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domingo, 2 de maio de 2010

O consumo de energia de um Sempron 3000

Hardware
  • PCChips M861G V1.6a;
  • Um módulo DDR de 512MB;
  • Gravador LG GSA-H12N;
  • HDD SATA 7200RPM 160GB Western Digital WD1600JS;
  • Fonte vagabunda "300W" Clone cod.15048;
  • Nenhum overclock;
  • Nenhuma ventilação extra.
Windows XP SP3

Medições

Comum
  • Parado no post - 70W
  • Iniciando Windows - 80W
Cool'n'Quiet desabilitado (gerenciamento de energia default do XP)
  • Em idle no XP - 60W
  • Em idle no XP com drive de DVD aberto - 70W *
  • CPU a 100% (SuperPI) - 80W
Cool'n'Quiet habilitado (no BIOS e no Windows)
  • Em idle no XP - 50W
  • CPU a 100% (SuperPI) - 70W
  • Rodando um X.264 720p a partir do drive de DVD (90-100%) - Entre 80 e 90W
* Descobri isso por acaso. Preciso investigar por que esse drive de DVD consome mais energia quando está aberto do que fechado sem disco. E verificar se acontece com outros drives.


Notas:
  • Não faz diferença (mensurável) o Cool'n'Quiet enquanto o driver não estiver carregado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Adaptador de vídeo PCI Express DVI-I Lenovo 73P2516

Esse post servirá de suporte a um outro sendo escrito para o blog Sete Problemas. Até mesmo porque não existem reviews e a página da IBM não diz muita coisa.

Eu comprei esse adaptador em junho de 2008 por uma pechincha em um saldão da IBM. O preço de lista era R$61,38, mas eu devo ter pago uns R$15. Eu só me lembro que comprei porque estava muito barato e poderia servir para alguma coisa um dia.

Conteúdo da caixa. Esqueci de colocar na foto o adaptador DVI-VGA.






Por muito tempo eu achei que tinha perdido a mixaria paga por ela (exceto pelo adaptador DVI-VGA) e realmente a placa só funcionava nos IBM ThinkCentre, porque não serviu em nenhum outro computador (baseado em Intel) que eu testasse. Então ela passou mais de um ano esquecida na caixa até que eu comprei a minha MSI G31M3 e, por ser PCI Express, não pude mais usar minha Radeon 9550 dual head (AGP) para ter dois monitores. Então enquanto eu enumerava na cabeça que opções PCI-E eu tinha (quase nenhuma), me lembrei da 73P2516. Mesmo achando que a chance era pequena, testei. E funcionou!

O adaptador não requer nenhum driver específico. Se o chipset da motherboard é compatível o driver necessário já está instalado. Como a placa é DVI-I basta o adaptador DVI-VGA incluído para poder ligar qualquer monitor. Estou usando nesse momento para conectar um de meus AOC 511vwb.

No mínimo incomoda saber que vários chipsets Intel suportam uma placa minimalista (e potencialmente barata) dessas mas você praticamente não as encontra para vender (se alguém souber onde se vende, por favor comente). Eu sei que usando-a eu perco a opção de colocar uma placa de vídeo mais poderosa, mas eu não estou no grupo dos usuários que se importam com isso. Eu só quero poder ter dois monitores.

Mesmo custando os R$62 do preço de lista não estava muito caro para poder conectar um segundo monitor ao PC aproveitando o poder do chipset já instalado. Agora eu me arrependo de não ter comprado uns dez quando tive a chance, já que aparentemente a IBM descontinuou o produto.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O iPad já tem "alternativas" há muito tempo.

Não, vocês não vão me ver cair na besteira de ser mais um blogueiro a ficar falando sobre um produto que "nem existe" ainda e já é apontado como "revolucionário" por quem acha que até o "pum" de Steve Jobs é cheiroso. Eu só gostaria de apontar uma discussão que estava ocorrendo no fórum a respeito de um produto bem mais acessível (metade do preço, já existe...) e com bem menos limitações: o SmartQ.

A propósito, eu usei um iPhone por uma semana e só pude tolerá-lo depois de "jailbreaked". Do jeito que a Apple queria (bloqueado) ele era terrivelmente limitado. E mesmo depois ele ainda sofria de limitações irritantes.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Modem U.S. Robotics 56K Fax Win PCI: Detecta mas não responde.

Eu estou experimentando com servidores de fax e precisei instalar um modem qualquer que se apresentasse como uma porta serial padrão no Windows. Acabei colocando um USR 56K PCI. O Windows XP SP3 reconhece o bicho sem precisar instalar nenhum driver extra.

Mas aí eu precisei mudar o modem de slot. Não funcionou mais.

O sintoma é que o modem aparece no gerenciador de dispositivos sem qualquer erro, mas ao tentar rodar o diagnóstico o Windows acusa que o modem não está respondendo. Eu já sabia, por experiência anterior, que para isso é necessário rodar um pequeno programa (instalado pelo próprio Windows) na inicialização. Mas o atalho para esse programa, com sua complicada linha de comando, havia desaparecido da lista do Autoruns.

Então eu deletei o modem no gerenciador e mandei redetectar. O atalho "apareceu" e o modem voltou a responder.

Para o caso de, por algum motivo, o Windows se recusar mesmo a refazer o atalho para o programa, vou registrar aqui sua linha de comando:

em: HKLM\software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Run\
valor: C:\windows\system32\USRmlnka.exe RunServices \Device\3cpipe-USRpda

A propósito: o Windows Seven não reconhece esse modem. Eu comecei as experiências no Seven, mas tive que continuar no XP por causa disso.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Geforce 7300GS: monitor piscando.

O cliente me pediu para identificar por que seu monitor de vez em quando apagava sem motivo. Chegando lá apurei que ele "piscava" (apagava completamente e acendia logo em seguida) a intervalos irregulares que não impediam o uso, mas incomodava.

Por puro chute, decidi dar uma olhada primeiro na placa de vídeo. O que vi me surpreendeu:



A foto pode enganar (um ou dois parecem OK), mas todos os doze capacitores eletrolíticos estão estourados. Aí vai uma ampliação dos que estão em pior estado para você "sentir o drama" de perto:



O que me deixou surpreso foi que eu esperaria sintomas muito piores de uma placa nessa situação.O monitor era um LCD Samsung ligado pela DVI. Examinei a placa-mãe e não havia nenhum capacitor estufado, nem havia qualquer relato de instabilidade desse computador. O que me fez concluir que o problema se devia à má qualidade da placa de vídeo.

Como eu não vendo peças, avisei ao cliente que ele precisava substituir logo essa placa, porque eu não sabia por quanto tempo ainda ia funcionar e ia ficar pior. Eu passei mais ou menos um mês sem ter notícias, até que o cliente ligou dizendo que havia comprado a placa porque o problema havia degenerado de vez  e me chamou para fazer a troca.

Foi tarde demais. Depois de feita a troca não deu imagem de jeito nenhum. Após alguns testes eu descobri que o monitor havia pifado. Testei tanto pela DVI quanto pela VGA e não deu mais imagem. Precisamos colocar um monitor velho no lugar.

É mole?

O cliente me deu a placa defeituosa. Quando eu puder vou trocar os capacitores e ver se pelo menos ela ainda funciona.

Nota: Em teoria esse cliente poderia ter trocado a placa sozinho, mas foi enrolado por um vendedor que o convenceu a comprar também uma nova fonte e ele acabou perdido com os conectores. A placa comprada foi uma XFX 9400GT, que só pela aparência eu ligaria em qualquer fonte xing-ling sem medo (posso até estar enganado, mas nunca me enganei nesse assunto). Mas o vendedor aproveitou para empurrar também uma fonte WYNN modelo WYN-300G que custou R$96.

A diferença entre "adaptador" e "conversor", na minha opinião.

Existe uma enorme confusão a esse respeito no mercado, não muito diferente da incapacidade generalizada da mídia (e do público em geral) de entender a diferença entre "hacker" e "cracker". A confusão é tanta que nos anúncios do ML as duas palavras são usadas assim como nos da DealExtreme. Isso evita perder vendas porque o vendedor usou uma enquanto o possível comprador estava procurando pela outra.

Mas essa confusão acaba por causar certos desentendimentos, como provavelmente aconteceu quando eu disse que não existem adaptadores para separar o áudio do vídeo HDMI. Porque dentro da minha definição de "adaptador" é tecnicamente impossível que eles existam; mas quem não faz uma distinção clara entre "adaptador" e "conversor" vai certamente achar que eu disse bobagens do início ao fim.

Eu nem vou tentar dar uma definição definitiva aos dois termos, mas pelo menos quando as palavras forem minhas considerem que a diferença é a seguinte:

Adaptador: é um dispositivo "passivo". Geralmente não existem componentes eletrônicos dentro dele e quando existem são do tipo passivo (resistores, indutores, capacitores) e não do tipo "ativo" (transistores e circuitos integrados). Geralmente um adaptador pode ser construído em casa, sem nenhum conhecimento de eletrônica ou a necessidade de adquirir componentes, bastando saber a "correspondência" entre as ligações e emendando de acordo os conectores usados entre as partes a serem adaptadas. Algumas vezes pode resultar numa baita gambiarra, mas pode ser feito.

De outra maneira: Um adaptador não muda o sinal que passa por ele, que chega ao outro lado com a mesma amplitude, freqüência, etc.

Exemplos de adaptadores:
  • Adaptador de HDD IDE de 3,5" para 2,5";
  • Adaptador ou cabo HDMI-DVI;
  • Adaptador ou cabo AT -> PS2 (teclados);
  • Adaptador PCMCIA -> CompactFlash;
  • Adaptador IDE -> CompactFlash (conforme bem lembrado no comentário de Luciano);
  • Adaptador de fonte ATX 20 pinos para ATX 24 pinos;
  • Adaptador PS2 -> USB (aquele usado exclusivamente para mouse);
  • Adaptador SD -> Micro SD;
  • Adaptadores de tomada diversos (do novo padrão brasileiro para o antigo, por exemplo);
Conversor: É um dispositivo "ativo", pois requer ser ligado a uma fonte de energia ou rouba uma energia significativa de uma das interfaces envolvidas. Em geral possui componentes eletrônicos ativos, mas nem sempre, como no caso de um conversor 220V -> 110V. Dificilmente você vai conseguir construir um conversor em casa sem ter bem mais conhecimento, material e ferramentas do que o necessário para se fazer um adaptador.

De outra maneira: o conversor, como o próprio nome diz, muda o que passa por ele. De tal forma que se torna "outra coisa". Algumas vezes nem mesmo é possível converter de volta para o formato de entrada.

Exemplos de conversores:
  • Conversor PAL-M -> NTSC (também chamado de "transcodificador");
  • Conversor de YPbPr para VGA; - Note que o anúncio diz "component video to VGA" o que é outro problema de definição já que VGA também é uma forma de "component video".
  • Conversor de YPbPr para CVBS e S/Video;
  • Conversor HDMI -> SPDIF - Na verdade é um switch HDMI com um conversor embutido;
Edit: também é possível explicar a diferença da seguinte maneira: adaptadores promovem mudanças físicas, enquanto conversores promovem mudanças físicas e elétricas.

Exemplos de dispositivos cuja denominação gera polêmica:
  • Conversor USB -> IDE;
  • Conversor USB -> SATA;
  • Conversor IDE -> SATA; 
  • Conversor USB -> RS232;
  • Conversor USB -> Paralela;
  • Conversor USB - Ethernet.
Na verdade, quase tudo plugável a uma porta USB que ofereça outra porta na outra extremidade é insistentemente chamado de "adaptador" mesmo por alguns fabricantes. Isso é tão generalizado que você pode me flagrar em um ou outro momento chamando uma dessas coisas de "adaptador", embora claramente elas se enquadrem como conversor considerando as definições dadas por mim.

Em não estou tentando forçar minhas definições em ninguém, nem garanto que não tenham furos (elas tem). Mas quando eu disser "não existe adaptador..." tenham estas definições em mente, pois para mim isso é muito diferente de dizer "não existe um conversor...".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O overclock do Celeron E3200.

É muito fácil fazer um overclock no Celeron E3200. A sua freqüência nominal é de 2.4GHz com um FSB de 266MHz. Dá para aumentar bastante essa freqüência apenas mexendo no FSB.

Testes feitos na MSI G31M3-L V2 (MS-7529), usando memória DDR2 800:

Default:
EIST Enabled
FSB 200 (2.40GHz)
FSB/Memory Ratio: Auto (DDR Frequency = 800MHz)

Usei por semanas:
EIST Disabled
FSB 266 (3.20GHz)
FSB/Memory Ratio: 1:1:50 (DDR Frequency = 798MHz)

Não deu certo:
EIST Disabled
FSB 275 (3.30GHz)
FSB/Memory Ratio: 1:1:50 (DDR Frequency = 825MHz)
No primeiro dia, tive dois ou três crashes do Explorer, mas estava em dúvida sobre a razão, mas no segundo dia ao voltar da hibernação deu um STOP 0x000000D1 (DRIVER_IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL) em tcpip.sys, que tenho boas razões para crer que seja culpa do overclock.


O consumo de energia

Isso foi inesperado. A diferença no consumo de energia visto pelo PMM2010 entre o processador operando a 2.4GHz ou a 3.3GHz foi mínima. Apenas com o processador operando a 100% o PMM2010 indicou um aumento de 10W no consumo. De 0 a 50% não há diferença mensurável.

Use como referência minhas medições com o E3200.

Desempenho

Aí a diferença já foi mais fácil de medir. Por enquanto eu só fiz testes com o SuperPI. Todos os cálculos para 8M.

@2400MHz


@3200MHz


@3300MHz


Note que a 3.3GHz o cálculo termina 30s mais cedo. Se eu não me enrolei na matemática isso dá um ganho de 11%. Era de se esperar mais já que a diferença entre as freqüências é bem maior, mas ainda assim muito bom para quase nenhum aumento no consumo de energia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sintonizador de TV USB Pinnacle PCTV HD Pro (801e)






Eu ganhei esse sintonizador de um cliente que trouxe dos EUA. Não vou fazer um review completo (O gadgeteer tem um review simples do aparelho, com fotos.) porque não é um produto fácil de adquirir no Brasil e não está à venda na Deal Extreme (a única exceção que faço). Mas para o caso de alguém ter uma oportunidade de importar um (edit: se sair barato) eu vou citar algumas coisas importantes que descobri com o uso:
  • Apesar disso não estar listado em lugar algum e o fabricante deixar explícito que o aparelho é NTSC, o sintonizador também é compatível com PAL-M;
  • Óbviamente, você só poderá usar a parte analógica do sintonizador. Ele também é sintonizador digital, mas para o padrão americano de TV digital;
  • Só tente usá-lo se você tiver um computador moderno e relativamente poderoso.  No Sempron 2300+ ou no mobile Sempron 3400+ (Pavilion DV6110BR) o software acaba usando entre 80 e 100% da CPU e mesmo que você não use o computador para mais nada ainda fica cortando o som. Funciona bem no Celeron E3200, consumindo "apenas" 25% da CPU, divididos entre o software e Deferred Procedure Calls;
  • O sintonizador só precisa  de uma porta USB para operar. Assim seu consumo é limitado a 5Vx500mA=2,5W. Porém como o software impõe uma carga considerável na CPU o consumo real no meu Celeron E3200 é de aproximadamente 10W, medido pelo PMM2010. Edit: Em tela cheia o consumo aumenta mais 10W (Total: 20W). Muito menos que os 130W da Philips Cineos do meu quarto, que pretendo usar apenas para assistir a filmes agora;
  • Funciona também no Windows Seven x86, mas não sem dar trabalho;

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A conexão DVI do Proview AR2238AFJW.

Nota: Eu acho que quando os fabricantes adotam nomes de modelo impronunciáveis e "indecoráveis" como esse temos uma rara situação onde a engenharia teve voz mais ativa que o marketing. E acho que o marketing faz isso só para poder "passar na cara" depois que a engenharia não deveria dar palpites.

No meu post anterior sobre esse assunto eu havia dito que não houvera jeito de fazer o monitor funcionar a 1680x1050 pela conexão DVI com minha Radeon 9550. O que eu esqueci de dizer é que eu já havia feito testes conectando o monitor a um DVD player com conexão HDMI (o monitor vem com um cabo DVI-HDMI) e a conexão nesse caso funciona até mesmo a 1920x1080.

Claro, a resolução nativa do monitor continua sendo 1680x1050. Mas ele aceita o sinal FullHD e exibe a imagem normalmente, provavelmente aplicando um descarte simples de linhas e colunas. O que para mim é bem melhor do que ficar olhando para uma tela preta com a mensagem "resolução não suportada". Apertando o botão Menu o monitor mostra "1920x1080", que é a resolução que está entrando no monitor.

Isso demonstrava que o monitor suportaria 1680x1050 na DVI. Foi por essa observação mais o fato de que eu, pesquisando no Google, encontrei outros proprietários de Radeon 9550 com esse problema e nenhum proprietário de AR2238AFJW fazendo reclamações que eu insistia que o problema era na Radeon e não no monitor.

Hoje eu separei um tempo para repetir meus testes. O meu antigo PC (Sempron 2300+, Radeon 9550, KT6V) foi preservado quando fiz meu upgrade para um dual core, incluindo toda a instalação do Windows (que eu clonei para um HDD maior), então eu poderia anotar exatamente todas as versões de drivers e outros detalhes que poderiam ser importantes, antes de susbstituir a placa de vídeo por uma outra que eu havia providenciado. Mas, para a minha surpresa, desta vez o monitor funcionou a 1680x1050 na DVI da 9550 desde a primeira tentativa.

A única diferença digna de nota entre a situação de antes e a situação agora é que desta vez o PC está dentro de um gabinete. Nota para os novatos no blog: meus PCs pessoais costumam ser bem arejados.

Faz sentido. A falta da blindagem proporcionada pelo gabinete poderia estar impedindo a DVI de operar sem erros na frequência necessária para chegar a 1680x1050. Mas como o nosso amigo, o Método Científico, vive me lembrando que "fazer sentido" não prova nada, retirei a motherboard do gabinete para refazer o teste.  Continuou funcionando a 1680x1050 na DVI.

Conclusão: Além de comprovar que o AR2238AFJW não tem nenhum problema para suportar 1680x1050 em todas as entradas, não cheguei a nenhuma. Por ora eu apenas registrei que caso não seja possível chegar na resolução esperada de um monitor via DVI/HDMI, checar a blindagem. Outro teste que pretendo fazer é espetar uma placa PCI-E com DVI no meu novo PC (que naturalmente não está em um gabinete e herdou a mesma gambiarra do outro) e verificar se o problema se repete.

sábado, 28 de novembro de 2009

Me acostumando com um monitor LCD.

Lembrem-se: eu ainda prefiro CRT. Infelizmente o mercado me deixa sem escolha.

Meu LG T930B (CRT, 19") já havia pifado há algum tempo (problema sem conserto viável) e eu estava preso a monitores de 17" de novo. Para quem estava acostumado a trabalhar a 1600x1200 é difícil re-acostumar com os limites de uma tela a 1280x1024. E para piorar, um por um os meus monitores de 17" começaram a apresentar problemas intermitentes.

Embora os monitores ainda estivessem funcionando, comecei a ficar atento às alternativas (sempre sai mais caro quando você tem que achar com urgência) e um dia esbarrei numa promoção do Hiper Bompreço (WalMart): Monitor LCD Proview AR2238AFJW (22", 1680x1050, DVI e VGA) de R$699 por R$399. E em 12x "sem juros" como é habitual no Hiper.




Eu fiquei desconfiado. 1680x1050 não sai assim "barato" em LCD e a marca Proview nunca me inspirou muita confiança em monitores (apesar de terem fabricado o impressionante DivX player DVP858) . Decidi pesquisar em casa (que falta me faz às vezes uma conexão à internet portátil) e me surpreendi: o preço normal do monitor era mesmo R$700 (à vista) e vi mais de uma pessoa falando bem dele.

Voltei dois dias depois ao Hiper com um vídeo e fotos em um pendrive para testar. Por sorte o PC conectado ao monitor não tinha senha e todos os vendedores estavam ocupados, por isso fiquei livre para fazer testes. Me surpreendi ao não perceber nenhum defeito óbvio na exibição do vídeo, mesmo olhando o monitor por diversos ângulos diferentes. O monitor realmente parecia "valer" os R$700 do seu preço normal.

Comprei e desde julho é meu monitor principal. Até fiz uma gambiarra para remover a base e fixei o bicho na parede (ele não é feito para isso), ganhando toda a superfície da minha mesa (para ampliar a bagunça, claro). Não tenho muito do que reclamar, mesmo usando apenas a VGA. Tentei usar a DVI mas o monitor não se entendeu com minha placa de vídeo Radeon 9550. Pela VGA ela conseguia ir a a 1680x1050, mas pela DVI, não.

Ainda é possível ver artefatos ao exibir filmes que eu não veria no CRT, mas eles não incomodam tanto (até mesmo porque não tenho mais um CRT do lado para comparar) e o grande ângulo de visão me faz até esquecer, durante a maior parte do tempo, que estou em frente a um LCD. Um exemplo típico é a tela do GMAIL: Numa grande parcela dos monitores LCD se eu estiver de pé ao lado do monitor mal consigo distinguir que há uma nova mensagem não lida. No AR2238AFJW  é quase tão "claro" quanto era nos meus monitores CRT.

R$700 ainda é um valor que considero alto mas se eu encontrasse novamente por R$399, compraria outro para usar em modo multi-monitor, sem pensar muito.

Como saber que processo está usando uma porta serial.

Nota: Se você leu o título e pensou "mas quem é que ainda usa portas seriais?" deve ser novo aqui neste blog.

Eu esbarrei no problema fazendo testes com o Windows Seven. Nenhum dos programas para portas seriais que eu tinha (incluindo os feitos por mim mesmo) funcionava, não importando o que eu fizesse. A princípio achei que fosse frescura do Seven, mas fiquei intrigado ao não encontrar nenhuma menção a isso em uma rápida busca no Google.

Será que havia algum processo usando a porta? Não era para haver, porque a instalação era recente e eu não havia instalado nada consciente de que usasse portas seriais. O indispensável Process Explorer me deu a resposta. Basta usar Find - Find Handle or DLL... para procurar por "serial":

Edit: O Seven tem seu próprio meio de ver isso, sem requerer o Process Explorer. Mas falarei sobre isso depois.



\Device\Serial0 é o que costumamos chamar de "COM1", que é justamente a porta que eu não estava conseguindo usar. Basta clicar na linha com o processo para o PEx mostrar o processo na sua janela principal. Lá basta passar o mouse por cima do nome para ver quem é:



Este é o programa que meu sintonizador de TV instalou para monitorar o seu controle remoto. O danado (e por isso eu nem pensei nele) é que o controle é USB e então o programa não deveria estar abrindo minha porta serial.

Depois de "matar" o processo o problema foi resolvido.

Mais tarde eu constatei que o programa tinha as duas opções (USB e serial) e por algum motivo se configurou para a opção errada no Seven. Eu havia instalado o mesmo programa antes no XP, onde ele havia se configurado para a opção certa, por isso nem sabia que existiam opções.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Meus upgrades e as forças por trás deles.

Se dependesse de gente como eu, os fabricantes de motherboards e processadores iam ter que trabalhar muito mais para ganhar dinheiro :)

 "Eu"

Eu não sou rico e não ganho muito. Eu cobro por hora e só trabalho por indicação, por isso tenho poucos clientes (quem pensa que eu uso o blog/site para atrair clientes, está enganado). E como eu resolvo os problemas e ensino os clientes a não terem eles de novo, em geral só sou chamado para resolver problemas novos. O que ganho hoje mal paga minhas despesas fixas mensais, por isso todas as minhas "extravagâncias" saem da aplicação bancária que fiz quando fui demitido em 2006.

Muita gente fica fazendo upgrade de máquina constantemente porque vende o que tem (às vezes como se fosse novo) para renovar a cada x meses. E o upgrade então sai praticamente de graça. Eu não faço isso.

Eu não jogo, não porque não goste, mas porque gosto demais. Apesar de ter "tempo sobrando" (o mesmo que todo desempregado) tenho muita coisa para estudar. Quando eu decido jogar um pouco de starcraft pensando "só por uma hora" acabo passando um dia inteiro. E jogos são a principal força por trás dos upgrades domésticos.

Eu sempre tive muito mais "atração" por coisas mais "exóticas" (e, na minha opinião, mais úteis) como usar três monitores no mesmo PC, do que por poder de processamento. Exemplo real de uma de minhas mesas de trabalho:





História

O meu primeiro grande upgrade ocorreu por volta de 2001. Até então eu usava um Pentium 233MMX com 32MB de RAM com pelo menos uma placa de vídeo Diamond 3D PCI (eu já usava múltiplos monitores nessa época, então eram duas ou três placas de vídeo ao mesmo tempo) e uma monster 3D 2 para jogar. Eu vinha satisfeito com isso e resisti facilmente ao Pentium 2 e ao Pentium 3. O que me levou ao upgrade foi o fato de que é impossível assistir DivX em um Pentium MMX e até então eu não havia experimentado isso.

Então eu fiz o upgrade. Continuei usando a mesma placa de vídeo, mas em um Duron 950 com 128MB de RAM, socket 462.

De lá para cá pequenos upgrades (edit: de vídeo) ocorreram. Quando eu descobri a diferença que a placa de vídeo fazia na exibição de DivX eu fiz a troca por uma AGP, possivelmente Geforce MX200. Ao mesmo tempo a Monster 3D deixou de ser necessária.

Até então eu usava Windows 98SE com dois ou três monitores e estava satisfeito. Nessa época eu já criara o hábito de ter dois computadores, porque achava (e ainda acho) que ter dois PCs "de segunda classe" é melhor que ter um único PC "top". Meu antigo hábito de acumular HDDs me fez comprar uma SOYO Dragon Plus usada (acho que na época uma nova custava R$500) para poder usar suas quatro interfaces IDE. Comprei um processador Athlon XP 1600 para ela.

Em fevereiro de 2004, por necessidade de trabalho (de técnico freelance, pois na fábrica eu nem podia entrar com um) eu comprei um notebook HP Pavilion ZE5375US, baseado em P4 2.4GHz, que já veio com o Windows XP Home. Só não instalei o Windows 98 nele porque não havia drivers. O notebook era a coisa mais rápida que eu tinha até então, mas na maioria das coisas que eu fazia, não fazia diferença frente ao Athlon 1600.

Nota: Em 2002 eu já havia aprendido a detectar e contornar o problema de recursos do Windows 98. E em 2003 eu escrevi o meu software "Keep" para me ajudar nisso. Eu nunca precisei mesmo "reiniciar várias vezes por dia" (uma eterna crítica que fazem a todas as versões do Windows, mas que só do 9x para trás se aplica), mas depois que aprendi a gerenciar os recursos até os crashes "inexplicáveis e aparentemente aleatórios" (sempre em GDI e USER) acabaram. Para mim o 98 era perfeitamente estável e até usei como servidor na fábrica uma vez.

Mas no final de 2004 eu descobri a diferença que o Windows XP fazia na velocidade das IDE (eu nem havia notado ainda a diferença na rede), o que me convenceu a mudar de SO em todos os meus PCs. Isso, claro, porque já havia saído o SP2, removendo vários bugs irritantes. Fui mudando de processador gradativamente, incentivado pelo fato de que o socket 462 ainda não havia morrido e acabei chegando ao Sempron 2800+  em junho de 2006. Nesse mês eu fui demitido (e continuo desempregado até hoje) e se eu já não gostava de upgrades desnecessários, a falta do dinheiro "certo" todo mês me deu mais um incentivo para me adaptar ao que eu tinha. Eu não me lembro por que fiz um downgrade para o sempron 2300+ que estava usando até esta semana, mas não foi por falta de dinheiro. Acho que eu coloquei-o para testes e acabei esquecendo.

Em fevereiro de 2007 meu notebook pifou, me deixando com dois computadores "apenas" (eu estou falando dos meus "pessoais", pois sempre existiram mais PCs na casa). Em algum ponto de 2008 eu me desfiz de um dos computadores (desmontei e vendi algumas peças) para reduzir meu consumo de energia e ganhar espaço na mesa.

E agora fiz o meu upgrade mais significativo desde a mudança de Pentium MMX para Duron 950: Um Celeron E3200 dual core. E minhas razões estão explicadas naquele texto. Como disse o Ygor, não é "uma Ferrari", mas eu nunca quis mesmo ter computadores "top". E a Ferrari de hoje é "upgrade modesto" daqui a um ano.

Com a ajuda de Rafa Librenz, que já ajudou a baratear bastante meu upgrade recente (e necessário) de HDDs, logo eu terei mais um dual core (modesto) para "brincar" :)

Eu nunca...
  • ...cheguei a usar um Pentium 2 ou um Pentium 3. Quando eu cheguei a "ter" essas coisas, até eu já os achava lentos e obsoletos;
  • ...cheguei a usar um Athlon 64;
  • ...cheguei a precisar de "water cooling";
  • ...usei uma fonte que não fosse a mais barata da loja (e nunca tive problemas);
Edit: Também nunca...

  • ...usei o Windows ME
  • ...usei o Windows 2000 (no desktop)

    quarta-feira, 18 de novembro de 2009

    Celeron E3200 (dual core): Primeiras Impressões.

    Há muito tempo meu computador principal era um Sempron 2300+, com 1.5GB de RAM. No geral, é uma máquina perfeitamente capaz, mas estava progressivamente "restringindo meus movimentos". O pior dos problemas é nos meus hábitos de navegação: O Firefox com 200 abas abertas fica meio difícil de domesticar, mesmo usando o noscript.

    Então finalmente decidi dar outra finalidade à minha velha máquina e fiz o seguinte upgrade (de resto mantive o que eu já tinha):
    Os seguintes benefícios já ficaram evidentes:
    • O Firefox iniciando com 200 abas consumia 100% do Sempron 2300 por vários minutos (dependendo da velocidade da conexão e conteúdo das páginas). Agora a demora é a mesma, mas a carga é quase irrelevante me permitindo fazer outras coisas enquanto espero;
    • O Firefox em idle no Sempron 2300 dava surtos de 80% da CPU e consumia na média pelo menos 20%. No E3200 o consumo médio desapareceu do gráfico. Os surtos ainda existem e embora cheguem a 30% não estão atrapalhando o resto do meu trabalho como ocorria antes;
    • A própria nevegação está mais rápida. O Firefox renderiza as páginas nitidamente mais rápido agora;
    • Agora um filme x.264 de 1080p consome no máximo 50% (edit: número suspeito. vou investigar) da CPU. No sempron o filme consumia toda a CPU e ainda era "inassistível";
    • O consumo de energia do E3200 é metade do que eu consumia antes. O que implica também em menos calor e menos barulho (agora eu mal ouço o cooler do processador);
    • Operações de cópia nos HDDs consumiam uma quantidade considerável de CPU. Agora nem fazem cócegas;
    • Os HDDs SATA ficaram mais rápidos. Treediff (que uso quase diariamente em testes de integridade) acusa velocidades de pico de 100MB/s no mesmo HDD que nunca passou dos 80MB/s na outra placa. De cabeça, não me lembro de nada maior que 60MB/s, mas aí a diferença fica tão grande que estou duvidando das minhas lembranças. E eu nem estou usando SATA 300 ainda (a antiga motherboard só reconhecia SATA150 por isso todos meus HDDs ainda estão configurados para isso); Edit: Não houve mudança perceptível na velocidade dos HDDs só com a mudança de motherboard e CPU. Eu tive essa impressão porque ainda não tinha testado esses HDDs SATA e estava com os números de um HDD antigo na cabeça;
    • Um problema (suponho que seja na arquitetura) do meu firewall preferido faz com que qualquer atividade de rede gere um consumo exagerado de CPU na forma de DPCs (só é visível usando o Process Explorer). Com o E3200 esse consumo ainda existe e continua alto (uns 20% usando a máxima capacidade da rede), mas não o suficiente para me impedir de fazer outras coisas, como acontecia usando o Sempron;
    • O simples fato de usar um dual core me protege de aplicações (single thread) mal comportadas querendo usar 100% da CPU. O Willem Eprom, por exemplo, não consegue mais usar mais que 50% da CPU, porque está confinado a um core;
    É uma pena que o Windows de 32 bits (não estou disposto a encarar as frescuras do Windows de 64 bits no meu PC principal.) me limite a não mais que 4GB de RAM (3GB na prática). Eu imagino que agora finalmente tenho poder de fogo para fazer um uso decente do Vmware.

    Edit: o Windows Experience Index desta máquina no Windoows Vista SP2:



    E no Seven:

     


    O problema:

    Quando você cria software, ou mesmo fala sobre o assunto, ter uma máquina poderosa é sempre uma faca de dois gumes. Eu não quero que meus leitores ou usuários de meus softwares tenham uma experiência inferior só porque estão com um hardware mais modesto e que de outra forma é perfeitamente aceitável. Eu vou ter que ficar atento a isso, mas inevitavelmente eu vou deixar de notar alguns problemas.

    quinta-feira, 17 de setembro de 2009

    A PCWare fornece BIOS errado em seu site.

    OU: Atualizar por atualizar é uma tremenda roubada!
    OU: Tá funcionando? Não mexa!

    Eu recebi uma PCware 945GC-X para regravar o BIOS e fui avisado pelo Wagner (outro técnico, que deve ser o único "cliente" que tenho a ler este blog) de que a placa havia morrido após a instalação de um BIOS errado pelo seu cliente. Sintoma: liga o ventilador, mas nem mesmo bipa. Testei com uma placa de diagnóstico e vi que existia vida na motherboard, mas o teste parava com o código "45" no display.

    Por precaução e para permitir um estudo posterior do problema, eu sempre leio o BIOS da placa (por mais corrompido que possa estar) antes de fazer a gravação do novo BIOS; e para a minha surpresa ele era byte-por-byte idêntico ao fornecido pela PCWare para essa placa.

    As seguintes hipóteses me ocorreram:
    1. Eu também estava baixando o BIOS no lugar errado;
    2. O BIOS disponibilizado pela PCWARE estava errado;
    3. Por uma enorme coincidência, a placa pifou logo após a gravação. Beeem improvável.
    Então eu abri o arquivo fornecido pela PCware em um editor hexadecimal para ver se encontrava alguma pista e me surpreendi mais ainda ao dar de cara com isto:



    "Lenovobios"? Desde quando a Lenovo fabrica (ou desenvolve BIOS de) placa-mãe?

    A hipótese 2 ganhou força: Por mais absurdo que pareça, a PCware colocou um BIOS de notebook Lenovo no lugar do BIOS de sua motherboard. Não poderia encontrar um modo melhor de detonar remotamente o seu produto.

    Por e-mail Wagner me disse que em funcionamento essa placa mostrava o logotipo de outro fabricante (na hora ele achou que fosse ECS) e sugeriu que eu procurasse por pistas na placa de quem poderia ser a verdadeira fábrica. Eu encontrei duas etiquetas com o código MS-7267-190, que de cara me pareceu um código MSI. Uma rápida pesquisa me levou à MSI 945GCM5-L V2 que, ignorando pequenos detalhes, era idêntica à placa nas minhas mãos.

    Como eu cobro por operação de soldagem e esse tipo de chip (SPI flash SMD - Winbond 25X040) não pode ser colocado em soquete (não sem uma gambiarra), esperei autorização de Wagner para "chutar" e gravei o firmware mais recente da MSI.

    It´s aliiiiiiiiiiive! :)



    Problema resolvido. Mas não graças à PCware.

    24/09/09: Não, o problema ainda não está resolvido. Segundo Wagner a placa está travando no POST (eu só testei até dar imagem). Talvez esse ainda não seja o BIOS correto. Pretendo fazer novos testes.

    domingo, 21 de junho de 2009

    A curiosa placa-mãe Foxconn LCIA (Lima).

    Examinem com atenção esta foto:
    Esta é possivelmente uma placa Mini-ITX. 

    Notem que:
    • Só há um slot para memória;
    • A placa é pouco maior que um módulo de RAM;
    • Só há um slot PCI e nenhum AGP ou PCIe;
    • Só dois conectores SATA e nenhum conector IDE ou de floppy;
    • Não há conector de porta paralela ou serial;
    • O processador aparentemente usa ventilação passiva. Não há cooler na foto, nem um modo óbvio de se fixar um.
    O que realmente se destaca nessa placa (e é por isso que eu a estou mencionando aqui) é que apesar de ser limitadíssima fisicamente, consegue reproduzir um BDRIP x.264 de 1280x528 usando menos de 40% da CPU. Na primeira oportunidade (está no PC de um cliente) eu vou medir o seu consumo de energia e como ela se comporta com x.264 de 720p e 1080p. Eu quero julgar se essa placa serviria para se montar um HTPC caso se possua uma TV com entrada VGA.

    A descrição completa dessa motherboard está aqui, onde você pode constatar que o processador é um Celeron 220 soldado. Tem drivers para Windows XP.

    Esta placa é usada pelo menos nos seguintes PCs Compaq:
    • SG3415BR 
    • SG3410BR
    • SG3611BR
    Mas esses são desktops "normais" (grandes). Pelas suas dimensões, imagino que essa placa deve ser usada em outros modelos "compactos" da HP/Compaq também.

    terça-feira, 12 de maio de 2009

    Monitor LCD AOC 511Vwb por R$278 no Hiper.

    E nas habituais 12x "sem juros" e sem desconto à vista do Hiper (Wal-Mart).

    Na verdade, estava por R$269 até o domingo, quando eu comprei um.

    Não é segredo que eu não gosto de monitores LCD, mas eu comprei este por causa de um conjunto de características que me agradou:
    • Acima de tudo, o preço razoável;
    • Alimentação externa de apenas 12V. E essa tensão específica é muito conveniente;
    • Consumo significativamente baixo. Nominalmente são 15W, mas quando medi com o PMM2010 no escritório de um cliente fiquei surpreso ao ver que o medidor não saia nunca de 00.00 (o que sugere um consumo menor que 10W). Para uso em casa a diferença de consumo LCD/CRT é a menor de minhas preocupações, mas eu estou com um olho em adaptações para carro;
    • Muito fino e leve. O review do Paulo Couto no ForumPCs ressalta isso;
    • Base inclinável a até 90 graus, de forma que o monitor pode ser facilmente fixado numa parede (ou no teto de um carro, podendo ficar alinhado com o teto quando fora de uso);
    • Já foi adaptado com sucesso em projetores DIY como o deste projeto. Não deixe de ver as incríveis projeções aqui;
    Outro dia eu vou falar sobre o que achei do meus monitores (eu comprei outro no dia seguinte). Este post foi só um "teaser" :)

    segunda-feira, 11 de maio de 2009

    Uma rápida olhada no PC CCE Solo S335B.

    Eu vi esse PC no Hiper (Wal-Mart) da Av. Recife e, além do fato de ser um PC completo embutido em um monitor LCD, uma característica especial me chamou a atenção: A fonte externa de 20V x 3.25A (65W).

    Eu não fiz maiores anotações no local porque eu esperava encontrar todas as especificações na internet. Para meu espanto, não existe nada. Só encontrei informações sobre o modelo S447W, que pelo menos por fora é bem parecido:



    Além da fonte, eu só reparei no fato de que vinha com Windows Vista, era um dual core (acho que Core 2 duo), tela wide de pelo menos 15", tinha drive de DVD, wi-fi, várias portas USB e era relativamente leve e fino.

    Edit: Voltei lá e anotei as especificações
    • Windows Vista Starter;
    • Intel Dual Core (não especifica modelo);
    • Tela 15" wide;
    • HDD 120GB;
    • 2GB RAM DDR2 667MHz;
    • Edit: Webcam integrada de 1.3mp (e de boa qualidade);
    • 4 portas USB;
    • Gravador DVD;
    • Saída VGA;
    • Wi-Fi;
    • Ethernet 10/100;
    • Modem;
    • Conectores Mic e Phone;
    • Leitor de cartão não identificado.
    Meu foco ao examinar o produto era sua possível utilização em um carro, alimentado por um conversor DC-DC como este aqui, para evitar as perdas na transformação de 12V em 110V e depois de volta para as tensões do computador.

    Eu também constatei que possivelmente dá para inverter a base e fixar o monitor no teto do carro.

    O preço é um tanto salgado: R$1700 (em 12x "sem juros" e sem desconto à vista, como é habitual no Hiper). Edit: Estava em promoção hoje (12/05) por R$1498. Dá para comprar um bom notebook com esse dinheiro, que também pode ser usado no carro. O problema é que o teclado fixo do notebook é um incômodo (Se desse para comprar um tablet por R$1700...) e a idéia é usar teclado bluetooth, que pode ficar guardado em algum lugar enquanto não é necessário e um controle remoto qualquer sem fio para o uso normal.

    É bom deixar claro que minha intenção não é apenas ver DVD no carro. Para isso telas de 7¨ são boas o suficiente. Eu quero ter um PC de verdade no carro, rodando Windows (a versão que for mais adequada) que eu possa usar para consultar a internet na rua (Google Maps, e-mail, etc) , possívelmente ligado a um módulo GPS. E que crie o menor stress possível no sistema elétrico do veículo. O fato de que com isso eu também ganho um DivX Media Player imbatível (nenhuma solução pronta ganha para as customizações que você pode fazer em um PC) é um considerável bônus. :)

    Mas ainda está umas centenas de reais acima do meu orçamento :(

    sexta-feira, 10 de abril de 2009

    O mito em torno de "Remover Hardware com Segurança".

    Este mito é bem recente. Nem de longe é tão antigo (e difícil de combater) quanto o mito da necessidade de estabilizador, que impera no Brasil desde o PC XT (1982). Eu diria que ele começou a se formar em 2000, por causa do Windows 2K, mas só ganhou força mesmo com a popularização do Windows XP e, principalmente, dos pendrives.

    A maioria das pessoas parece acreditar que se você desplugar um pendrive do computador sem primeiro seguir todo o ritual envolvendo o ícone "Remover Hardware com Segurança" (vou chamar de "RHS" daqui em diante), uma ou mais dessas catástrofes vai acontecer:
    • Vai fritar o pendrive;
    • A porta USB vai pro beleléu;
    • Seu gato vai morrer de fome;
    • Um tsunami vai varrer Brasília (humm... se fosse só no Congresso...);
    • etc..

    O engraçado é que a maioria nem sabe qual o real motivo para o procedimento existir. Para mim toda essa preocupção é desnecessária e até cômica (como quando alguém faz aquela cara de espanto quando puxo meu pendrive de vez).

    Quando você segue o ritual, o Windows se certifica do seguinte:
    • Que nenhum arquivo no pendrive esteja em uso. Se estiver, diz que você não pode fazer a remoção;
    • Que não haja nenhuma operação de escrita (cache) pendente para ele.;
    Para evitar que você siga o procedimento, demore a retirar o pendrive e acabe fazendo algo perigoso para os dados nesse meio tempo, o Windows desconecta o pendrive logicamente (até onde sei, não é uma desconexão física) e ele some do Explorer. Pode ser até que o Windows faça mais alguma coisa, mas não acredito que seja relacionada com hardware.

    Elementos que confirmam minha crença:
    • Apenas dispositivos do tipo "mass storage" habilitam o procedimento RHS. Sua webcam aparece na lista de dispositivos a remover com segurança? E a impressora? E o adaptador Bluetooth? Mouse e teclado também não? O que exatamente existe de "mais delicado" entre um pendrive e um (mais caro) adaptador bluetooth USB para que eu possa remover este último sem precisar me preocupar com nenhum ritual preparatório?;
    • A Microsoft, aprendendo com as reclamações oriundas do Windows 2000, desligou no XP (por default, mas pode ser religado) o cache de escrita para discos removíveis e eliminou a mensagem de alerta. Assim você puxa de vez o pendrive e não recebe mais aquele aviso chato do Windows 2000. Se o problema fosse relacionado com hardware eu não creio que a MS teria seguido por esse caminho e sim teria reforçado os avisos.
    Esta é a (irritante) mensagem que aparece no Windows 2000 sempre que você puxa o pendrive sem seguir o procedimento RHS:


    Esta mensagem aparece apenas para dispositivos "mass storage". Se você usa Windows 2000 puxe o cabo da impressora, do mouse, do teclado, da webcam... e veja se o Windows faz a menor objeção.

    Perceba que o texto da mensagem não menciona dano ao hardware. "Falhas no computador" é uma expressão genérica que não está centrada em hardware. O fato é que puxar o pendrive com um arquivo aberto pode fazer com que o programa que usava esse arquivo tome diversas atitudes que vão desde uma inócua mensagem de erro até entrar em um loop consumindo 100% da CPU e travando o computador. Nada a ver com hardware, mas produz uma "falha no computador" assim mesmo.

    Eu tentei encontrar evidências do ponto de vista eletrônico para a alegação de que simplesmente puxar o pendrive pode danificar o hardware, mas não encontrei nenhuma. Pelo contrário: USB é e sempre foi explícitamente uma tecnologia "hot plug". Não existe "hot plug" se você tem que pedir permissão para remover o dispositivo. E no plug USB os pinos de alimentação são propositalmente mais longos que os de dados justamente pensando nisso.

    Na especificação USB (documento oficial do padrão) eu só encontrei citações que reforçam o meu ponto de vista (destaques em negrito são meus):

    4.6 System Configuration

    The USB supports USB devices attaching to and detaching from the USB at any time. Consequently, system software must accommodate dynamic changes in the physical bus topology.

    ...

    7.2.4.2 Dynamic Detach

    When a device is detached from the network with power flowing in the cable, the inductance of the cable will cause a large flyback voltage to occur on the open end of the device cable. This flyback voltage is not destructive.

    ...

    9.2.1 Dynamic Attachment and Removal

    USB devices may be attached and removed at any time. The hub that provides the attachment point or port is responsible for reporting any change in the state of the port.

    Como experiência adicional (mas não muito científica), eu coloquei um multímetro na alimentação de uma das portas USB do meu PC e me certifiquei de que media 5V, conectei um pendrive nessa porta e segui o procedimento RHS para fazer a ejeção. O Windows "desconectou" o pendrive, mas em nenhum momento a tensão no mesmo deixou de ser 5V. Ou seja: se você acredita que o procedimeno remove a alimentação do pendrive, está enganado. Isso pode até ser verdade em alguma placa-mãe, mas eu honestamente duvido disso.

    A fé nesse mito já se espalhou para longe das fronteiras da informática. E por isso já tem gente por aí inventando seu próprio ritual para conectar e desconectar pendrives nas portas USB de DivX players. O fato de não existir uma opção "ejetar USB" nesses aparelhos deveria servir de dica de que o procedimento não é necessário, mas a fé no mito é tão grande que algumas pessoas preferem acreditar que os fabricantes de DivX players (Philips, LG, Pioneer, etc) não estão dando a devida atenção ao problema.

    Fato: Desconectar um pendrive repentinamente pode (não necessariamente vai, a não ser que você use Linux) fazer com que você perca os dados que estava escrevendo (veja nota abaixo) nesse pendrive. Se você conectou o pendrive apenas para ler seu conteúdo, nada vai acontecer (nem ao hardware, nem aos seus dados) se você desconectá-lo repentinamente.

    Nota: conforme foi bem lembrado nos comentários, todo o conteúdo do pendrive pode ser perdido e não apenas o que você estava escrevendo. A FAT pode ser corrompida e requerer formatação especial.

    Até que alguém apareça com evidências técnicas do contrário, o resto para mim é mito.

    quinta-feira, 12 de março de 2009

    Dead Pixels e classes de monitor LCD.

    Estes são textos antigos (16ago2006), que escrevi no Forumpcs. Estou apenas trazendo aqui para o blog porque vivo perdendo o rastro de onde estão na hora de me referir a eles. Além disso, por que raios eu vou fazer um link para lá quando o texto é meu? ;)


    Texto1
    -------------------------------------------------------------
    Antes de sair reclamando (sobre dead pixels), acho que é importante conhecer o conceito de classes nos LCDs.

    Para simplificar, podemos dizer que cada pixel em uma tela TFT depende de três transistores, cada um chaveando uma das cores básicas (vermelho, verde e azul). Então, numa tela LCD de 1024x768 temos:

    786 432 pixels
    2 359 296 transistores (mais de dois milhões de transistores)

    Para uma tela de 1280x1024:

    1 310 720 pixels
    3 932 160 transistores (quase quatro milhões)

    O risco de um desses transistores pifar existe, como em qualquer aparelho eletrônico. E o processo de fabricação de displays TFT não permite o conserto de um desses transistores defeituosos, assim como não é possível o conserto de um processador. Também não permite 100% de acertos (embora chegue-se beem perto disso), por isso eventualmente sai da linha de fabricação um display que já está com transistores pifados. Uma vez feito, está feito.

    Para garantir ZERO de pixeis defeituosos, não se engane, o fabricante vai descontar as telas que não pode vender no preço das que consegue. Eventualmente, pode até vender mais barato as telas defeituosas para outros fabricantes, como a PC Chips (para equipar seus desknotes).

    Então, não é baixo controle de qualidade que faz uma tela já sair da fábrica com defeito. Simplesmente não há nada que o fabricante possa fazer a não ser descartar a tela defeituosa e dividir o custo disso com todo mundo.

    Hoje, existem quatro classes de display LCD definidas na norma ISO 13406-2, sendo a classe I a mais exigente (permite ZERO de defeitos) e a classe IV a menos exigente (permite mais de 500). Então, você pode esperar, claro, que um monitor Classe I tenha uma longevidade maior que um da classe IV, por ter sido feito com um processo mais exigente (e custando obviamente bem mais caro).

    Por exemplo, o monitor LCD 15" SAMSUNG 510N, segundo o manual (está escrito na última linha, da última página) pertence à classe II , que tolera até cinco defeitos.

    O mesmo manual aplica-se aos modelos 710T / 910T / 710N / 910N / 510T / 510N / 512N / 515V / 915V / 712N / 912N / 711T / 912T / 913N / 701T

    No manual dos SAMSUNG 750B/950B, a mesma coisa, na página 79

    Um monitor LCD que siga explicitamente (isso tem que estar na propaganda ou no manual) a norma ISO 13406-2, por default é classe I, desde que não seja especificado o contrário.

    A contagem de defeitos se baseia numa regra um pouco mais complicada que a simples contagem de pixeis. Também se leva em conta se eles estão agrupados ou não.


    Ou seja: se o monitor for ISO 13406-2 e não estiver no manual ou na propaganda a que classe o monitor pertence e este vier com pixeis defeituosos, pode reclamar que você ganha.

    Já se o manual deixar explícito a que classe o monitor pertence, a coisa já é mais complicada.

    Se a SAMSUNG realmente troca o display com um único pixel morto, mesmo sendo este da classe II ou III, palmas para ela. Mas essa política pode mudar durante a vigência da garantia, se não estiver documentada.


    Veja também:

    Garantia de Displays LCD da WAZ.COM.BR
    http://www.waz.com.br/1/garantia_lcd.pdf

    Descrição ISO 13406-2 da Viewsonic
    http://www.viewsoniceurope.com/data/63/I13406e2.pdf

    Política da Fujitsu-Siemens para notebooks e Tablet PCS
    http://www.fujitsu-siemens.co.uk/rl/servicesupport/techsupport/Lifebook/General/PixelError.htm


    A garantia da WAZ ainda informa uma coisa que eu não havia lido em lugar algum: que monitores classe I são os destinados ao uso militar e hospitalar e que os monitores comercias são classe II. Eu ainda não pude confirmar isso na norma.

    Texto2
    -------------------------------------------------------

    Sim, o problema é a omissão (da classe na propaganda do produto). Uma vez que você saiba a diferença entre as classes e que classe de monitor está comprando, reclamar depois é, pelo menos moralmente, agir de má fé.

    Podemos comparar o caso dos monitores ao das cerâmicas, que são separadas em uns quatro "tipos" (que também poderiam ser "classes") e mesmo assim, se pelo menos 95% das peças estiverem livres de defeitos superficiais, o produto é considerado adequado ao uso.

    Em um monitor LCD, isso daria pelo menos uns 100mil transistores defeituosos.

    Eu sei que são casos diferentes, já que o comprador exigente tem condição de descartar os 5% que não lhe agradam e substituir, o que não é possível em um monitor. Mas por outro lado a indústria cerâmica também teria condições de repor esses 5%, mas não o faz. O mesmo motivo dos fabricantes de monitores se aplica aqui: preço. o fabricante pode garantir um produto 100%, mas este terá que ser mais caro.

    Uma vez uma pessoa conversando comigo comentou que a venda de sombrinhas chinesas deveria ser proibida, por causa de sua suposta má qualidade. Eu concordei com a má qualidade, mas contra-argumentei que prefiro comprar uma sombrinha de R$10 e, se esquecê-la em algum lugar (o que teima em ocorrer, quando a chuva pára), não precisar me aborrecer com isso. Existe mercado para a sombrinha vagabunda de R$10 e para a de R$100.

    O caso dos monitores LCD é semelhante. O dono de loja que comprou monitores LCD apenas para dar um toque elegante às mesas precisa se preocupar com aquele pixel aceso permanentemente, da mesma forma que o profissional gráfico? Claro que não.

    Muitas vezes o monitor está exibindo um sisteminha vagabundo de baixa resolução ou mal desenhado que é muito mais desagradável aos olhos de seus funcionários que aquele pixel defeituoso.

    Existe mercado para o monitor LCD que pode vir com pixeis defeituosos e para o que não vem. O consumidor tem que saber que o problema existe e saber escolher o monitor/fabricante que atende às suas necessidades de qualidade e preço.

    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

    Conectores USB de 10 pinos.

    Confesso que eu deveria ter notado isso antes. De cara é bom lembrar que o padrão de comunicação USB só utiliza quatro fios.

    Este é um conector USB "mini-B" do mesmo tipo usado em centenas de aparelhos. Se você tem um aparelho USB portátil, provavelmente o conector é assim:


    E este é o plug correspondente, que você encontra em qualquer loja de informática:



    Perceba que são apenas cinco contatos e as lâminas de um deslizam sobre as trilhas do outro. Os dois conectores acima, até onde sei, estão dentro da especificação USB.


    Porém este é o conector USB do meu celular JC777S+:


    Você pode ver perfeitamente as cinco lâminas, mas é muito difícil ver as trilhas sem ângulo de visão e iluminação favoráveis. Dá para "acreditar" que elas estejam lá baseado em dois indícios:
    • Compare esta foto com a do conector padrão. Perceba que a ilha de plástico central é bem mais magra.
    • Note os cinco orifícios negros de cada lado da ilha. Pelos cinco inferiores passam as lâminas. Pelos outros passam as trilhas.
    O plug USB padrão encaixa normalmente no conector acima, por isso se você não prestar atenção não percebe que existe uma diferença. Eu mesmo só percebi que havia algo errado por dois motivos:
    • Os diagramas de conexão para instalação de firmware em celulares chineses mostram um conector com o formato de um mini-USB, mas com 10 pinos;
    • O plug de fone de ouvido do celular é USB e é detectado quando inserido, como acontece com um dispositivo USB qualquer, mas o fone é vagabundo demais para ter uma interface USB embutida.
    Detalhe do plug "USB" usado no fone de ouvido. A resposta está nos cinco contatos extras:



    O artigo na Wikipedia não faz a menor menção à existência desses conectores. E não estou com saco para ler pessoalmente a especificação USB à procura disso, até mesmo porque acho que seria perda de tempo. 

    E não, este não é um "hack chinês" da especificação USB. Está mais para "hack asiático" porque eu fui conferir na minha câmera Canon A630 (a Canon é japonesa) e ela usa o mesmo conector.

    Edit: Exemplo de fabricante que chama esse conector de "MINI USB 10PIN". Ignore o desenho mostrado na página, porque é claramente de um mini-B padrão.

    Foto: