gostar de algo, vai ter que conviver. A tela é ruim? Não dá para trocar. O touchpad é incômodo (eu já vi vários)? Vai ter que usar um mouse externo. Você não se acostuma com o tamnho ou o "feeling" do teclado? Vai ter que usar um por fora. O drive de DVD não lê direito discos gravados em casa? Vá se acostumando, pague uma pequena fortuna por um substituto compatível ou use um leitor externo.
- A manutenção do hardware é caríssima. Qualquer serviço besta em um notebook numa "oficina especializada" costuma custar não menos que R$250. Já cansei de responder "melhor desistir dele" quando clientes me dizem o orçamento do conserto da placa-mãe do notebook deles. Em um desktop o conserto mais caro ocorre quando a placa-mãe pifa e você é obrigado a trocar processador e memória também. Mas quando isso acontece você paga pelo conserto e leva um upgrade de bônus: sai com um computador que é metade novo e geralmente mais rápido e moderno que o que você tinha. O conserto da placa mãe de um notebook é absurdamente caro e muitas vezes é só um conserto mesmo (ou a troca por outra placa usada, mas funcionando). Você paga caro para continuar com a mesma lata-velha e ainda arriscando pifar outra coisa um mês depois.
Claro, para algumas pessoas (geralmente quem "pode", financeiramente falando) todos esses alertas entram por um ouvido e saem pelo outro. Elas ficam hipnotizadas pela beleza e praticidade dos notebooks: quase não tem fios, você não precisa ter uma mesa dedicada a isso (requisito de apartamento pequeno), etc. E olha que já foi muito pior, quando monitores LCD externos custavam a metade do preço de um notebook* e você se via obrigado mesmo a usar um CRT (isso, sim, é trambolho). Mas com monitores LCD de qualidade razoável (lembrem-se: no quesito qualidade eu ainda prefiro o CRT) custando R$400, isso deixou de ser um problema. Só falta reduzir o tamanho do gabinete.
*Na verdade, ainda custam. Estou me referindo a uma época não muito distante em que um notebook razoável custava R$5000 e monitores LCD de 15" custavam R$2000.
Mas o mercado não ajuda: há três meses eu tentei encontrar um gabinete slim decente para montar um computador para um cliente e não achei. Mesmo os como esse ainda são grandes demais (profundidade) e caros. Com computadores modernos tendendo a consumir menos e requerendo coolers menores existe um espaço no mercado para gabinetes mais apertados (principalmente no caso da maioria das pessoas que só usa o que vem "onboard" na placa-mãe e nunca vai usar os slots) com fontes também menores que o normal. O gabinete do Pavilion s3320br é um exemplo do que eu procuro. Ele é feito para placas mini-itx (é, quando a placa-mãe do s3320br pifa o dono está ferrado), mas não precisaria crescer muito para acomodar uma micro-ATX.
Infelizmente nenhum padrão de fonte "micro-atx" aparece e quando você encontra um gabinete slim bonito já sabe que se a fonte pifar você vai ter um problema para substituir. Mas, ainda assim, custa mais barato que consertar um notebook.
Eu até consigo entender a atração pelos notebooks porque realmente os desktops, por mais elegantes que sejam, ainda são um trambolho cheio de fios em comparação (lembre-se: se o mercado ajudasse isso poderia ser minimizado). Mas eu só recomendo notebooks para quem vai usá-los fora de casa. Se você prefere notebook porque é mais bonito, vá em frente. Mas ninguém vai me ver sugerindo a compra de um por causa de estética.