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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

O genial Direct Folders

Analisando os outros programas do desenvolvedor do Teracopy eu não me interessei por nenhum deles baseado apenas no que li em suas descrições, mas uma série de elogios interessantes que li no blog do desenvolvedor despertaram minha curiosidade pelo Direct Folders.

E acabei descobrindo que era justamente algo que eu esperava há muito tempo.

1) Imagine essa situação, que deve ser familiar para a boa parte dos meus leitores: Você está manipulando um DVD-Video qualquer no HDD (depois da gravação, authoring, RIP, edição, transcoding, o que seja...) , está com o Windows Explorer aberto na pasta onde está o filme e quer abrir o resultado em algum programa, como o PowerDVD. Isso em geral requer dois passos: executar o programa através dos menus e depois usar o mecanismo OPEN do programa para achar os arquivos que você quer abrir. O fato de que você estava agorinha na pasta onde está o filme não ajuda em nada você a achá-lo, usando os mecanismos padrão do Windows. Não adianta apontar para a janela do Explorer ao lado e dizer ao programa: "está aqui, ó!".

Nota: Eu não estou falando de abrir os VOBs, porque basta clicar duas vezes neles. Para executar um DVD-Video como se deve (menus, etc), pelo menos no PowerDVD 5, você precisa usar o comando "Open DVD file on hard disk drive" do programa.

Usando o DF: Ao abrir uma caixa de diálogo para escolha de arquivos, basta clicar duas vezes com o botão esquerdo em um espaço vazio dela para abrir o menu do Direct Folders. Por ele você tem acesso a todas as pastas por onde você andou recentemente com o Explorer e até uma lista de pastas favoritas criadas por você. Clique em um item e a caixa de diálogo vai até aquela pasta;


2) Ou imagine que você gosta de usar o Explorer no modo "detalhe", mas o programa nunca lembra disso e sempre abre suas caixas Open e Save no modo lista (ex: Notepad, MtkTool, etc, etc...) ? Nota: Isso não é exatamente culpa do programador, pois muitos ambientes de programação não oferecem um método simples de se determinar essas características.

Usando o DF: Pelo menu Configure... você pode definir um tipo de exibição global e também individual a ser forçado para cada aplicação. O DF simplesmente monitora o programa e quando este abre uma caixa de diálogo o DF envia uma mensagem padrão do Windows para definir o modo de exibição;

3) O programa insiste em ter uma pasta default e nunca lembrar a última pasta usada (vmware server 1.04)?

Usando o DF: Para cada programa, você pode definir facilmente uma pasta fixa ou que os diálogos sempre abram na última pasta usada pelo programa. Assim aquelas aplicações que sempre abrem o comando "open" onde você não quer podem ser "domadas".


O Direct Folders tem diversas outras facilidades. Só mesmo usando para entender.


Problemas até agora:

  • Não funciona muito bem se você estiver usando múltiplos monitores. O recurso de auto-ajuste do tamanho das caixas de diálogo pode fazer a caixa abrir em um monitor diferente de onde está o programa. Eu ainda não consegui determinar por que só acontece algumas vezes.

Aperfeiçoe o Windows Explorer com o Teracopy

Seguindo a dica dada por CCRider e outros neste outro post, estou usando há alguns dias a versão 2.0 beta 3 do Teracopy. Esse programa pode se instalar como "default handler" das operações com arquivos do Windows Explorer, o que significa que ele intercepta todas as operações de arquivos como "copiar e colar" ou "arrastar e soltar", com várias vantagens. Entre elas:

  • Oferece um log completo da operação. Que pode ser filtrado para exibir apenas as falhas e salvo em arquivo;
  • Oferece filas (queues). Como o Explorer não oferece filas, se você fizer duas operações seguidas com arquivos usando as mesmas origens ou destinos, uma operação atrapalha a outra, porque o Explorer tenta fazer todas ao mesmo tempo. O Teracopy automaticamente coloca as operações em espera se uma já estiver em andamento. Mas você pode também mandar executar ao mesmo tempo, se quiser;
  • Permite pausar operações;
  • Oferece a opção de ignorar arquivos problemáticos sem ter que cancelar a operação. Isso pode inclusive ser definido antes da primeira ocorrência;
  • Toca um aviso sonoro quando operações longas são completadas;
  • Calcula automaticamente o CRC32 dos arquivos manipulados;
  • Após terminar a operação, se você clicar em "test" o CRC32 dos arquivos no destino será conferido para confirmar a perfeição da cópia. Em caso de erro o programa sinaliza de três formas: "CRC mismatch" no log (importante para o caso de você se ausentar durante o processo), uma bolinha vermelha ao lado do arquivo imperfeito na lista de arquivos e o som de erro (familiarize-se com ele) ao terminar o processo;

Infelizmente, o programa ainda está longe da perfeição, pois já encontrei os seguintes problemas:
  • *Operações incompletas deixam arquivos incompletos no destino. O Explorer os apagaria automaticamente;
  • *Operações via rede são muito mais lentas do que as feitas usando o Explorer. Por sorte, o Teracopy tem um mecanismo para desligá-lo (ativar "scroll lock"), assim nas operações em drives de rede eu posso mudar facilmente para o mecanismo padrão do Explorer;
  • *A opção de integrar o Teracopy ao menu de contexto não deve ser usada, porque bagunça o menu. Tanto várias opções padrão somem quanto alguns programas que usam o menu de contexto podem não funcionar direito, como o Winrar;
  • Algumas operações de movimentação de arquivos parecem não funcionar direito, deixando de mover arquivos ou de apagá-los na origem. Mas ainda não tenho certeza de que seja culpa do Teracopy;
  • "Skip" e "cancel" podem demorar muito a responder quando o Teracopy se depara com um arquivo problemático em um CD/DVD;
  • Tentar copiar um CD inteiro dando CTRL-C no seu label pode causar falha no Teracopy ao dar CTRL-V no destino.
* Problemas confirmados por outras pessoas no blog do desenvolvedor.

Lembre-se que todos os meus testes foram com a versão 2.0 beta 3 em um único PC e sob Windows XP. O programador parece muito competente e o programa é muito promissor. Todos esses problemas podem ser resolvidos em um versão futura.

Sábado, 21 de Junho de 2008

Rodando Need For Speed 2 e FIFA 98 no Windows XP

Na verdade, esses programas não tem problemas para rodar no XP. Mas se você não estiver usando Windows XP dificilmente vai ter memória suficiente instalada para se deparar com o problema.

Se ao rodar, der a seguinte mensagem de erro:

initmem - INSUFFICIENT MEMORY TO CONTINUE
FILE win\initmem.c LINE 242

(o número depois de LINE pode variar)

Reduza a quantidade de memória no PC (eu sei que a mensagem dá a entender o oposto). O jogo não roda se a soma de memória física + memória virtual (arquivo de paginação) resultar em mais de 2.3 ou 2.4GB. Você pode reduzir o tamanho do arquivo de paginação antes de rodar o jogo.

Meus testes (apenas com o NFS2):

PC1

  • 1.5GB + 1000MB = Erro
  • 1.5GB + 900MB = OK
PC2
  • 1GB + 1400MB = Erro
  • 1GB + 1300MB = OK

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Ignorando arquivos que não querem ser copiados

Uma das "características" mais irritantes do Windows Explorer, desde o Windows 95 até o Windows Vista, é sua incapacidade de prosseguir uma cópia/movimentação de arquivos depois de encontrar um erro em um dos arquivos na origem. Se você estiver copiando 13 mil arquivos e o arquivo 12950 não puder ser lido, a cópia é abortada deixando você com a tarefa de identificar manualmente os 50 arquivos que não puderam ser copiados (uma tarefa muito cansativa quando esses 13 mil arquivos estão distribuídos por centenas de pastas) e tomar uma ação adequada.

O que eu gostaria que o Windows Explorer permitisse:

  • O "skip" do arquivo problemático;
  • O log automático do caminho completo para ele, para que eu não tenha que anotar. As janelas de diálogo do Windows sequer te dão a opção de fazer um copiar-e-colar;
Eu tenho problemas freqüentes com isso. Hoje eu precisei fazer um backup do HDD de um cliente e ao copiar a pasta Documents And Settings um número incomum de arquivos de propósito não muito claro acusavam Acesso Negado. Esses arquivos não eram importantes para o propósito de minha cópia, mas o Windows não me dava a opção de ignorá-los.

Eu parei um pouco hoje para tentar identificar um programa que me desse essa opção e baseado nesta lista testei sete:
  • FreeCommander v2007.10a - Freeware. Usa o mecanismo do Windows Explorer para copiar/mover, por isso sofre dos mesmos problemas;
  • XPlorer 0.50.113 Beta - Freeware - Usa o mecanismo do Windows Explorer para copiar/mover, por isso sofre dos mesmos problemas;
  • A43 v2.52 - Freeware. Usa o mecanismo do Windows Explorer para copiar/mover, por isso sofre dos mesmos problemas;
  • XYPlorer v7.20 - Trial 30 dias. Usa o mecanismo do Windows Explorer para copiar/mover, por isso sofre dos mesmos problemas;
  • Directory Opus v9.1.0.6 - Trial 30 dias - Permite fazer o skip, mas apesar de ter um mecanismo de log não faz (pelo menos não separadamente) o log dos erros;
  • Altap Salamander v2.51 - Shareware. Permite fazer o skip, mas não faz log algum;
  • Total Commander v7.03 - Shareware. Permite fazer o skip e o log;
O famoso Total Commander, que de tempos em tempos eu tento usar mas nunca me acostumo, me causou uma nova má primeira impressão desta vez por duas razões:
  • Por default esconde todos os arquivos ocultos e de sistema. Para você enxergá-los precisa ir em Configuration - Options - Display e marcar Show hidden/system files. Eu não entendo como uma ferramenta como o Total Commander considera que seus usuários por default são do tipo que não sabe o que está fazendo;
  • Não consegui acessar a pasta que eu queria usando um caminho UNC. Eu precisei mapear a unidade (eu não uso mapeamentos em minha rede) só para poder acessá-la com o programa. Se é possível usar digitar caminhos UNC, não é intuitivo;

Mas apesar disso, o Total Commander ganhou minha atenção porque entre suas várias opções de log (em Configuration - Options - Log File) existe a opção "log skipped files". Você só precisa tomar as seguintes providências:
  • Ative o uso do Log, pois não é default;
  • Desmarque "log sucessfull operations", pois do contrário você não vai conseguir encontrar os erros no meio da enxurrada de operações bem sucedidas;
Outras considerações:
  • Infelizmente o único programa que passou nos meus requerimentos (o Total Commander) não é gratuito;
  • Todos os meus testes foram muito breves. Eventualmente um dos programas reprovado por mim pode ter a opção que eu queria mas eu não vi. Porém acho isso difícil;
  • Nenhum dos programas com engine de cópia próprio testados dá a opção de ignorar uma pasta inteira. Assim se você esbarrar em uma pasta com uma centena de arquivos que você percebe que não são importantes, ou clica em "skip" uma centena de vezes ou dá um "skip all" e não fica sabendo de que outros arquivos fora desta pasta foram ignorados (se o programa não tiver um log dos erros);
  • Nenhum dos programas testados dá o caminho completo para o arquivo problemático, se este passar de um determinado comprimento. Directory Opus foi o pior de todos nesse quesito, pois só mostra o nome do arquivo, sem o caminho;

Usando o Total Commander eu fiz uma cópia satisfatória dos arquivos do cliente, com um log adequado do que não pôde ser copiado. Mas ainda estou aberto a outras sugestões, porque não gosto da interface e do preço do Total Commander.

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Como abrir um arquivo texto de 3.8GB...

...sem ter que esperar um dia inteiro!

Se você já tentou abrir um arquivo grande (uns 60MB ou mais) no Notepad ou no WordPad já percebeu que a experiência não é das melhores. Imagine então tentar visualizar o conteúdo de um arquivo de estúpidos 3.8GB!

Eu tive esse problema hoje. Estou investigando o problema de um cliente e cheguei até o arquivo drwtsn32.log, que deveria ter uns poucos MB mas chegou a absurdos 3.8GB em menos de 15 dias de instalação do XP. Só o tamanho exagerado do arquivo, cuja função é ajudar a rastrear problemas, já estava criando outros problemas: drwtsn32.exe estava praticamente travando o computador toda vez que era evocado e por isso nem chegava a alimentar o log do Visualizador de Eventos (eventvwr.exe). E eu precisava ver que aplicação estava fazendo isso com data e hora de quando começou para comparar com outros logs do Windows. E para isso eu tinha que visualizar o conteúdo daquele arquivo.

Só consegui com o freeware Large Text File Viewer. Quando o arquivo é aberto o programa começa a indexá-lo. Um processo que levou 2m58s para as 32.8 milhões de linhas do arquivo de 3.8GB, mas enquanto o arquivo está sendo indexado você já pode ir vendo a parte do arquivo que está pronta, por isso nem senti que o processamento estava ocorrendo em background. O consumo de memória é mínimo, reportado como 37MB de Virtual Size e 6.7MB de Working Set (Process Explorer) mesmo com um arquivo imenso desses aberto.

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Conventional Memory Exhausted

Já fazia muito tempo que eu não via uma mensagem assim.

A reclamação do cliente não incluia mensagem alguma. O usuário explicou que de uma hora para outra "o computador voltava para a tela inicial". Eu imaginei que ele quisesse dizer que o PC estava resetando, mas quando pedi uma demonstração foi que entendi o que ele quis dizer: o programa fechava abruptamente e o desktop (a "tela inicial") voltava a ficar visível.

Nenhuma mensagem de erro era exibida, mas como era um programa DOS isso não queria dizer que não houvesse uma.

Nas propriedades do atalho para o programa, eu desmarquei "fechar ao sair" e pedi que o usuário repetisse o teste. Não demorou para o programa encerrar, mas como "fechar ao sair" estava desmarcado eu pude ver a mensagem de erro bem no meio da tela do programa:

GET (0) Unrecoverable error 5302: Conventional memory exhausted


Eu encontrei várias páginas com muito blá-blá-blá (e algumas repletas de besteiras) sobre o problema, mas apenas uma realmente esclarecedora.

Então eu me certifiquei de que o arquivo autoexec.nt (o programa rodava sob Windows XP) contivesse a seguinte linha:

set CLIPPER=F200;E0

Se me recordo bem, a linha "set CLIPPER=F200" existia. Faltava apenas o ";E0"

E o problema se foi. Já passou-se um mês sem ocorrência. E acontecia todos os dias.

Domingo, 27 de Abril de 2008

Novo CD-DVD Speed não suporta drives Pioneer

Em mais um exemplo de que o mais novo nem sempre é melhor, as versões mais recentes do CD-DVD Speed (agora chamado "discspeed") não fazem mais o teste de Disc Quality com os gravadores da Pioneer DVR-111D e DVR-115D. Ao iniciar o teste dá a mensagem: "Drive does not support this function".

A versão 4.6 (30/08/2006) funciona com os dois drives.

Eu descobri isso do pior jeito. Adquiri um DVR-115D e por um motivo qualquer também estava com a versão mais recente do cdspeed.exe. Quando fui testar o drive, o erro. Depois de muito insistir, atualizando firmware e tudo o mais que eu podia fazer, cheguei a concluir que a Pioneer havia removido o suporte ao teste.

Estava errado. As duas versões mais recentes do cdspeed é que tem bugs a resolver. Descobri isso quando repeti o teste com o DVR-111D, que sabidamente suporta o teste, e deu o mesmo erro. Ainda bem que eu não apago as versões antigas dos softwares que utilizo.

Sábado, 26 de Abril de 2008

O mínimo necessário para rodar MKV no Windows




O usuário leigo, quando se vê diante de um arquivo que não consegue reproduzir, mete-se a instalar "codecs" e, pior, pacotes de codecs. Eu sou contra a idéia de instalar pacotes de codecs, cada um instalando trocentos arquivos, programas, filtros e sabe-se lá o que mais, quando existem soluções mais "enxutas" para isso. E não foram poucos os relatos de pessoas que ficaram com o Windows completamente detonado pela instalação dessas coisas.

Primeiro, o básico:

Você não precisa instalar um codec se tudo o que você quer é reproduzir os arquivos. Um codec, por definição, é capaz de ler e gravar naquele formato específico. No Windows, se você está usando players compatíveis com DirectShow, como o Windows Media Player, tudo o que você precisa é de filtros.

Isso mesmo. Você não precisa instalar um único codec que seja em seu PC, a não ser que queira criar ou converter filmes.

Quem conhece meu trabalho já está careca de saber o conceito de "contâiner" e que Matroska (.MKV) é meramente um, como o AVI. Depois que você extrai os streams que compõem o contâiner, não existe diferença entre AVI e MKV.

Usando DirectShow, dois elementos básicos são necessários quando você tenta reproduzir um contâiner qualquer:
  • Um filtro splitter (divisor) que conheça a estrutura do contâiner. O spliter se encarrega de entregar os streams de áudio, vídeo, legendas, etc, ao estágio seguinte na cadeia DirectShow. Após o splitter, o player não sabe mais a diferença entre AVI, RMVB, MKV, MP4, etc.
  • Um filtro decoder para cada tipo de stream.
Então, resumidamente, você só precisa disto para reproduzir arquivos .MKV no Windows, partindo de uma instalação limpa:
  • FFDSHOW - Um pacote de filtros decoders que, naturalmente, não faz distinção entre containers;
  • Um splitter Matroska, como o Haali;
Você pode precisar acrescentar outras coisas, como o VsFilter para exibir legendas, o Morgan Stream Switcher para poder escolher entre trilhas de áudio e o ac3Filter para audio AC3. Mas o mínimo necessário para que você veja que funciona são os dois itens. Você só não precisa de um splitter para o container AVI porque todas as versões do Windows já vem com um incluso (ou algo semelhante).

Existem também players capazes de reproduzir Matroska nativamente, sem ajuda de filtros, como o VLC. Mas ultimamente o VLC tem me deixado na mão, principalmente com conteúdo HD e arquivos VOB.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Como fazer snapshots de qualquer software media player

Quem precisa fazer tutoriais como eu e até quem apenas precisa de ajuda já deve ter se deparado com o problema. Ao dar um Print Screen (ou ALT - Print Screen) tentando capturar a imagem de um filme em um media player qualquer (e não apenas o da MS), só conseguimos uma tela preta:



Existem programas por aí especializados em snapshots desse tipo, mas na maioria dos casos você não precisa deles. Basta desacelerar sua placa de vídeo:



Qualquer opção desde a indicada acima até as mais à esquerda servem. Todas as opções mais à direita, incluindo a "normal" (aceleração máxima) impedem o snapshot de filmes, por causa do uso da superfície DirectDraw, que não é incluída no snapshot.

Reduzindo a aceleração, a imagem do filme passa a ser desenhada de fato na janela do programa e então pode ser capturada:



É claro que após terminada a seção de snapshots você deve voltar a aceleração para como estava antes, senão vai ter problemas de desempenho.

Nota: Esta dica é para quem precisa capturar a imagem do filme no media player. Capturar a imagem apenas do filme não tem mistérios, já que vários media players já tem suporte a isso.

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Isso é que é "Marketing Viral"

Muitos de vocês devem conhecer o Bandwidth Monitor. Eu conheço há anos e até falei dele alguns posts atrás. Mas alguém conhece este software aqui?

Eu jurava que o tal NetMeter (nada a ver com o NetMeter freeware) era um "ripoff", como o que aconteceu com o Unknown Devices há anos. Mandei um e-mail para o suporte de Bandwidth Monitor apontando para o outro site e olha o que me responderam:

Hello Jefferson,

Yes, it's ours. It's just for marketing. I'm so sorry for the
confusion.

Sincerely,
Jim Phillips
BWMONITOR.COM

Surpreso e ainda com uma pulga atrás da orelha, consultei o Who.Is para os dois sites. E não é que pertencem de fato à mesma empresa?

Que estratégia de marketing maluca é essa? Antes de receber a resposta eu baixei o tal NetMeter, mas só tive coragem de instalar em uma máquina virtual porque um software que personifica outro tão descaradamente para mim tem um crachá: "sou malware".

E é proposital?!

Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

NetMeter

Desde que montei meu gateway ICS, percebi que era indispensável poder monitorar o estado da minha conexão. O link via rádio é instável e sem o monitoramento eu posso passar momentos frustrantes tentando descobrir por que de uma hora para outra nenhum site funciona. Uma aplicação P2P rodando no gateway, mesmo com um tráfego de míseros 2-3KB/s já funciona como um "teste de link". Se meu browser parou de funcionar e a aplicação P2P também, meu problema é no link e não no meu PC principal, no browser ou no servidor DNS.

Mas para que isso seja realmente eficiente eu preciso poder ver o status da conexão ao longo de um determinado período de tempo. Se fosse só para ver o estado instantâneo, bastaria olhar a própria aplicação P2P para ver se ela perdeu a conexão. Mas se eu quiser saber quando a conexão caiu, nenhum programa P2P que eu conheço ajuda.

Editado: Bobagem minha. Vários programas de P2P mostram gráficos de uso. Eles só não são exatamente o que eu quero. O meu browser pode também deixar de funcionar porque minha banda está saturada por outra máquina da rede e isso os gráficos dos programas P2P não vão mostrar. Eu preciso ver todo o tráfego em uma determinada interface de rede.

Eu comecei usando o Bandwidth Monitor, porque na minha primeira pesquisa foi o programa que se saiu melhor. Algumas opções do mercado são simplesmente patéticas.



O problema: não estava disposto a pagar $19.95 USD (uns R$34) por ele.

Continuei procurando e encontrei o opensource FreeMeter.



A princípio, o programa pareceu ser ideal, mas depois de um dia de testes o conceito dele comigo caiu bastante, pelos seguintes motivos;
  • Tive que instalar o .NET 2.0 no gateway só por causa dele;
  • Erros aos montes. Se você clicar muito rápido na janela do programa, é capaz de dar algum erro. Não acontece no meu PC com XP SP2, mas no gateway rodando o Win2000 SP4 o danado é instável;
  • Não lembra de vários ajustes após ser desligado;
  • Não permite exibir duas interfaces de rede ao mesmo tempo em medidores separados, nem permite que duas instâncias do programa sejam abertas, uma para cada interface;
  • Permite ajustar a largura do medidor (e conseqüentemente a janela temporal registrada), mas só até 600 pixels (600 segundos). Eu quero poder aumentar a janela para a largura da tela no meu gateway (1280 pixels / 21 minutos).
Se o programa fosse em Delphi eu poderia tentar corrigir os problemas eu mesmo, mas C# é alemão para mim. Como o período de trial do Bandwidth Monitor estava acabando eu já estava me conformando de ter que lidar com o seu temperamento, mas aí dei sorte e esbarrei no freeware NetMeter.




Os seguintes recursos do NetMeter me fizeram desinstalar o Bandwidth Monitor:
  • O medidor é livremente dimensionável - Assim posso ter 21 minutos de log visível na resolução de 1280x1024 do gateway;
  • Suporte a transparência - Não é indispensável, mas ajuda quando você quer ocupar uma faixa inteira do monitor com o medidor, que é o meu caso;
  • Posso executar duas instâncias do NetMeter - Desde que estejam em pastas diferentes, cada uma pode ser configurada de forma independente para uma interface de rede específica. Isso é possível porque o NetMeter usa arquivos INI para gravar a configuração, o que também contribui para que o programa seja completamente portável;
  • Extensos relatórios de tráfego - Exportáveis para arquivo .CSV e acessíveis pela opção "totals" do menu;
  • Bandwidth máxima do gráfico customizável - Eu pago ao meu provedor por uma banda de 256Kbps mas por algum motivo (às vezes é o cache do proxy deles) eu consigo bem mais que isso, por isso preciso colocar um valor de 300Kbps só para poder conferir só de olhar para o gráfico se nos últimos 21 minutos eu desfrutei desse "benefício". Com a multiplicidade de valores para conexões ADSL no Brasil e no mundo, ou o programa permite essa customização ou você sub-utiliza o gráfico;
  • É de graça, caramba :)
O programa tem outras funcionalidades, como o alerta caso você ultrapasse um certo limite de download/upload, que não me interessam mas podem ser úteis em outros cenários, como quando você usa uma conexão por celular;

Abaixo, um snapshot da tela do meu gateway mostrando os últimos 21 minutos da conexão. Note a transparência e que estou usando muito pouco da banda disponível.



Conhece outro programa similar e gratuito? Deixe um comentário!

Nota: Se suas necessidades são menores ou diferentes das minhas, o Windows XP já tem um recurso embutido no Gerenciador de Tarefas para monitorar a rede. Mas além de não atender a todos os meus requisitos, isso não está disponível no Windows 2000.

Domingo, 23 de Dezembro de 2007

URL snooper

Packet sniffers não são novidade para mim. Eu testei um pela primeira vez há anos na fábrica e fiquei surpreso ao constatar que do meu PC podia ver que sites meus colegas de trabalho estavam visitando e até mesmo o que eles estavam escrevendo nos browsers, sem ter instalado nada nas máquinas deles.

Nota: isso só é possível em "modo promíscuo" e se você estiver conectado aos outros computadores por hub (switches tem segurança natural contra isso).

Mas tirando as atividades relacionadas com segurança (que não são minha área) e um certo "voyeurismo cibernético", até mesmo porque packet sniffers são normalmente complexos e mostram informação até demais, eu não vi muita utilidade para packet sniffers no meu dia-a-dia.

Até ontem.

Seguindo a dica dada por Pix em um post anterior, testei o URL snooper e fiquei dependente. O programa é um packet sniffer especializado, baseado na conhecida biblioteca Winpcap, que analisa todo o tráfego na sua placa de rede e apenas exibe os URLs. O objetivo primário do programa é exibir URLs relacionados com streaming (vídeo e áudio), mas você pode configurar para exibir todas.

Nota: apesar de no Brasil ser generalizado referir-se a URLs (Uniform Resource Locators) no feminino ("a URL", "uma URL"), eu considero isso tão errado quanto dizer "na BIOS" ou "a BIOS". Por isso vou me referir a URLs como algo do gênero masculino.

Com a ajuda de URL snooper você pode, entre outras coisas:

  • Salvar animações swf;
  • Ter uma razoável idéia do que está por trás de uma repentina e inesperada atividade de internet e com isso pode ser possível descobrir que aba do IE/Firefox insiste em fazer refresh do conteúdo ou localizar um spyware (cuidado: nem toda atividade de vírus/spyware pode ser vista por esse programa);
  • Salvar trailers da Apple;
  • Salvar vídeos do Youtube;
  • Se instalado no seu gateway ICS, lhe dá uma razoável idéia do que os seus usuários estão fazendo (mas nesse caso não pode dizer que usuário).
Para coisas mais populares ou facilmente discerníveis (quando o site ou a extensão são conhecidos) existem programas (ou complementos do Firefox) especializados. A utilidade de URLsnooper está onde esses programas falham.

Exemplo:

O meu programa preferido de monitoramento do uso de banda, o Bandwidth Monitor, (03/2008 : meu preferido agora é o NetMeter) acusa acessos regulares e periódicos à internet mesmo sem eu estar fazendo nada:



E URL snooper mostra que são feitos pelo Gmail:



O acesso a "usenet.1a.to" foi uma tentativa de conexão do Dreamule.

O que faz falta:
  • A possibilidade de mandar automaticamente URLs de domínios específicos, que são seguros mas ficam entulhando a listagem, para uma lista separada, de baixa importância. Por exemplo: "http://mail.google.com";
  • Poder escolher ignorar imagens e outras coisas que entulham o log;
  • Hora do acesso;
  • Salvar logs automaticamente após n entradas ou n horas;

Eu ainda não consegui flagrar o que o Gmail anda baixando. Parece até que ele sabe que agora está sendo vigiado...

[26/12] Cada packet capturado é salvo na sub-pasta workingdir. De vez em quando você vai precisar dar um "clear results" para apagar o conteúdo dessa pasta, ou a operação vai ficar progressivamente mais lenta, com milhares de arquivos nela. Com 6000 arquivos na pasta, meu Explorer deve ter levado uns 30 segundos só para exibir o conteúdo.

[26/12] URL snooper, por si só, é portável. Você pode simplesmente mover a pasta onde ele está instalado que todas as configurações vão junto. O problema é que o Winpcap precisa estar instalado na outra máquina.

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Quanto o Office 2007 custa em espaço no seu HDD

Para uma instalação completa no Windows XP:

  • 776MB em Arquivos de Programas;
  • 517MB em uma pasta oculta chamada MSOCACHE, para onde o Office copia praticamente todo o programa de instalação (sem pedir sua autorização, é claro);
  • 100MB em outras pastas;
Total de aproximadamente 1.4GB.

Editado:
Esses números são do Office 2007 Enterprise. Eu vou testar o Home & Student assim que puder. Vejam as diferenças entre versões.

Para efeito de comparação, o MS Office 2000 espalha um total de 166MB no seu HDD.

Eu acredito firmemente que espaço no disco e memória RAM são do dono do computador e não do desenvolvedor do software para ele fazer o que bem entender. Por isso eu apago a porcaria da pasta MSOCACHE. Se o Office quiser algum arquivo depois, que peça o CD!

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Por que Thinstall exige que o Windows esteja limpo?

Se você já testou o Thinstall já viu a recomendação de que você sempre trabalhe em uma instalação "limpa" do XP (uma instalação recente, sem nenhum acréscimo). Isso pode parecer frescura, mas é absolutamente essencial para o correto funcionamento do programa.

Para poder criar corretamente o ThinEXE, Thinstall precisa saber precisamente o que muda no sistema com a instalação do programa. Ele consegue isso fazendo um snapshot anterior e outro posterior à instalação que permite a ele saber exatamente cada arquivo acrescentado ou modificado pela instalação, em qualquer lugar do HDD.

Se você instalar um programa que requer uma versão mais recente de uma DLL qualquer do que a originalmente instalada pelo Windows, mas você já tiver essa DLL instalada, o instalador vai notar isso e não vai mexer em nada. Conseqüentemente Thinstall ao comparar os snapshots não vai perceber a necessidade da DLL e não vai incluí-la no ThinEXE. Ao rodar o arquivo em um Windows com a DLL certa, vai funcionar, mas em um Windows sem a atualização o programa vai espernear. Muitas vezes sem dar uma pista muito clara do motivo.

O mesmo ocorre com o Registro. Não há nenhuma garantia de que um programa ao ser desinstalado remova todos os seus arquivos e/ou tudo o que fez no Registro. Assim desinstalar um programa e depois monitorar sua reinstalação com o Thinstall pode não ter o efeito desejado.

Então, para aumentar suas chances de sucesso sem ter que formatar o HDD e reinstalar o Windows entre cada operação, use a facilidade de snapshot do VmWare/VirtualPC ou mesmo o Ghost.

Domingo, 11 de Novembro de 2007

Por que o Nero?

Um leitor anônimo comentou no meu post sobre o Nero 7 não entender por que o Nero é tão popular se existem alternativas gratuitas. Ao responder o comentário notei que seria melhor fazer um post só sobre isso.

Eu gravei meu primeiro CD quando os gravadores (HP) ainda eram SCSI, custavam R$1000 e se você encontrasse um CD (não existia DVD) virgem por R$25 (TDK, geralmente) achava muito barato e comprava um monte para não perder a promoção. Nessa época o software era em quase 100% dos casos o Easy CD Creator. O Nero Burning Rom já existia, mas era muito fresco. Se gravar um CD já era difícil com o Easy CD Creator (até entrar a proteção de tela ou ejetar outro drive no mesmo PC fazia a gravação dar xabu), com o Nero era ainda pior. Eu suspeitava que era preciso ter um hardware top de linha para o Nero funcionar direito. E eu nunca tive dinheiro para isso.

Editado: Gravar CDs era tão complicado que pelas minhas contas da época, 25% dos CDs eram estragados por motivos diversos. Se você não é dessa época, imagine hoje perder um disco de R$25 em cada quatro gravações.

Por muito tempo o Easy CD Creator liderou o mercado, com muita gente sem saber para que alguém iria querer o Nero, já que não existia versão gratuita. Mas os anos passaram (11 anos, na verdade) e o Easy CD Creator mudou de propriedade, nome e programadores várias vezes. A coisa começou a degenerar já quando ele se chamava "Adaptec Easy CD Creator" e esculhambou de vez quando ganhou o pré nome "Roxio". Nesse meio tempo a Ahead mudou sua estratégia e o Nero passou a aparecer em versão OEM (Nero Express) em quase toda compra de gravador de CD ou DVD no Brasil.

Editado: A Wikipedia tem um resumo da complicada história do CD Creator.

O Nero Express, ao contrário do que pode parecer por ser uma versão "capada" do principal produto da Ahead (o Burning Rom), é um programa de gravação completo. A versão 5 tinha uns problemas ridículos de estabilidade e ainda não gravava DVDs, mas esses problemas e limitações acabaram na versão 6. O produto agora é estável e faz direito o que se propõe a fazer.

Então, enumerando os motivos que fazem o usuário Windows usar o Nero e não as opções gratuitas:

1)Para a maioria dos usuários, o Nero pode ser enxergado como um programa gratuito. A versão Express, que atende 99% das necessidades do usuário comum (atende quase todas as minhas e eu não sou um usuário comum), vem de graça com a maioria dos gravadores de DVD vendidos no Brasil. E tem os seguintes recursos, entre outros (Nero Express 6):

  • Grava CD e DVD;
  • Grava DVD-Video 100% dentro da especificação;
  • Grava CD audio a partir de arquivos MP3 e WMA;
  • Cria CDs e DVDs de boot (a partir do Nero Express 7 isso não é mais possível);
  • Faz CD Text a partir dos nomes/tags MP3 sem que o usuário nem note isso;
  • Grava a partir de uma grande quantidade de arquivos de imagem (ISO, BIN, etc);
  • Funciona de forma impecável mesmo com gravadores de DVD ligados em conversores USB-IDE (o meu é).
Uma limitação? O Nero só cria imagens no HDD em seu formato .NRG (ele lê .ISO, mas não cria). Mas isso dificilmente é um problema.

2)O Nero Express não tem flexibilidade, mas historicamente os discos gravados especificamente pelo Nero Express apresentaram uma taxa de compatibilidade maior com DivX players como o DVP642, sem qualquer necessidade de ajustes pelo usuário. Quando alguém diz que está tendo problemas com a gravação que fez e não está usando o Nero Express essa é a primeira coisa de que desconfio. Mesmo que a pessoa esteja usando o Burning Rom eu sugiro que use o Nero Express. A flexibilidade do Burning Rom às vezes só atrapalha;

3)O Nero Express é facílimo de usar e de ensinar a usar. Na maioria dos casos não é preciso muito mais que o famoso "Next - Next - Next - Finish".

4)Confiar em um programa de gravação é difícil. Eu já vi esquisitices suficientes em outros programas e até versões anteriores do Nero para só querer mudar para outro se este tiver algo realmente imprescindível.

5)As pessoas estão acostumadas ao Nero por causa de sua onipresença. O PC tem Windows e gravador de DVD? Altíssima probablidade de você encontrar o Nero nos menus e já saber como usá-lo.

6)Mesmo o Nero Express pode ter sua funcionalidade expandida pelo uso da Nero API. O DVD Shrink deve ser o programa de transcoding mais popular do mundo e usa a API do Nero para entregar um DVD-Video já pronto para o usuário. Eu não uso essa funcionalidade, mas entendo que simplifica a vida da maioria das pessoas.

7)Não trava. Não dá pau do nada. O meu gravador USB 2.0 por algum motivo foi reconhecido como USB 1.0 pelo Windows? Leva uma eternidade mas o DVD é gravado. O HDD está fragmentado ou tem outro problema que deixa esvaziar o buffer? O Nero 6 pára a gravação quantas vezes for necessário para esperar o buffer encher novamente, mas conclui e o disco fica indistinguível de um disco gravado de uma tacada só.

É por isso que o Nero é o programa de gravação mais popular do país.

Pode ser que isso mude por causa das ca**das que a Ahead está fazendo nas versões mais recentes, mas a Ahead também pode enxergar a luz de repente.

[12/11] Já faz algum tempo que a Ahead mudou de nome para Nero AG. "AG" é o equivalente alemão para nosso "S.A."

ImgTool Burn

O único inconveniente do Nero 6 para mim é sua incapacidade de gravar, em um DVD-Video, qualquer arquivo "extra" fora da especificação. Eu entendo que isso protege o usuário de fazer meleca, mas em todos os meus discos eu preciso gravar um snapshot com o CRC32 de todos os arquivos do DVD e o Nero não deixa.

Esse é o principal diferencial do ImgTool Burn

ImgTool Burn é uma extensão para o Nero (não funciona sozinho) que usa a API Nero (NeroAPI.dll) para gravar os discos, podendo assim passar por cima das limitações propositais da GUI do programa da Ahead. Outro programa popular que usa a API nero é o DVD Shrink.

Você diz ao ImgTool Burn onde é a raiz do DVD-Video que você estrá criando e ele grava tudo o que estiver lá. Você pode colocar a trilha sonora em MP3 do filme, posters, etc.

Apesar disso, não pense que a integridade do filme não é checada. O programa verifica tudo o que estiver dentro da pasta VIDEO_TS e avisa se existir um arquivo que não deveria estar lá ou se está faltando alguma coisa.

Sábado, 10 de Novembro de 2007

Nero 7 - Cheio de "prá que isso?"

Apesar de já ter saído o Nero 8, eu ainda uso o Nero 6 e estou muito satisfeito com ele. Eu definitivamente não sou o tipo de pessoa que acha que "o mais novo é o melhor". E o Nero 6 já comprovou sua estabilidade e eficiência para mim. Além disso, se tudo o que você espera é que o programa grave CDs e DVDs direito, onde o software pode melhorar sem acrescentar recursos desnecessários?

Mas os últimos drives da LG estão vindo com uma cópia do "Nero 7 Essentials" (Nero Expres 7 e Nero Backit-up 7) e precisei instalar a pedido de um cliente. Antes de começar a instalação já achei que havia algo muito errado:



Para que raios um programa de gravação de mídia óptica precisa do Directx 9?!

E não adianta desmarcar a opção, porque aí o Nero 7 não instala. Num PC doméstico de alguém que jogue eu não me incomodaria. Mas para que atualizar o DirectX na máquina do Departamento Financeiro (era o meu caso)?

Como não tinha jeito, mandei instalar. Outra decepção, porque foi penosamente lerda em um XP com 512MB de RAM. Eu teria instalado o Nero 6 em um décimo do tempo, no mesmo PC.

A única vantagem, que foi decisiva para o cliente querer o Nero instalado em mais dois PCs: Esta versão permite escolher o idioma Português.

Eu entendo que um cliente que não entenda lhufas de Inglês ache isso um grande diferencial, mas se o texto da imagem acima for um exemplo do Português usado no Nero 7, eu fico com o Inglês mesmo. O que danado significa "O tempo de execução do Usuário Final"? A hora em que ele vai morrer?

Coloquei isso no Google e só encontrei uma página. Coincidentemente (ou não) um texto da MS sobre DirectX. Pedi para ver a página em Inglês e então descobri que isso é uma tradução porca de "End-User Runtime". Eu entendo o que significa isso em Inglês, mas não faz o menor sentido na tradução.

Infelizmente, já li reports de que o Nero 6 (e até versões iniciais do Nero 7) não funcionam direito sob Windows Vista, por isso vou ter que ir me acostumando a instalar esta josta para clientes.

Mas vou continuar com meu Nero 6 por um bom tempo ainda.

JAVA

Não adianta, eu não consigo embarcar no bonde dos que veneram a programação em Java. Do ponto de vista do programador pode ser interessante por causa da suposta portabilidade (ainda não vi um game feito para celular rodando em um PC) e da facilidade de programação (um amigo que faz faculdade garante que Java é mais fácil que C++), mas do ponto de vista de um usuário Windows, só vale mesmo a pena para Internet Banking.

Na maioria das vezes que meu Windows começa a ficar estranhamente lento, como se estivesse puxando uma bola de ferro pelos tornozelos virtuais, o danado do ícone da xícara está lá na barra de tarefas. Eu já separei um browser só para acessar Internet Banking, porque se eu fizer isso no meu Firefox vou ter que dar um shutdown no browser (e ter que recarregar 40+ abas) em seguida, já que mesmo fechando as abas do acesso ao banco, a xícara (e a lentidão) não vão embora.

Nas poucas vezes em que encontro uma aplicação Windows "offline" que usa Java, é batata: O software é perceptívelmente lerdo.

  • Acontecia no Windows 95 e continua acontecendo no XP SP2.
  • Acontecia quando eu tinha um Duron 950 com 128MB de RAM e continua acontecendo com um Sempron 2500+ com 1GB de RAM.
É só comigo?

Editado: Estava dando uma olhada agora no artigo Java Performance da en.Wikipedia e encontrei a seguinte "pérola":
Future improvements are planned to preload class data at OS startup to get data from the disk cache rather than on the disk.

Oh, sim... E então a JAVA VM vai ser mais um exemplo de software que finge ser mais rápido atrasando a inicialização do SO e usando sua RAM mesmo quando você não pretende usá-lo!

Editado 2: Esta página sugere que a JRE 6 consome substancialmente menos memória que a JRE 5. Coincidentemente ou não eu ainda estava usando a JRE 5, por isso fiz o upgrade agora. Não que eu acredite que vá sentir a diferença com meus atuais 1,5GB de RAM.

Firefox congelando periódicamente (e outros problemas)

O meu FF está com um problema irritante. De vez em quando ele congela por uns cinco segundos. Eu pensei que fosse por causa do conteúdo de alguma das mais de 50 abas abertas, mas depois de fechar as mais suspeitas o problema continuou. Fechar o Firefox, reiniciar o computador e reabrir as mesmas abas deu no mesmo, por isso usei o recurso de salvar todas as abas do FF e recomecei do zero.

Eu ainda não reabri nenhuma das abas salvas, mas no meu processo normal de trabalho já estou com novas 20 abas abertas e o problema voltou.

Isso começou a acontecer mais ou menos depois que atualizei para a versão 2.0.0.8.

E quando atualizei para a versão 2.0.0.9 a coisa só piorou. O congelamento continua e o FF apagou todos os meus favoritos e todas as minhas senhas armazenadas. Isso também pode ter acontecido porque pedi para aumentar o cache dele para 100MB, mas não tenho certeza, porque fiz as duas coisas mais ou menos ao mesmo tempo.

Editado: eu encontrei um backup dos meus Favoritos, feita pelo próprio FF, em:
C:\Documents and Settings\[usuário]\Dados de aplicativos\Mozilla\Firefox\Profiles\[perfil]\bookmarkbackups

Sem solução para o congelamento, por enquanto.

[30/11] Depois que voltei para a versão 2.0.0.7 (veja comentários) os travamentos pararam. Eu estou usando a versão 2.0.0.10 há três dias e o FF também não congelou desde então.

Domingo, 28 de Outubro de 2007

Thinstall : evolução ou revolução?

Você pode nunca ter ouvido falar do Thinstall até hoje (eu mesmo só descobri sua existência na semana passada), mas é só uma questão de tempo para você cansar de ouvir/ler essa palavra e desejar ardentemente que um dia o programa se torne gratuito :)

A função de Thinstall pode ser explicada de forma bem simples: transformar qualquer aplicação que requer instalação em "portátil", podendo ser rodada de um pendrive, CD ou drive de rede. Só que o método usado por Thinstall não é nada trivial.

nota: neste post eu vou ser bastante superficial. Descrever com detalhes o funcionamento de Thinstall iria requerer um grande review.

Thinstall cria ao redor do programa um ambiente virtual que isola-o do sistema operacional. O programa "pensa" que está tendo acesso direto ao HDD e ao registro da máquina onde está rodando, mas na verdade ele enxerga tudo através do Thinstall. Ele vê sua própria pasta e seus arquivos no PC, mas eles não estão na verdade lá. Todos os arquivos e chaves do registro do Windows necessários para o programa são empacotados em um único .EXE (vou chamar de "ThinEXE"). Se o software for constituído por vários programas, Thinstall cria links externos para esses programas empacotados dentro do ThinEXE.

Fatos importantes:

  • O ThinEXE nunca é modificado, por isso você pode colocá-lo até em uma mídia somente leitura. Se o programa precisar fazer modificações na sua cópia do registro do Windows ou em seus próprio arquivos, não tem problema, Thinstall redireciona tudo para a "sandbox" (uma pasta) , que tanto pode estar junto ao ThinEXE (no caso de você estar rodando em um pendrive) ou dentro da pasta particular do usuário no Windows. Apagar a sandbox é como reinstalar o programa;
  • O runtime do Thinstall tem meros 400K e está embutido no ThinEXE. Rodar o ThinEXE coloca o ambiente Virtual do Thinstall em operação. Fechar o ThinEXE desliga o ambiente. Nada é instalado no PC onde o ThinEXE roda e nenhum arquivo é modificado ou posto lá se você não quiser. Mesmo usuários limitados do Windows, sem qualquer privilégio, podem rodar a partir de CD, pendrive ou drive de rede programas que de outra forma não poderiam, por requerer instalação;
  • O acréscimo na necessidade de CPU ou memória de um ThinEXE em relação à aplicação instalada normalmente é mínimo;
  • É possível até mesmo rodar uma aplicação que requer o .NET framework sem que isso esteja instalado no PC.

Os únicos problemas de Thinstall:

  1. Não funciona com todos os programas. Softwares que usam esquemas complicados de validação baseados no hardware que você possui, como o WinDVR, percebem que não estão mais na mesma máquina e pedem reativação. Outros softwares também falham por motivos diversos, como o Ulead PhotoImpact 6.
  2. É caro prá dedéu! Cerca de US$4000 pelo programa, mais U$39 por usuário de ThinEXE. É destinado apenas a administradores de sistemas e não ao público em geral. Se você se enquadrar nos requerimentos, pode solicitar uma cópia trial do produto para testes, mas todos os ThinEXEs criados também terão prazo de validade. A cena Warez já descobriu as vantagens do Thinstall e um modo de burlar isso, mas este não é um blog sobre Warez.
Exemplos de programas que ao menos parecem funcionar como ThinEXE:
Nota: você pode encontrar uma grande quantidade de software gratuito em versão thinstall no Thindownload.com.
  • Firefox 2.0.0.8
  • Internet Explorer 6 e 7
  • Itunes 7.4
  • Windows Live Messenger
  • OpenOffice 2.04
  • Palm Desktop 4
  • Adobe Reader 8
  • Paint Shop Pro 7
  • Paint Shop Pro 8
  • Delphi 3
  • Delphi 5 apenas parece
  • Delphi 7 apenas parece
  • Office 2000
  • Dicionario Aurelio 2005
  • PowerDVD 7
  • Orcad 9
  • CircuitMaker 2000 SP1
  • Bone: Out from Boneville
  • Bejeweled 2 Deluxe
  • Ricochet - Lost Worlds
  • UltraCompare Professional 4.2

Exemplos de programas que aparentemente não funcionam
  • Nero 6 OEM
  • Autocad 2005
  • Office XP
  • Office 2007
  • Dreamweaver 3
  • Dreamweaver MX
Lembre-se: o fato de ser possível colocar uma aplicação qualquer em um ThinEXE não significa que você tem licença para fazê-lo. E comentários que sejam obviamente sobre algo ilegal serão apagados.