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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A conexão DVI do Proview AR2238AFJW.

Nota: Eu acho que quando os fabricantes adotam nomes de modelo impronunciáveis e "indecoráveis" como esse temos uma rara situação onde a engenharia teve voz mais ativa que o marketing. E acho que o marketing faz isso só para poder "passar na cara" depois que a engenharia não deveria dar palpites.

No meu post anterior sobre esse assunto eu havia dito que não houvera jeito de fazer o monitor funcionar a 1680x1050 pela conexão DVI com minha Radeon 9550. O que eu esqueci de dizer é que eu já havia feito testes conectando o monitor a um DVD player com conexão HDMI (o monitor vem com um cabo DVI-HDMI) e a conexão nesse caso funciona até mesmo a 1920x1080.

Claro, a resolução nativa do monitor continua sendo 1680x1050. Mas ele aceita o sinal FullHD e exibe a imagem normalmente, provavelmente aplicando um descarte simples de linhas e colunas. O que para mim é bem melhor do que ficar olhando para uma tela preta com a mensagem "resolução não suportada". Apertando o botão Menu o monitor mostra "1920x1080", que é a resolução que está entrando no monitor.

Isso demonstrava que o monitor suportaria 1680x1050 na DVI. Foi por essa observação mais o fato de que eu, pesquisando no Google, encontrei outros proprietários de Radeon 9550 com esse problema e nenhum proprietário de AR2238AFJW fazendo reclamações que eu insistia que o problema era na Radeon e não no monitor.

Hoje eu separei um tempo para repetir meus testes. O meu antigo PC (Sempron 2300+, Radeon 9550, KT6V) foi preservado quando fiz meu upgrade para um dual core, incluindo toda a instalação do Windows (que eu clonei para um HDD maior), então eu poderia anotar exatamente todas as versões de drivers e outros detalhes que poderiam ser importantes, antes de susbstituir a placa de vídeo por uma outra que eu havia providenciado. Mas, para a minha surpresa, desta vez o monitor funcionou a 1680x1050 na DVI da 9550 desde a primeira tentativa.

A única diferença digna de nota entre a situação de antes e a situação agora é que desta vez o PC está dentro de um gabinete. Nota para os novatos no blog: meus PCs pessoais costumam ser bem arejados.

Faz sentido. A falta da blindagem proporcionada pelo gabinete poderia estar impedindo a DVI de operar sem erros na frequência necessária para chegar a 1680x1050. Mas como o nosso amigo, o Método Científico, vive me lembrando que "fazer sentido" não prova nada, retirei a motherboard do gabinete para refazer o teste.  Continuou funcionando a 1680x1050 na DVI.

Conclusão: Além de comprovar que o AR2238AFJW não tem nenhum problema para suportar 1680x1050 em todas as entradas, não cheguei a nenhuma. Por ora eu apenas registrei que caso não seja possível chegar na resolução esperada de um monitor via DVI/HDMI, checar a blindagem. Outro teste que pretendo fazer é espetar uma placa PCI-E com DVI no meu novo PC (que naturalmente não está em um gabinete e herdou a mesma gambiarra do outro) e verificar se o problema se repete.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Rotação acidental da imagem no monitor.

O cliente ligou para mim no início da noite dizendo que depois de ter apertado algumas teclas que ele não sabia dizer quais eram, a imagem do monitor tinha virado 180 graus e ele precisou colocar o monitor de cabeça para baixo para poder trabalhar. Reiniciar o Windows não adiantava, porque até a tela de logon a imagem ficava certa, mas depois disso invertia. Ele queria saber o que apertar para trazer a imagem de volta ao normal.

Me pegou de surpresa. Que eu saiba, nenhuma versão do Windows tem atalho de teclado próprio para isso. E esse cliente não tinha nada de especial instalado no computador (fui eu quem instalou tudo).

Por sorte eu estava em casa (na rua eu não ia ter uma solução mesmo). Fiz uma rápida pesquisa no Google procurando por gente que tivesse rotacionado o desktop por acidente e encontrei a resposta:

CTRL+ALT+UP -> Devolve a imagem ao normal.

Isso é coisa de chipsets Intel e quem intercepta essa combinação de teclas é um pequeno utilitário da Intel que fica no tray. Quando eu disse ao cliente ele entendeu imediatamente que havia teclado CTRL+ALT+DOWN acidentalmente enquanto fazia outra coisa.

Isso não vale para qualquer situação, e um power user presente no local vai rapidamente descobrir quem é o culpado sem precisar "decorar" esse atalho. Mas se você acha que um dia pode precisar socorrer alguém por telefone, é bom lembrar disso. É muito mais fácil do que guiar por telefone o mouse de um usuário comum.

sábado, 28 de novembro de 2009

Me acostumando com um monitor LCD.

Lembrem-se: eu ainda prefiro CRT. Infelizmente o mercado me deixa sem escolha.

Meu LG T930B (CRT, 19") já havia pifado há algum tempo (problema sem conserto viável) e eu estava preso a monitores de 17" de novo. Para quem estava acostumado a trabalhar a 1600x1200 é difícil re-acostumar com os limites de uma tela a 1280x1024. E para piorar, um por um os meus monitores de 17" começaram a apresentar problemas intermitentes.

Embora os monitores ainda estivessem funcionando, comecei a ficar atento às alternativas (sempre sai mais caro quando você tem que achar com urgência) e um dia esbarrei numa promoção do Hiper Bompreço (WalMart): Monitor LCD Proview AR2238AFJW (22", 1680x1050, DVI e VGA) de R$699 por R$399. E em 12x "sem juros" como é habitual no Hiper.




Eu fiquei desconfiado. 1680x1050 não sai assim "barato" em LCD e a marca Proview nunca me inspirou muita confiança em monitores (apesar de terem fabricado o impressionante DivX player DVP858) . Decidi pesquisar em casa (que falta me faz às vezes uma conexão à internet portátil) e me surpreendi: o preço normal do monitor era mesmo R$700 (à vista) e vi mais de uma pessoa falando bem dele.

Voltei dois dias depois ao Hiper com um vídeo e fotos em um pendrive para testar. Por sorte o PC conectado ao monitor não tinha senha e todos os vendedores estavam ocupados, por isso fiquei livre para fazer testes. Me surpreendi ao não perceber nenhum defeito óbvio na exibição do vídeo, mesmo olhando o monitor por diversos ângulos diferentes. O monitor realmente parecia "valer" os R$700 do seu preço normal.

Comprei e desde julho é meu monitor principal. Até fiz uma gambiarra para remover a base e fixei o bicho na parede (ele não é feito para isso), ganhando toda a superfície da minha mesa (para ampliar a bagunça, claro). Não tenho muito do que reclamar, mesmo usando apenas a VGA. Tentei usar a DVI mas o monitor não se entendeu com minha placa de vídeo Radeon 9550. Pela VGA ela conseguia ir a a 1680x1050, mas pela DVI, não.

Ainda é possível ver artefatos ao exibir filmes que eu não veria no CRT, mas eles não incomodam tanto (até mesmo porque não tenho mais um CRT do lado para comparar) e o grande ângulo de visão me faz até esquecer, durante a maior parte do tempo, que estou em frente a um LCD. Um exemplo típico é a tela do GMAIL: Numa grande parcela dos monitores LCD se eu estiver de pé ao lado do monitor mal consigo distinguir que há uma nova mensagem não lida. No AR2238AFJW  é quase tão "claro" quanto era nos meus monitores CRT.

R$700 ainda é um valor que considero alto mas se eu encontrasse novamente por R$399, compraria outro para usar em modo multi-monitor, sem pensar muito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Por que não gosto de monitores LCD.

Eu sempre comprei monitores CRT usando como critério o seguinte:

"O mais barato Samsung ou LG no tamanho X"

E, excetuando quando eu comprei um LG T930B com defeito na convergência, nunca tive problemas com esse critério e sempre fiquei satisfeito com minhas compras. E eu compro monitores CRT desde que um "Syncmaster 3 NE" custava US$500 em Recife. Edit: Era a época em que você precisava escolher entre um monitor "entrelaçado" e um (mais caro) "não-entrelaçado".

Já com monitores LCD minha experiência está longe de ser boa. Eu ainda estou para conhecer um monitor LCD que não me "distraia" do trabalho com alguma esquisitice, anomalia ou limitação inexistente mesmo em CRTs de baixo custo. E eu não tenho problemas com o "flicker" e uso CRT a 1600x1200 @ 60Hz tranqüilamente. Por isso o fato de LCD ser "flicker free" não é atrativo nenhum para mim.

Uma lista simplificada das minhas queixas:
  • Resolução muito baixa (edit: é mais adequado falar de "densidade") pro meu gosto - Enquanto em um monitor CRT 4:3 de 19" (área visível equivalente a um LCD de 17") é possível trabalhar facilmente a 1600x1200 (e até 2048 x 1536 se sua placa de vídeo der conta e você enxergar) monstros LCD de 22" como este aqui só chegam a 1680x1050. Em um CRT você pode ter mais detalhe em menos espaço e é isso que eu procuro;
  • Imagem "não-esquisita" só na resolução nativa do monitor - Um CRT parece ter para mim a mesma qualidade de imagem em todas as resoluções suportadas;
  • Ângulo de visão restrito - Embora tenha melhorado muito nos últimos anos eu ainda acho um saco ter que colocar o rosto numa posição definida para poder enxergar em um LCD o que num CRT está perfeitamente visível em qualquer ângulo;
  • A rolagem de texto em certos monitores LCD é "trêmula";
  • Todos os monitores CRT que usei para assistir a filmes foram irrepreensíveis, considerando minhas expectativas. Já ao usar LCD eu constantemente sou incomodado com "artefatos" (às vezes dá até para chamar de "aberrações") na tela que não são visíveis no CRT. Eu ainda não vi um único monitor LCD ou plasma exibindo um filme não-animação (esta é uma exceção notável) que me impressionasse;

Edit: Continuando...

Eu sou veementemente contra a idéia de abraçar o mais moderno apenas porque é mais moderno, como se o mais novo fosse necessariamente melhor (o fabricante certamente quer que você acredite nisso). Eu olho para um LCD e não enxergo a "qualidade superior de imagem" que outras pessoas vêem. O que eu vejo imediatamente é mais brilho, que geralmente me incomoda e eu tenho que reduzir um pouco. Eu abandonei o VHS em favor do DVD (e não olho para trás) porque o VHS era reconhecidamente falho e incômodo já quando era a única alternativa. Eu só vou abandonar o CRT quando não tiver alternativa economicamente viável ou quando a tecnologia chegar a um ponto em que os problemas que vejo hoje não sejam mais tão evidentes e incômodos mesmo nos monitores de baixo custo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Monitor LCD AOC 511Vwb por R$278 no Hiper.

E nas habituais 12x "sem juros" e sem desconto à vista do Hiper (Wal-Mart).

Na verdade, estava por R$269 até o domingo, quando eu comprei um.

Não é segredo que eu não gosto de monitores LCD, mas eu comprei este por causa de um conjunto de características que me agradou:
  • Acima de tudo, o preço razoável;
  • Alimentação externa de apenas 12V. E essa tensão específica é muito conveniente;
  • Consumo significativamente baixo. Nominalmente são 15W, mas quando medi com o PMM2010 no escritório de um cliente fiquei surpreso ao ver que o medidor não saia nunca de 00.00 (o que sugere um consumo menor que 10W). Para uso em casa a diferença de consumo LCD/CRT é a menor de minhas preocupações, mas eu estou com um olho em adaptações para carro;
  • Muito fino e leve. O review do Paulo Couto no ForumPCs ressalta isso;
  • Base inclinável a até 90 graus, de forma que o monitor pode ser facilmente fixado numa parede (ou no teto de um carro, podendo ficar alinhado com o teto quando fora de uso);
  • Já foi adaptado com sucesso em projetores DIY como o deste projeto. Não deixe de ver as incríveis projeções aqui;
Outro dia eu vou falar sobre o que achei do meus monitores (eu comprei outro no dia seguinte). Este post foi só um "teaser" :)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dead Pixels e classes de monitor LCD.

Estes são textos antigos (16ago2006), que escrevi no Forumpcs. Estou apenas trazendo aqui para o blog porque vivo perdendo o rastro de onde estão na hora de me referir a eles. Além disso, por que raios eu vou fazer um link para lá quando o texto é meu? ;)


Texto1
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Antes de sair reclamando (sobre dead pixels), acho que é importante conhecer o conceito de classes nos LCDs.

Para simplificar, podemos dizer que cada pixel em uma tela TFT depende de três transistores, cada um chaveando uma das cores básicas (vermelho, verde e azul). Então, numa tela LCD de 1024x768 temos:

786 432 pixels
2 359 296 transistores (mais de dois milhões de transistores)

Para uma tela de 1280x1024:

1 310 720 pixels
3 932 160 transistores (quase quatro milhões)

O risco de um desses transistores pifar existe, como em qualquer aparelho eletrônico. E o processo de fabricação de displays TFT não permite o conserto de um desses transistores defeituosos, assim como não é possível o conserto de um processador. Também não permite 100% de acertos (embora chegue-se beem perto disso), por isso eventualmente sai da linha de fabricação um display que já está com transistores pifados. Uma vez feito, está feito.

Para garantir ZERO de pixeis defeituosos, não se engane, o fabricante vai descontar as telas que não pode vender no preço das que consegue. Eventualmente, pode até vender mais barato as telas defeituosas para outros fabricantes, como a PC Chips (para equipar seus desknotes).

Então, não é baixo controle de qualidade que faz uma tela já sair da fábrica com defeito. Simplesmente não há nada que o fabricante possa fazer a não ser descartar a tela defeituosa e dividir o custo disso com todo mundo.

Hoje, existem quatro classes de display LCD definidas na norma ISO 13406-2, sendo a classe I a mais exigente (permite ZERO de defeitos) e a classe IV a menos exigente (permite mais de 500). Então, você pode esperar, claro, que um monitor Classe I tenha uma longevidade maior que um da classe IV, por ter sido feito com um processo mais exigente (e custando obviamente bem mais caro).

Por exemplo, o monitor LCD 15" SAMSUNG 510N, segundo o manual (está escrito na última linha, da última página) pertence à classe II , que tolera até cinco defeitos.

O mesmo manual aplica-se aos modelos 710T / 910T / 710N / 910N / 510T / 510N / 512N / 515V / 915V / 712N / 912N / 711T / 912T / 913N / 701T

No manual dos SAMSUNG 750B/950B, a mesma coisa, na página 79

Um monitor LCD que siga explicitamente (isso tem que estar na propaganda ou no manual) a norma ISO 13406-2, por default é classe I, desde que não seja especificado o contrário.

A contagem de defeitos se baseia numa regra um pouco mais complicada que a simples contagem de pixeis. Também se leva em conta se eles estão agrupados ou não.


Ou seja: se o monitor for ISO 13406-2 e não estiver no manual ou na propaganda a que classe o monitor pertence e este vier com pixeis defeituosos, pode reclamar que você ganha.

Já se o manual deixar explícito a que classe o monitor pertence, a coisa já é mais complicada.

Se a SAMSUNG realmente troca o display com um único pixel morto, mesmo sendo este da classe II ou III, palmas para ela. Mas essa política pode mudar durante a vigência da garantia, se não estiver documentada.


Veja também:

Garantia de Displays LCD da WAZ.COM.BR
http://www.waz.com.br/1/garantia_lcd.pdf

Descrição ISO 13406-2 da Viewsonic
http://www.viewsoniceurope.com/data/63/I13406e2.pdf

Política da Fujitsu-Siemens para notebooks e Tablet PCS
http://www.fujitsu-siemens.co.uk/rl/servicesupport/techsupport/Lifebook/General/PixelError.htm


A garantia da WAZ ainda informa uma coisa que eu não havia lido em lugar algum: que monitores classe I são os destinados ao uso militar e hospitalar e que os monitores comercias são classe II. Eu ainda não pude confirmar isso na norma.

Texto2
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Sim, o problema é a omissão (da classe na propaganda do produto). Uma vez que você saiba a diferença entre as classes e que classe de monitor está comprando, reclamar depois é, pelo menos moralmente, agir de má fé.

Podemos comparar o caso dos monitores ao das cerâmicas, que são separadas em uns quatro "tipos" (que também poderiam ser "classes") e mesmo assim, se pelo menos 95% das peças estiverem livres de defeitos superficiais, o produto é considerado adequado ao uso.

Em um monitor LCD, isso daria pelo menos uns 100mil transistores defeituosos.

Eu sei que são casos diferentes, já que o comprador exigente tem condição de descartar os 5% que não lhe agradam e substituir, o que não é possível em um monitor. Mas por outro lado a indústria cerâmica também teria condições de repor esses 5%, mas não o faz. O mesmo motivo dos fabricantes de monitores se aplica aqui: preço. o fabricante pode garantir um produto 100%, mas este terá que ser mais caro.

Uma vez uma pessoa conversando comigo comentou que a venda de sombrinhas chinesas deveria ser proibida, por causa de sua suposta má qualidade. Eu concordei com a má qualidade, mas contra-argumentei que prefiro comprar uma sombrinha de R$10 e, se esquecê-la em algum lugar (o que teima em ocorrer, quando a chuva pára), não precisar me aborrecer com isso. Existe mercado para a sombrinha vagabunda de R$10 e para a de R$100.

O caso dos monitores LCD é semelhante. O dono de loja que comprou monitores LCD apenas para dar um toque elegante às mesas precisa se preocupar com aquele pixel aceso permanentemente, da mesma forma que o profissional gráfico? Claro que não.

Muitas vezes o monitor está exibindo um sisteminha vagabundo de baixa resolução ou mal desenhado que é muito mais desagradável aos olhos de seus funcionários que aquele pixel defeituoso.

Existe mercado para o monitor LCD que pode vir com pixeis defeituosos e para o que não vem. O consumidor tem que saber que o problema existe e saber escolher o monitor/fabricante que atende às suas necessidades de qualidade e preço.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Se toda TV fosse assim...

Enquanto eu montava um rack de áudio/vídeo para um cliente (outra parte dessa estória é contada aqui) me deparei com um problema: O cliente tinha um receiver surround pioneer e obviamente o seu som era muito superior ao da TV, mesmo se tratando de uma moderna Sony Bravia KLV-46V410A (LCD 46" FullHD).



Nota: Para o pessoal novo demais para saber do que se trata, "receiver" no contexto dos equipamentos de áudio é o nome dado para uma mistura de rádio e amplificador com entradas para ligar outros equipamentos. Só é "receiver" porque tem rádio, senão seria apenas "amplificador" mesmo. Hoje receivers e amplificadores são indistintamente chamados de "home theater" (cinema doméstico), o que para mim está completamente incorreto, já que faz muito mais sentido chamar de "cinema doméstico" uma TV grande com um som razoável, do que um amplificador high-end que não tem nem por onde sair imagem.

Com o PS3 e o gravador de DVD sendo ligados à TV por HDMI, como fazer se o usuário quisesse ouvir o som pelo receiver? No PS3 eu ainda cheguei a constatar que era possível, porque nos menus existe uma opção para direcionar o áudio digital para a saída óptica do videogame. O problema é que nesse caso o usuário ia ser obrigado a sempre ligar o receiver, porque a opção de escolher a saída de áudio é complicada de achar e mudar o suficiente para não ser viável ficar mudando o tempo todo.

Mas eu acabei descobrindo uma alternativa bem melhor.

A Bravia tem uma saída de áudio digital óptica e uma analógica stereo. Mesmo sem ler o manual eu supus que no mínimo essa saída digital disponibilizaria o áudio recebido pelas entradas HDMI. E isso se confirmou. Bastou então ligar a TV ao receiver e instruir o cliente sobre qual entrada do receiver precisava estar selecionada ao usar o PS3 ou o gravador de DVD.

Só que a TV faz melhor que isso. Ela também transforma em digital o áudio stereo analógico de todas as suas entradas. Assim seja qual for a fonte de sinal escolhida pelo cliente na TV, nem é preciso mudar nada no receiver, porque automaticamente o áudio é "copiado" para a entrada digital dele. O cliente tem o tempo todo o som na TV e para ouvir pelo receiver basta levantar o volume deste e baixar o volume da televisão.

Sem uma TV com essa capacidade é preciso ter uma tabela explicando o que é preciso selecionar no receiver quando selecionar determinada fonte na TV. E não dá para ter o som em ambos facilmente.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

TV-Monitor LG 22LG30R - Problema sério com jogos

Um cliente decidiu aposentar seu monitor CRT SONY de 21" (Multiscan G520 - um espetáculo!) e comprou uma TV-monitor LCD widescreen de 22". Eu, que tenho uma enorme birra com monitores LCD em geral e um preconceito considerável contra monitores widescreen, consegui mais uma vez confirmar minha opinião depois dessa troca.

Prá começar, como sempre eu fiquei decepcionado com a imagem ao exibir filmes. Mas isso era perfeitamente esperado e o cliente não se incomodou, pois para ele tirar o gigantesco e pesadíssimo CRT Sony de sua mesa valia o esforço. O problema real e totalmente inesperado apareceu foi quando começamos a testar como iam ficar os jogos.

A imagem de vários deles ficava inexplicavelmente deslocada para a esquerda, tornando difícil ou impossível jogar.

FIFA 2008



The Fifth Element



Flight Simulator 2004



Outlaws



Muitos jogos funcionavam perfeitamente e a princípio não parecia haver nenhuma relação entre os jogos problemáticos. Mas depois de muitas experiências e testes em três computadores diferentes, com três placas de vídeo diferentes de tecnologias diferentes (Nvidia e ATI) e dois SOs diferentes (Windows 98 e XP), tive certeza de que o problema era no monitor e deduzi que acontecia sempre que o jogo escolhia a resolução de 800x600, porque eu sempre conseguia reproduzir o problema no próprio desktop do Windows se escolhesse essa resolução para a placa:



O problema é que um jogo baseado em DirectX não se importa com a resolução que você determina para o Windows. O desenvolvedor é que escolhe a resolução mais apropriada e justamente 800x600 é uma resolução muito popular em jogos Windows. Para alguns jogos foi possível mudar a resolução para passar pelo bug (para mim, tem que ser bug), mesmo que de um modo completamente contra-intuitivo (no FIFA 2008 isso precisa ser feito por linha de comando, no atalho do jogo), mas não teve jeito de resolver o problema para todos. The fifth element não oferece qualquer controle de resolução e o próprio FIFA 2008, apesar de poder ter a resolução da partida ajustada, exibe os menus iniciais sempre em 800x600. E a parte da tela perdida do lado esquerdo era suficiente para tornar impossível a escolha de opções para um dos times.

O monitor tem opções limitadas de ajuste, que não serviram para nada. Uma das opções permite centralizar a imagem na tela, mas ela continua cortada!

Procurei informações na internet sobre o problema e não encontrei nada. Todas as reclamações referentes a jogos em monitores widescreen são de outra natureza (em geral, porque não preenche a tela). Enviei uma solicitação de ajuda para a LG via formulário no site, anexando um arquivo ZIP com fotos do problema e, como eu já esperava, não obtive nenhuma resposta.

Eu ainda tinha um palpite e resolvi arriscar. Como todos os testes tinham sido feitos com conexão analógica, a placa de vídeo do cliente tinha DVI e o monitor tem uma entrada HDMI, comprei no Mercado Livre um adaptador DVI-HDMI e repeti os testes.

Problema resolvido. Na entrada digital o monitor não apresenta o bug.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Um retângulo preto - Acredite, é culpa do Closed Caption.

Há dois dias, o leitor Garigran me pediu ajuda a respeito do suposto problema em um DVD player Sony que comprou recentemente. O resumo da descrição dele para o problema é este:

Essa tela aparece sozinha quando chega o menu ou quando se acessa alguma operação do controle ou do painel e depois não consigo mais tirar - já tentei todas as opções do teclado.

Ele se refere ao enorme retângulo preto na metade inferior da tela:



Eu me lembrava de que já lera sobre um problema assim antes, sem foto, e que uma solução foi encontrada, mas que era inusitada. Sabia que fora no foumpcs, mas foi complicado me lembrar em que tópico e o péssimo mecanismo de busca do forumpcs não ajuda nem um pouco. Tentei pelo google (é mais fácil encontrar páginas do forumpcs assim) mas não deu certo.

Somente dois dias depois, hoje, me lembrei que provavelmente fora no tópico do Panasonic S42. Um pouco de leitura e encontrei a página. Lendo o texto, percebi porque não achei a página pelo Google. Quem descreveu o problema chamou de "quadro" preto e eu estava procurando "retângulo" ou "quadrado".

A culpa do problema não é do DVD player, mas da função Closed Caption da TV.

Respondi ao e-mail de Garigran e ele me respondeu confirmando que o problema era esse mesmo. Fiquei surpreso, porque uns 80% das pessoas que eu ajudo nunca confirmam se funcionou ou não, mas graças à confirmação dele eu pude agora escrever este post.

Note que o problema não afeta uma TV específica. A TV do relato no forumpcs é uma Philco e a de Garigran é uma LG. Nem se trata do DVD player, porque o do forumpcs é um Panasonic e o de Garigran é um Sony. O que desvia a atenção para o real culpado é que nos dois casos o retângulo preto só aparece quando você opera o controle remoto do DVD player!