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Domingo, 30 de Março de 2008

Leitor de cartões SD/MMC/RS-MMC USB 2.0



Eu comprei este leitor no Mundo das Mídias da Av. Recife, atraído pelo preço de R$15 e pelo fato de ser USB 2.0. Eu já tinha três leitores de cartões, mas todos são USB 1.x e por isso limitados a 1MB/s de transferência. Encher o cartão de 2GB do meu Treo ou descarregar o cartão de 1GB da minha câmera Canon é um saco com eles.

Apesar de ter vindo numa embalagem, não há nenhuma menção a fabricante ou modelo, como é típico dos produtos chineses. Você pode encontrar vários iguais, pelo menos por fora, à venda no Mercado Livre.



O leitor tem duas tampinhas de plástico que para mim são completamente inconvenientes e dispensáveis. A primeira coisa que faço com qualquer coisa USB que tem tampinhas é guardar as tampas para só procurá-las no dia que for repassar o produto para outra pessoa.




Outro inconveniente é a largura. Para inserir em muitos lugares, incluindo muitos notebooks que conheço, vai ser necessário usar uma extensão USB.

Eu abri o leitor à procura da referência do chip mas não há nenhum visível. O produto usa a mesma técnica de miniaturização/economia usada há muitos anos nas calculadoras de bolso e o chip não passa de uma bolha de epoxi sem identificação alguma.

O leitor é mesmo USB 2.0 e sua velocidade me deixou satisfeito. No cartão SD xing-ling de 2GB que uso no meu Treo (o da foto acima), consegui uma leitura média de 10MB/s com pico de 12MB/s na leitura de arquivos grandes. A gravação de um arquivo de 823MB no mesmo cartão levou 73s (11.3MB/s).

A velocidade está ótima, até mesmo porque o próprio cartão SD não é mais rápido que isso (pelo menos, não os meus). É claro que eu preferia gastar um pouco mais por um leitor compatível com mais formatos (principalmente, compactflash), mas apenas tendo a certeza de que são velozes. Muito produto vendido como "USB 2.0" por aí ou é apenas "compatível" (todos são) ou tem uma velocidade medíocre, pois qualquer coisa mais veloz que 1,5MB/s já pode ser rotulada de "USB 2.0" sem que seja mentira.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Adicionando um prompt do DOS ao Gparted LiveUSB

Em um post anterior eu expliquei como se cria um pendrive de boot com o Gparted, mas ficou faltando um problema para resolver: Como o Gparted ocupa apenas 28MB do pendrive, seria bom se pudéssemos aproveitar o boot no pendrive para outras coisas além de iniciar o particionador baseado em Linux. Agora eu explico como modificar o pendrive criado naquele post para ter a opção de ir para o prompt do DOS e a partir daí elaborar algo mais complexo.

É muito fácil depois que você sabe como fazer. No fim do processo você só vai ter acrescentado um arquivo e colocado duas linhas em outro.

Você precisa de:

  • O pendrive de boot com o Gparted;
  • O programa copybs.com, do pacote syslinux (eu usei o syslinux-3.62.zip ). "copybs" significa "copy boot sector".
  • Um disquete de boot do DOS (pode ser o do Windows 9x) ou uma imagem dele;

Com o disquete de boot do DOS no drive A:, vá para o prompt na pasta onde está copybs.com e execute o comando:

copybs a: c:\dos.bss

Isso equivale ao seguinte comando no Linux:
dd if=/dev/fd0 of=dos.bss bs=512 count=1
E vai criar um arquivo de 512 bytes dos.bss com uma cópia do setor de boot do disquete.

Nota: Se você tem apenas uma imagem do disquete (.img, .ima, .bif, etc), com um editor hexadecimal qualquer que você saiba usar, copie os primeiros 512 bytes do arquivo da imagem para o arquivo chamado dos.bss

Copie esse arquivo para a raiz do pendrive.

Abra o arquivo syslinux.cfg com o Wordpad (o notepad não se dá bem com as quebras de linhas Linux) e acrescente no final as linhas:

label dos
kernel dos.bss

Dê boot pelo pendrive. Quando aparecer o prompt do boot do Linux, digite "dos" e dê ENTER. Você deverá cair no prompt.

Daí você pode elaborar mais, criando arquivos config.sys e autoexec.bat personalizados para executar os programas DOS que você quiser.

O que pode dar errado
  • Lembre-se: Linux é "CaSe SeNsItiVe". Escreva ou digite tudo exatamente como eu disse até se certificar de que funciona;
  • Se você tiver usado o "método alternativo" para criar o boot Gparted, vão estar faltando pelo menos dois arquivos importantes no pendrive. Certifique-se de que command.com, IO.SYS e (nem sempre necessário) msdos.sys estão na raiz do pendrive, senão o boot pelo DOS não vai se completar.

Domingo, 16 de Março de 2008

Boot por pendrive com CD de boot WinPE/BartPE

Este processo é bem simples, mas só funciona em motherboards onde um pendrive de boot assuma normalmente a letra C:. Como por exemplo:

  • FIC Conectado;
  • Desktop Dell Dimension C521;
  • Notebook Toshiba Satellite U305-S7446 (BIOS v3.90) ;
  • ECS Geforce6100 SM-M;
  • Gigabyte GA-8VM800M;
  • Gigabyte GA-94GCM-S2C;
  • Notebook Acer Aspire 4520.
Se você tem um CD de boot qualquer baseado em WinPE/BartPE como o Winternals ERD Commander, é simples transformá-lo em um pendrive de boot. Isso é útil nos casos onde não há drive de CD-ROM, mas o BIOS dá boot pela USB (o caso do FIC Conectado). E pode até ser mais rápido.

Você precisa de:
  • Um pendrive com capacidade suficiente para acomodar todo o conteúdo do CD (pendrives maiores que 2GB podem não funcionar);
  • O CD WinPE/BartPE ou seu conteúdo no HDD;
  • O utilitário PEtoUSB (não confundir com PE2USB, que é outro programa);
Com o utilitário PEtoUSB, habilite Enable Disk Format e Enable File Copy, selecione o seu pendrive e indique o local onde estão os arquivos do CD WinPE/BartPE.



PEtoUSB vai apagar todo o pendrive, fazer as alterações necessárias para que ele dê boot e copiar os arquivos do WinPE/BartPE, fazendo os ajustes necessários. Se encontrar problemas, leia o ReadMe do PEtoUSB. Depois que estiver pronto você pode entupir o pendrive com outros arquivos.

Enable Disk Format só é necessário na primeira vez, para ajustar o boot do disco. Numa segunda vez que você usar o programa no mesmo disco não vai ser necessário formatar.

Em motherboards onde o pendrive entra como A:, o boot até parece funcionar mas não demora a dar um erro. Testado na ASUS A7S266-VM, na ASUS P4S800D-X e na ASROCK K7S41GX. Quando eu tiver comprovado um método que funciona nesses casos farei um post sobre ele.

Sábado, 15 de Março de 2008

Criando pendrive de boot com GParted, no Windows

Este procedimento deve servir para gravar qualquer "LiveUSB" Linux no Windows , desde que este seja baseado em Syslinux.

Quem já instalou o Linux Kurumin conhece o Gnome Parted, o programa de particionamento de disco com GUI usado na distribuição. O GParted pode ser encontrado em versões LiveCD e LiveUSB. O LiveCD não requer explicações, porque é gravado no Windows como qualquer outro LiveCD (na verdade, como qualquer outra imagem de CD), mas o LiveUSB é outra estória pois já que não existe um mecanismo (que eu conheça) para transferir uma imagem ISO (ou similar) para um pendrive e a maioria das explicações que você encontra na Internet supõe que você esteja usando Linux, decidi fazer este texto onde vou explicar como criar, no Windows, um pendrive de boot que roda o GParted LiveUSB, sem exigir que você entenda algo de Linux.

Você precisa de:


O procedimento é muito simples, quando se sabe:
  • Copie todo o conteúdo do GParted LiveUSB para o pendrive de boot (na raiz mesmo).
  • Abra um prompt de comando na pasta onde está o syslinux e, presumindo que o pendrive seja o drive G:, dê o seguinte comando: syslinux G:. Isso vai "conectar" o boot com o Gparted, criando um arquivo "ldlinux.sys"

No final, o pendrive vai ter pelo menos os seguintes arquivos:
  • boot.cat
  • boot.msg
  • COMMAND.COM
  • gparted
  • initrd.gz
  • IO.SYS
  • ldlinux.sys
  • linux
  • MSDOS.SYS
  • splash.lss
  • syslinux.cfg

Pronto. Teste o pendrive que o boot já deve entrar direto no gerenciador de boot do Linux e dê ENTER ou aguarde para que carregue automaticamente um Window Manager Linux com o GParted.

Explicar como se usa o GParted é assunto para outro post, mas não é muito diferente do Partition Magic.

Método alternativo

Você não precisa realmente de um pendrive bootável pronto. O syslinux já faz tudo por você.
  • Abra um prompt de comando na pasta onde está o syslinux e, presumindo que o pendrive seja o drive G:, dê o seguinte comando: syslinux -sma G:. Vai aparecer um arquivo "ldlinux.sys" no pendrive;
  • Copie todo o conteúdo do GParted LiveUSB para o pendrive de boot (na raiz mesmo).
A diferença entre os dois métodos é que é mais fácil adaptar o primeiro para criar um pendrive de boot multi-uso, já que o boot é DOS.

Testado com sucesso em:
  • ASROCK K7S41GX (boot em 1m10s);
  • FIC Conectado (após ser desbloqueado);
  • ECS Geforce6100 SM-M;
  • Gigabyte GA-8VM800M;
  • Gigabyte GA-94GCM-S2C;
  • Notebook ACER Aspire 4520;
  • Notebook Toshiba Satellite U305-S7446 (BIOS v3.90) ;
  • Dell Dimension C521;

Como criar um pendrive de boot DOS/Windows

Este procedimento vai criar um pendrive com um boot mínimo, genérico, com suporte a enxergar unidades FAT/FAT32. A parte mais chata do processo é obter os poucos arquivos necessários. Mas de posse deles tudo é muito simples. O resultado foi testado com sucesso nas seguintes motherboards:

  • FIC Conectado após ser desbloqueado (C:)
  • ASUS A7S266-VM (A:)
  • ASUS P4S800D-X (A:)
  • ASROCK K7S41GX (A:)
  • Gigabyte GA-8VM800M (C:)
  • Gigabyte GA-94GCM-S2C (C:);
  • Notebook Toshiba Satellite U305-S7446 (BIOS v3.90) (C:);
Você precisa de:
  • Um pendrive de qualquer capacidade. - Porém se você quiser criar um boot DOS puro (DOS 6.22, por exemplo) eu não acredito que funcione se o pendrive for maior que 2GB, por causa das limitações da FAT(16).
  • HP USB Disk Storage Format Tool - Daqui em diante vou chamar de HP Format Tool. Esse programa foi feito para pendrives HP, mas ainda não vi um pendrive que ele rejeitasse;
  • Um disquete ou pasta com os arquivos command.com, io.sys e msdos.sys de uma versão qualquer DOS/Windows que existem em qualquer disquete de boot. Eu testei com os do Windows 98, que o próprio Windows gera lá no Painel de Controle. Por comodidade, você pode usar um dos discos disponíveis em BOOTDISK.COM, mas com isso o boot e o prompt vão ficar em inglês; Nota: Se você quiser evitar criar um disquete virtual ou real, os .EXEs de BOOTDISK.COM podem ser descompactados com WinRAR, para obter o arquivo de imagem do disco. Vai dar erro, mas ignore. Depois basta abrir a imagem com o Winimage para extrair os arquivos individuais.

Use o HP Format Tool para tornar o seu pendrive um disco de boot. O uso do programa é simples e você só precisa indicar onde está o pendrive que vai ser formatado e onde estão os arquivos de boot (command.com, io.sys e msdos.sys). O HP Format Tool não é limitado como o Nero e não exige que os arquivos estejam em um disquete real. Tanto podem estar em um disquete virtual quanto em uma pasta qualquer.

Atenção: se você é o tipo de usuário que precisa ser lembrado de que esses arquivos geralmente são ocultos, então você nem deveria estar lendo isto aqui.

Depois disso, o pendrive já dá boot. Teste agora e se certifique de que funciona. Você óbviamente deve cair no prompt de comando. Lembre-se de que fazer com que um BIOS dê boot pela USB é uma ciência à parte e não não vou abordar isso aqui, ainda.

Com o pendrive dando boot, você pode partir para elaborar mais, colocando outros programas, personalizando config.sys e autoexec.bat, etc. Mas ainda existe um problema para se ter em mente: O pendrive criado pelo HP Format Tool tem comportamento que depende da motherboard:
  • No FIC e em algumas outras motherboards - não houve jeito de fazer com que ele aparecesse como drive A:. Sempre apareceu como drive C:. Não há nenhuma configuração no BIOS desbloqueado do FIC que possa ser tentada e talvez o problema ocorra porque o BIOS enxerga um floppy drive que não existe e não pode ser desativado;
  • Em outras motherboards - o mesmo pendrive não aparece de jeito nenhum como drive C: e sempre aparece como drive A:, não importando se você configura o boot no setup para USB-FDD ou USB-ZIP/Flash (quando há essa configuração). E olha que nessas máquinas existe um floppy drive em A: (ele se torna B:).
Você precisa levar em consideração o problema acima porque se você adicionar programas que esperam rodar de A:, vai dar pau quando o pendrive for montado como C: e vice-versa.


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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Cuidado com onde enfiam o seu pendrive...

Este post começou a ser escrito em maio e só agora lembrei de finalizar e publicar.

Transportar informação confidencial sem proteção criptográfica sempre foi um problema: você pode perder o container (hoje, geralmente é um flash drive) ou tê-lo roubado de alguma forma, mas já existe há muito tempo uma forma simples de roubarem a informação sem que você sequer perceba.

O minúsculo USBDumper detecta a inserção de qualquer flash drive e automaticamente começa a copiar o conteúdo sem que o usuário perceba. A única coisa que o proprietário pode estranhar é uma certa lentidão no acesso ao drive.

O USBDumper original já é reconhecido por muitos anti-virus (o Avast o chama de "Win32:USBDump [trj]") e supostamente (nunca testei) é capaz de fazer uma imagem do seu pen-drive, o que permitiria até mesmo a recuperação de arquivos que você já havia deletado. Já o USBDumper2 além de ser detectado por apenas 4 entre 32 anti-virus, mesmo estando no ar desde 2006, vem com um monte de "aperfeiçoamentos":

  • Tem uma GUI;
  • Pode anexar macros à sua escolha a todos os documentos Excel e MSWord encontrados;
  • Pode copiar arquivos à sua escolha automaticamente para o flash drive;
  • Você pode escolher a pasta para onde vão os arquivos copiados do pendrive (a versão 1 não permitia);
  • Você pode escolher que tipos de arquivos quer copiar (apenas *.txt, *.doc e *.xls, por exemplo). Nota: USBdumper não entende os asteriscos e espera que você coloque apenas as extensões separadas por espaços. Por exemplo: "txt doc xls";
É importante salientar que o fato do anti-virus detectar ou não o USBdumper é de pouca relevância, porque este é um software que geralmente vai rodar na máquina de uma pessoa maliciosa, que pode muito bem desligar o anti-virus. A detecção só ajuda nos casos em que o USBDumper é aplicado por um terceiro que teve acesso de administrador às máquinas (para implantar o software) e continua tendo acesso físico ou pela rede (para ir buscar os arquivos) sem o conhecimento do administrador.

É ainda mais importante ter me mente que o que USBDumper faz não é nada espetacular, por isso qualquer programador com um razoável conhecimento pode fazer sua própria versão, indetectável por qualquer anti-virus. Eu mesmo tenho o conhecimento, neste exato momento, para criar um programa que faz tudo o que USBDumper2 faz, exceto detectar a inserção do pendrive e anexar macros nas planilhas. Mas se eu estivesse determinado a fazer meu próprio USBDumper, o google me ajudaria a aprender o que eu ainda não sei fazer. Até mesmo porque o USBDumper vem com código-fonte (em C++, que eu não entendo, mas consigo analisar).

Sabe aquele conhecido que você sabe que é alma sebosa? Desconfie da próxima vez que ele pedir o seu pendrive para copiar alguma coisa para você. Mesmo olhando por cima do ombro dele você não vai notar o que realmente ele está fazendo. Ceder o drive por um momento para um estranho, então, nem se fala...

Editado: Aqui um defensor do software livre levianamente atribui a existência do USBDumper à "insegurança" do Windows. Qualquer Sistema Operacional pode ter sua própria versão do USBDumper. É preciso ser muito ignorante ou fanboy (redundância?) para achar que isso pode ser feito apenas no Windows.

Além disso, existem os dispositivos "USB On the GO", muito usados por fotógrafos. Esses dispositivos permitem copiar cartões de memória e flash drives sem a necessidade de computador. Alguns copiam para outros flash drives enquanto outros tem um HDD interno. O pilantra só precisa de alguns minutos (depende da velocidade e quantidade de dados) sem que você dê pela falta do flash drive.

Você carrega informação confidencial e desprotegida no flash drive? Não deveria!