-->
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Antigamente, e-mail podia ser mandado direto ao destinatário.

É, mas isso era quando se amarrava cachorro com lingüiça e se podia confiar nos remetentes :)

Nota: Alguns fatos podem não estar 100% certos. Eu conheço o protocolo SMTP como usuário, como programador (se bem que SMTP não requer "programação") e como administrador de site, mas nunca tive o ponto de vista do provedor de e-mail.

O esquema atual, onde você envia a mensagem para o seu servidor, que depois envia para o servidor do destinatário, é tão generalizado que você pode imaginar que não existe (ou existiu) outra maneira, mas existe sim. A porta só está fechada por causa dos spammers.

O protocolo SMTP permite que você deposite o e-mail diretamente no servidor do destinatário, dispensando a necessidade de outro servidor ou até de senha (mas nenhum programa popular de e-mail jamais explorou isso, que eu saiba). Assim se você quisesse enviar e-mails para:

fulano@bol.com.br
beltrano@bol.com.br
cicrano@hotmail.com

Você poderia se conectar a bol.com.br e entregar os e-mails de fulano e beltrano. Depois se conectar a hotmail.com e entregar o e-mail de cicrano. A vantagem disso é que uma vez recebido o OK final do servidor de destino, você tem certeza de que o e-mail foi entregue. E corretamente. Só faltando o destinatário ir lá pegar.

Eu mesmo escrevi um programa simples de e-mail há uns oito anos que funcionava dessa forma, mas hoje ele não funciona mais :(

Em caso de erro você também saberia imediatamente. Hoje quando um e-mail "se perde" fica difícil saber se a culpa é da "infraestrutura" do destinatário ou da sua.

Antigamente nem era preciso de senha para enviar e-mail. Só para receber a autenticação do usuário sempre foi necessária. Os primeiros spammers exploraram isso para fazer com que um servidor qualquer mandasse SPAM por eles. Alguns provedores de acesso então criaram um bloqueio para que você só pudesse enviar e-mail se estivesse conectado à internet por eles (mais ou menos como só poder enviar e-mail pelo Hotmail se o Hotmail fosse seu provedor de acesso). Como isso obviamente não é uma boa solução os servidores foram gradativamente adotando uma extensão do protocolo SMTP que exige senha para o envio.

Mas há um detalhe: a mesma conexão/protocolo que você, usuário, usa (ou usaria) para enviar e-mail diretamente também é usada pelos servidores para trocar e-mails entre si. E obviamente a coisa ficaria complicada se o Hotmail precisasse ter a senha do servidor da Americanas se um usuário do Hotmail precisassse mandar e-mail *@americanas.com.br. Para evitar isso, a regra é que quando você se conecta a um servidor de e-mail para deixar mensagens para usuários desse mesmo servidor, não é necessário senha.

Assim como nenhum servidor de e-mail do planeta precisa de autenticação para enviar e-mail para meu servidor em ryan.com.br. Eles só não podem deixar e-mail no meu servidor que é destinado para pessoas fora dele. Isso só quem pode fazer são meus usuários.

Mas aí os spammers começaram a explorar isso também.

É claro que dá mais trabalho. No modelo antigo bastava depositar uma mensagem com 100 pessoas (até mais) em qualquer ordem no campo CC (Com Cópia) para que o servidor de e-mail dos outros se encarregasse do trabalho sujo. Com a conexão direta o spammer precisava então ordenar suas mensagens por servidor de destino, conectar-se a cada um deles e deixar as mensagens correspondentes (talvez uma só, com CC para todos). Pior que isso: o spammer se conectava e começava a "chutar" nomes de usuário. Os que não davam erro ele sabia que existiam e mesmo que fosse desconectado/bloqueado poderia voltar outra vez com uma lista "certa". Muitos provedores de hospedagem (o meu, inclusive) precisaram proibir o uso do recurso de "catch-all" por causa disso, pois todo e-mail que o spammer chutava dava válido. Eu cheguei a receber uns 1500 spams por dia, quando eu tinha um catch-all e um spammer se "pendurava" no meu domínio. Eu não me incomodava porque era tudo redirecionado para minha conta no Gmail que filtrava quase tudo com perfeição, mas o que eu não sabia é que a carga era significativa para o meu provedor.

Para evitar que isso aconteça, os servidores de e-mail legítimos agora checam o IP de quem se conecta contra uma "blacklist" para saber se pode ser de um conhecido spammer ou de um servidor de e-mail público que anda agindo irresponsavelmente (como quando o IG inteiro entrou na blacklist em 2000). Na verdade o esquema de blacklist já existia, mas acabou por englobar (não sei se "por default" ou "naturalmente") toda a faixa de endereçamentos atribuída a usuários ADSL ou discados. Ou seja: toda a faixa "não fixa".

(des)Graças a isso, eu estava tentando ressuscitar umas rotinas de meu antigo programa de envio de e-mail para usar em outro programa que estou criando mas desisti. Como tanto eu como os possíveis usuários de meu programa iriam usá-lo de uma conexão com IP variável, é quase certo tentar a conexão e receber uma resposta do destino dizendo que você está numa RBL (ou resposta nenhuma).

Bateu saudade daquele tempo, 10 anos atrás... :)

sábado, 13 de dezembro de 2008

E não é que parece mesmo?

Este era para ser o papel de parede padrão do Windows XP:



Deserto Vermelho (Red Moon Desert)

Por que foi trocado pelo que conhecemos? Porque algumas pessoas apontaram que a imagem se parecia com um par de nádegas (ok, uma bunda). Olhe de novo.

Depois que li isso, sempre que vejo esse papel de parede no computador de alguém, abro um sorriso :)

Não, eu não estou inventando. Isso vem de fonte perfeitamente confiável.

domingo, 10 de agosto de 2008

O que significava originalmente o "NT" de "Windows NT"?

Se você pensou "New Technology", errou. :)

Esse significado, que se tornou "oficial", foi dado depois. Originalmente NT se referia a "N-Ten", o codinome de um processador da Intel que era o alvo do novo SO.

Tudo está explicado aqui, por testemunhas idôneas :)