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sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Interruptor Diferencial Residual expõe mais conversa mole da NBR14136.

Não, não é a "Rebimboca da Parafuseta". O título é sério mesmo. Eu não ia falar sobre isso agora, mas como o Luciano mencionou o assunto nos comentários do post anterior, aqui vou eu...

Poucos no Brasil sabem, mas existe um dispositivo elétrico que, pelo seu princípio de funcionamento, pode proteger as pessoas em uma casa inteira contra choques. O dispositivo é chamado de Interruptor de Corrente de Fuga (esse foi o termo que aprendi na Escola Técnica), Interruptor Diferencial Residual ou Dispositivo Diferencial Residual. A Pial abrevia para "IDR" e você também vai encontrar como "DDR", mas a sigla oficial é "DR" apenas.


 É importante notar que o DR não é (e não serve como) um "disjuntor", apesar de se parecer com um.

O princípio de funcionamento é simples: o DR é conectado em série com um circuito inteiro (ou a casa inteira) e passam por ele tanto o fio fase quanto o neutro. O DR então compara constantemente a corrente que passa pelo fio fase com a que volta pelo fio neutro. Se houver diferença, existe uma fuga para a terra. Se essa diferença for maior que a corrente de gatilho, o DR desarma (desligando a energia) em alguns milisegundos.

 Essa fuga pode significar duas coisas:
  1. Alguém está levando um choque;
  2. Existe um outro "vazamento" de corrente em algum lugar
O DR tem essas duas finalidades. Proteger pessoas e proteger patrimônio.

24/06/2014: É importante notar que o DR não impede o choque de acontecer. Você ainda vai "sentir o tranco". A finalidade do DR é fazer com que esse choque seja breve, evitando assim que você morra. Os efeitos da corrente elétrica no organismo humano dependem da intensidade (corrente) e da duração.

O problema de se instalar o DR em uma residência é justamente manter "2" sob controle (falarei mais sobre isso adiante).

Segundo o artigo na Wikipedia, nos EUA, dispositivos DR que tem a finalidade de proteger pessoas tem uma corrente de gatilho de meros 5mA. Aqui no Brasil só se encontra esse tipo de dispositivo no comércio com corrente de gatilho de 30mA, o que nos EUA só se aceita para proteger equipamentos e instalações.

Uma corrente de gatilho de 30mA basta para salvar uma pessoa? Não sei se basta (os americanos acham que não), mas pode, sim. E a Siemens certamente insinua que pode salvar um bebê.



Note a ironia da tomada do padrão novo na foto. Imagine um prego na mão do bebê.

Eu acabo de falar com meu ex-chefe, que é engenheiro eletrônico e ainda é chefe da manutenção da fábrica onde trabalhei e ele me confirmou que pela norma brasileira o DR de 30mA é o usado para proteger pesssoas.

E o negócio funciona. Uma vez um amigo me disse que tinha recebido um agradecimento entusiasmado de um cliente que ele convencera a instalar um DR, porque no dia anterior o filho dele saiu na chuva para abrir a garagem e na hora que enfiou a chave no portão a casa inteira desligou. O portão estava dando choque e o DR protegeu o menino.

Por que isso não é divulgado e usado em toda parte?

Boa pergunta. Eu só posso afirmar que existem dois problemas com o DR:
  1. É caro. Mas R$100 por circuito é irrelevante diante do valor de uma vida humana.
  2. A instalação elétrica e todos os seus equipamentos precisam ser livres de fugas, ou você vai acabar se irritando muito com desarmes "sem explicação".

Para tentar minimizar os transtornos ocasionados por "2" é preciso separar a casa por circuitos e usar vários DRs, evitando que um desarme ocasional deixe a casa inteira sem energia e facilitando a localização do culpado. Também não é possível usar DR no circuito que tem chuveiro elétrico, porque a fuga natural do chuveiro costuma ser maior que os 30mA (edit: estou desatualizado, leia comentários). Residências simples e com instalação bem feitas, entretanto, podem funcionar perfeitamente com apenas um DR.

Apesar dos problemas, por que o governo não incentiva o uso de DRs (supostamente obrigatório desde 1990), que realmente protegem contra (edit: quase) qualquer situação de choque, em vez de soluções "meia boca" como vender tomadas com buracos na frente? O DR te protege contra equipamentos "dando choque", te protege contra descuidos ao trabalhar com instalação ligada e te protege contra fios desencapados, entre muitas outras situações perigosas. As tomadas, não. Essa é mais uma questão a se colocar na mesa quando se discute a validade da já maldita NBR14136.

Meu melhor palpite, movido pela minha total descrença na seriedade do INMETRO com essa norma, é que este seja "o próximo passo". Daqui a alguns anos vai aparecer uma campanha revelando que as tomadas protegem, mas não de tudo. E finalmente vão divulgar os DRs. Nossa indústria lucra duas vezes em vez de apenas uma.

P.S. Diante do que expus acima dá para entender por que os norte-americanos tem um padrão de plug e tomada tão "inseguro" e parecem estar se lixando para isso. Com uma norma que obriga o uso (e lá normas são levadas a sério) de DRs de 5mA, quem precisa perder tempo se preocupando com tomadas?

A conversa mole dos defensores da NBR14136. 1a parte.

Veja esta imagem do site da Siemens, que exalta uma das supostas vantagens da NBR14136 (o padrão brasileiro de tomadas):



Esta imagem está sendo usada para ilustrar como o novo padrão acaba com uma confusão de sete modelos de tomada diferentes que existiam até então. Eu enxergo três mentiras nessa imagem:

Primeira mentira - As tomadas de 1 a 4 se resumem a apenas UMA (leia todo o texto).

Imagem Siemens - Correção 1

Segunda mentira - WTF? Eu nunca vi a tomada 5 em uso aqui no Recife. E a 7 se parece muito com um plug alemão que até hoje eu só vi na sala de aula da Escola Técnica Federal e em algumas máquinas alemãs da fábrica onde trabalhei. De qualquer forma, nunca vi nenhuma das duas em residências. Isso é certo.


Imagem Siemens - Correção 2


Terceira mentira - O novo padrão tem DUAS tomadas (20A ou 10A) e não apenas UMA como a imagem acima falsamente insinua. É verdade que o plug de 10A encaixa na tomada de 20A também, mas ninguém em seu juízo perfeito vai colocar tomadas de 20A na casa toda (são mais caras). Então essa tomada continua sendo tão "especializada" quanto a anterior.

Imagem Siemens - Correção 3


Note que eu estou propositalmente ignorando o fato de que o novo padrão tem uma terceira tomada, sem pino terra (mais barata), porque aí teríamos que contar com a tomada antiga sem o pino. Ficam elas por elas.


Sabe o que a imagem original da Siemens realmente representa? O número de modelos de plugs e tomadas que os fabricantes puderam parar de fabricar e estocar graças ao novo padrão!

A propósito, a mesma mentira está estampada no site do INMETRO, de uma forma ainda mais absurda (grotesca, até):


Notem como o mesmo tipo de plug é representado mais de uma vez em diferentes estampagens, só para fazer número. Se o INMETRO queria padronizar isso, poderia tê-lo feito sem criar novas tomadas!

Enxergando além do engodo do INMETRO, eu vejo isto:


Conclusão: Considerando apenas a conversa fiada de reduzir o número de tomadas diferentes, restringir a fabricação às duas tomadas antigas mostradas na figura "correção 3" já bastaria, sem a criação de novas tomadas. Temos ainda o quesito segurança, mas isso é tema para o próximo post.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como ligar equipamento novo nas tomadas antigas.

Sem danificar ou modificar o equipamento.

O primeiro susto que eu tive com o padrão novo de plugs ocorreu quando eu comprei uma impressora HP Laserjet P1005 no mês passado e esta veio com um cabo de energia 2P+T no padrão novo:


%$%&#@%$$%##. Não existe uma única tomada na minha casa compatível com esse padrão! O susto foi breve, porque como o cabo da impressora é destacável e segue o padrão de cabos destacáveis para computador, bastou ignorá-lo solenemente e usar um dos muitos cabos de gabinete que tenho sobrando aqui.

Mas então um cliente me chamou para fazer a configuração básica em um notebook ACER que tinha acabado de comprar e aconteceu a mesma coisa, só que desta vez não era tão simples de contornar. Por sorte o meu notebook HP usava o mesmo tipo de cabo destacável que o ACER então eu pude usar o meu cabo para fazer o trabalho e o cliente ficou de comprar um adaptador depois.

Na hora eu concordei e, como percebi que eu iria encontrar mais casos que não poderiam ser resolvidos com uma simples troca de cabo, no dia seguinte eu fui procurar no comércio um adaptador desses para ter na bolsa. Para meu espanto descobri que, pelo menos aqui no Recife, eles não existem!

Isto é: existem adaptadores à vontade para você plugar um equipamento antigo nas tomadas novas, mas não o inverso.

Então eu parti para preparar uma gambiarra um artifício técnico:



O adaptador acima, que não existe pronto e também serve como extensão, foi montado por mim com um prolongador PIAL como este (R$5,90 no Atacado dos Presentes de Recife):


E um cabo de gabinete comum. O custo total deve ser inferior a R$10 na maioria das grandes cidades. Para mim isso cobre todas as possibilidades e se você é técnico de manutenção vai precisar andar com pelo menos um desses na bolsa.

Não encontra mais tomadas antigas? Rebele-se, pois ainda dá para contornar.

Aparentemente existe uma brecha na lei, porque pelo menos aqui em Recife a venda de filtros de linha com tomadas "normais" ainda é generalizada e a oferta parece até ter aumentado. A idéia é fazer algo assim:



A foto é de 2006. Na época a empresa onde eu trabalhava estava construindo um novo escritório para o Departamento de Manutenção e eu sugeri que em vez de instalar uma enorme quantidade de tomadas tradicionais, ficaria mais barato, mais simples e mais elegante instalar filtros de linha Clone F6. Minha idéia foi aceita e o escritório inteiro ficou como mostrado na foto acima, das tomadas da minha mesa. É claro que a mesma coisa pode ser feita mais próxima do rodapé. No nosso caso é que foi decidido que seria muito mais conveniente instalar as tomadas acima do nível das mesas.

Perceba que o plug original do filtro foi cortado e este foi conectado diretamente à instalação. A foto mostra uma tomada tradicional no local por bobeira do eletricista que fez o serviço, porque a idéia original era haver uma tampa cega ali. Edit: Leia os comentários.


Eu comecei a fazer isso por volta de 2005 ou mesmo antes, quando descobri que uma única tomada 2P+T custava R$11 no comércio e eu podia comprar um filtro de linha Clone F6 (seis tomadas, chave e fusível) por R$16. E esse filtro ainda pode ser encontrado por R$16 em Recife.

É claro que isso só serve para quem tem a mente aberta. Se você está preso à mentalidade tradicional essa solução vai parecer no mínimo esquisita.  Mesmo entre meus colegas técnicos em eletricidade e eletrônica eu encontrei resistência quando sugeri isso pela primeira vez.

Edit: A mesma idéia aplicada aqui em casa, em um lugar mais discreto: o fundo do rack da TV.


Estão conectados: TV, MicroSystem, DVD player e os carregadores de dois telefones sem fio.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Wallpaper para quem usa múltiplos monitores.

O Windows tem suporte a múltiplos monitores desde o Windows 98SE, mas pelo menos até o XP tem a absurda limitação de não poder exibir um wallpaper diferente em cada tela. Pelo menos não de forma nativa, pois como Raymond Chen explicou em seu blog, isso ainda pode ser feito por meio de um truque, que consiste em criar uma única imagem grande, cuidadosamente montada, que irá "vazar" pelos monitores extras. O Painel de Controle da Nvidia explora isso, mas se você não usa Nvidia ou quer ter um pouco mais de flexibilidade os programas a seguir podem ajudar, pois todos sabem como fazer isso. E eles também funcionam para quem tem apenas um monitor.

Todos os programas listados são gratuitos ou tem uma versão gratuita com a funcionalidade necessária.
  • John’s Background Switcher (JBS) - O melhor que conheço. Configure Change Every para "30 segundos" e experimente as opções em Picture Mode. Eu fiquei especialmente impressionado com Create Polaroid Pile e Create PostCard Pile. Não esqueça de explorar as possibilidades clicando em More. Edit: Tem o grande defeito de requerer o maldito .NET.

    Exemplos das montagens feitas pelo programa quando configurado para Create...Pile. O Programa gera um para cada monitor:









    Edit: Em um computador modesto JBS pode usar CPU demais. No meu Celeron E3200 o JBS dá uns surtos de 30% da CPU a cada vez que que muda o wallpaper. E montagens consomem mais CPU por mais tempo.Se o intervalo entre mudanças for alto o consumo pode ser considerado desprezível.

  • Display Fusion - Mesmo a versão gratuita já tem o suporte necessário para exibir um wallpaper diferente em cada monitor, mas tem um grande defeito: requer também o maldito .NET (v2.0). 
  • Random Background - O mais simples de todos. Bem simples mesmo.

Sites com papel de parede

O problema de papéis de parede "prontos" é que para o efeito funcionar corretamente é preciso que os monitores sejam do mesmo tamanho e resolução e estejam lado a lado. Se esse é o caso e você não quer instalar nenhum programa, dê uma olhada no que esses sites oferecem:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O fórum está de volta ao ar.

Ainda não sei o que houve. Meu melhor palpite, que ainda assim não é muito bom, é que o mod para reCAPTCHA que eu estava testando ontem enlouqueceu. O mod, que não funcionara mesmo, foi desinstalado. E aproveitei para efetuar uma manutenção.

O fórum está sendo vigiado por mim e pelo suporte do meu host. Poderá ser desativado novamente se o problema voltar.

Testando o Google Buzz.

Amanhã o post onde eu expliquei por que não uso o Twitter completa cinco meses e de lá para cá minha idéia a respeito do serviço não mudou em nada, mas minha necessidade de ter mais um canal para expor as coisas em que estou pensando continua firme.  Eu ainda não sei se o Buzz é o meio ideal, mas de uma coisa eu já tenho certeza: para mim é muito melhor que o twitter.

Na ocasião alguns desocupados fãs dedicados disseram que me seguiriam se eu tivesse uma conta lá. Agora surgiu a oportunidade deles saberem se era um desejo sadio, pois aqui vai um exemplo das minhas ruminações:

Meu Buzz

O serviço ainda tem muitos defeitos e eu torço para que sejam corrigidos logo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fórum temporariamente fora do ar.

Meu host acaba de me informar que detectaram um problema no fórum e precisaram desativá-lo. Eu só vou poder checar isso amanhã.

Como montar drives VMware (.vmdk) no Windows.

Mais ou menos do mesmo jeito que usando o Daemon Tools, mas com acesso de escrita também.

Você precisa de dois programas:
  • VMware Disk Mount Utility - Só funciona por linha de comando.
  • VMount - GUI que facilta o uso do Disk Mount. Infelizmente requer o maldito .NET (v2.0).
Você pode baixar o Disk Mount aqui (avisem se o link não funcionar) e o Vmount aqui. Instale primeiro Disk Mount e depois Vmount.

Aparentemente Vmount não cria nenhum atalho no Menu Iniciar, mas você encontrará o executável em %ProgramFiles%\Abinsight\vmount\vmount.exe. Execute-o e aparecerá um ícone na systray. Daí você poderá usar de uma forma semelhante ao Daemon Tools.

Por default o drive é montado como unidade V:, mas isso é configurável.

Atenção: Você não pode montar discos que estejam sendo usados por uma máquina virtual. E snapshots automáticos podem apagar todas as modificações que você fizer.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Treediff: garantindo a integridade dos seus arquivos.

Eu já mencionei várias vezes o Treediff tanto aqui neste blog quanto em outros lugares, mas só agora arrumei disposição para criar um post sobre ele. Como o assunto é extenso e eu tenho pressa para publicar este post porque está "segurando" a publicação de outros, eu poderei editá-lo consideravelmente no futuro.

Explicando por alto, Treediff é um programa de comparação de diretórios. Nada de especial até aí, pois com essa finalidade existem programas aos montes. Porém Treediff tem características simples mas únicas (e relevantes para mim) que eu jamais encontrei juntas em nenhum outro software. Ele pode salvar "snapshots" na forma de arquivos ASCII de toda a estrutura do diretório analisado com data, hora, tamanho e CRC32 de cada arquivo. Esses snapshots podem ser usados a qualquer tempo para comparação com a mesma estrutura de diretórios ou qualquer outra supostamente semelhante.

Talvez fique mais fácil entender se eu explicar o que faço com ele:
  • 99% das vezes (nem sempre eu lembro) em que gravo um CD ou DVD, inclusive para clientes, gravo junto um snapshot de todo o seu conteúdo. Depois eu posso conferir o que foi gravado e ter certeza de que o conteúdo é 100% fiel ao que eu queria gravar. O primeiro teste eu sempre faço imediatamente após a gravação e assim me garanto contra qualquer susto provocado por gravador, software ou mídia quando um dia eu for precisar dos discos;
  • Também faço uma cópia do snapshot em outro lugar, porque caso eu perca a mídia eu saberei exatamente o que havia nela. E poderei comparar o snapshot com outras versões do mesmo conteúdo para saber exatamente o que preciso restaurar para reconstruir a mídia perdida. Isso é especialmente valioso com meus DVDs de drivers e ferramentas;
  • Eu faço snapshots de meus HDDs inteiros e deixo guardados. Se um dia eu desconfiar de uma possível infecção por file infector, posso comparar o conteúdo atual do drive com o snapshot para ter certeza. O conteúdo dos meus HDDs é mutante, claro, mas a ação de file infectors segue padrões do tipo: somente arquivos EXE estão diferentes, que são muito fáceis de flagrar quando se tem um snapshot;
  • Eu ando com um pendrive de 4GB (eu usava um DVD, mas é um saco manter atualizado) lotado dos programas e ferramentas mais usados, cuja integridade pode ser verificada em qualquer computador, porque ele carrega também o Treediff e seu próprio snapshot;
  • Quando eu troco o HDD e preciso mover meus dados, antes faço um snapshot da estrutura, copio os dados para o novo HDD e comparo a cópia com o snapshot. Só confio no novo HDD e apago a origem se estiver perfeito. Também faço um teste desse tipo ao trocar de placa-mãe. Mas a última vez em que eu flagrei dados corrompidos nesse teste ainda se usava drivespace/doublespace. A confiabilidade dos drives e interfaces atuais é fantástica; 
  • Eu posso pedir que alguém faça um snapshot de um disco que ele tem e me mandar por e-mail (dificilmente passa dos 100KB) para poder comparar com um disco meu;
  • Em teoria (ainda não precisei fazer isso) eu posso manter snapshots da partição de sistema e saber com certa facilidade se algo foi corrompido ou infectado. Isso só funciona, claro, com partições de sistema pequenas, organizadas e com o Windows Update desligado;
Eu gravo snapshots também nos DVD-Video, mas como o Nero 6.x (meu programa de gravação preferido) não permite que você adicione em um DVD-Video nada mais que os arquivos normatizados, me impedindo de colocar um snapshot no disco, eu só uso o ImgTool Burn (que não tem essa frescura) para fazer esse tipo de gravação.

Treediff é capaz de ler os headers de diversos compactadores (ZIP, RAR, ARJ, etc), assim você consegue comparar um certo grupo de arquivos com o que está dentro de um arquivo compactado sem precisar extrair o conteúdo.

O relatório do Treediff usa um esquema de cores muito fácil de entender para mostrar as diferenças:

Como o Treediff mostra a velocidade com que lê os arquivos e seu algoritmo é muito rápido, eu também o uso como ferramenta para medir a velocidade de HDDs. No exemplo abaixo o Treediff está lendo arquivos a 90MB/s.




Como usar, em poucas palavras

  • Para apenas criar o snapshot de uma estrutura, abra-a clicando em New Dir e depois tecle CTRL+T. Terminado o processo, salve com File Set -> Save New set as Snapshot.
  • Para comparar, use os botões correspondentes no topo da janela. Você precisa abrir um "New...", um "Old..." e depois clicar em Diff.

Configurações
(por alto)

Options - Status: É assim que configuro o meu. Selecionar Checked Move FIles fará com que Treediff tente encontrar arquivos que foram movidos, mas isso pode retardar muito operações se o número de arquivos for muito grande (dezenas de milhares).



Options - Scanning : O meu fica configurado desse jeito. É importante sempre selecionar System Files, Hidden Files e Hidden Directories, porque não é default. Quando eu quero uma comparação rápida, só para ver se dois diretórios estão sincronizados, eu desmarco Calculate CRC, porque isso acelera muito a comparação. Mas normalmente eu mantenho selecionado. Note que em Include filemask você pode pedir a Treediff para comparar apenas um tipo de arquivo. Isso é útil para procurar pela ação de file infectors.



Você também pode configurar "ferramentas" para rodar nos resultados. No exemplo abaixo, eu configurei o Treediff para rodar meu programa MyBinComp para analisar byte-a-byte os arquivos reportados como diferentes. Para evocar o programa configurado aqui basta clicar sobre a linha onde houve uma diferença e teclar CTRL+U.


Exemplos de status

Comparação perfeita. Existe um "inserted" no exemplo abaixo, mas isso ocorre por causa da minha adição do snapshot na mídia depois de ter feito o snapshot (obviamente).


Problema com datas. Note que Identical é zero, mas Differs também é. Como é altamente improvável que todos os 12054 arquivos tenham sido atualizados mas não sejam diferentes, você provavelmente está com uma timezone configurada incorretamente.

Inserted praticamente igual a deleted: Você pode ter renomeado uma pasta e Treediff considera que são duas coisas diferentes.



Todo programa concorrente do Treediff que eu já testei tem um ou mais dos seguintes problemas:
  • Compara, mas não salva snapshot;
  • Se faz snapshot, usa um formato proprietário (Beyond Compare) que além de não poder ser verificado/editado com o Notepad (às vezes é útil fazer isso) me deixa com a preocupação de que um dia eu não possa mais ler minhas centenas de snapshots. O formato do Treediff é tão fácil de ler que tenho planos (que empurro com a barriga há anos) de criar minha  própria versão do programa, com alguns recursos extras.
  • Quer salvar um snapshot por arquivo ou por diretório. Sem a opção de salvar um apenas por estrutura;

Problemas que você pode encontrar:

  • Treediff pode ter problemas com arquivos de mais de 4GB;
  • Se o Treediff reportar que os arquivos apresentam uma diferença de 2s nos horários, isso se deve à granularidade do campo de 16bits que armazena a informação de data/hora no sistema de arquivos (acho que só ocorre em FAT/FAT32). É normal e pode ser ignorado. Inclusive me parece que a versão mais recente do Treediff leva isso em conta, porque faz muito tempo que não encontro esse problema.
  • Se o Treediff reportar uma diferença consistente, precisa e inesperada de uma ou mais horas (até os segundos batem, mas as horas não) em todas as datas, verifique se a TimeZone do seu Windows está correta (GMT-3, geralmente);
  • É incomum, mas normal que o Treediff acuse diferenças inesperadas em arquivos IFO e BUP (e somente nesses) de DVD-Video gravado em casa:


Nota: Para quem não sabe, arquivos BUP são BackUPs dos respectivos arquivos IFO. Uma salvaguarda do padrão DVD-Video porque um erro neles pode ser catástrófico para a exibição.

Não é culpa da mídia. Não importa quantas vezes você regravar, Treediff vai acusar o mesmo erro. E note como o CRC32 de cada BUP continua idêntico ao do respectivo IFO mesmo na versão alterada. Isso indica modificação deliberada e não corrupção ou erro de leitura. Depois de muito apanhar com esse problema eu cheguei à conclusão de que o programa de gravação automaticamente corrige alguns pequenos erros de autoração (realocação) antes de gravar. Isso acontece com uma pequena fração dos discos e sempre quando eu estou usando o ImgTool Burn.

Limitações (e aperfeiçoamentos que gostaria de fazer).
  • A versão shareware manipula uma quantidade praticamente ilimitada (supostamente, 260 milhões) de arquivos, mas só exibe no relatório dois ou três mil. Na janela de status as diferenças são contadas corretamente, mas você pode não ser capaz de ver que arquivos são diferentes. Filtros também são desligados quando existem mais de 2317 arquivos. Snapshots são salvos e comparações são feitas com todos os arquivos, felizmente.
  • Você não pode comparar usando apenas um ramo de um snapshot. Assim se eu tiver o snaphot de um HDD inteiro e quiser verificar a integridade de um diretório eu até posso, mas Treediff vai acusar a falta de todos os outros arquivos. E pode ser difícil separar isso. Ou até impossível, se forem muitos arquivos e você estiver usando a versão shareware; 
  • Edit: Não tem sinalização sonora para quando uma tarefa termina. 

Alguma coisa não ficou clara? Comente. A clareza deste post é importante porque vou apontar todos os meus links referindo-se ao Treediff para ele. E vou fazer mais nos próximos dias. Edit: como este, no Sete Problemas.

reCAPTCHA: o "bem maior" por trás do incômodo.

Todo usuário avançado de computadores já deve estar bem ciente do objetivo de um CAPTCHA: proteger o site/serviço contra uso automatizado (SPAM, roubo de informações, leeching, etc). É um incômodo que toleramos porque é necessário para garantir a viabilidade do site/serviço.

O projeto reCAPTCHA vai além disso. Cada resposta que você dá está contribuindo no esforço de digitalização de publicações (tudo publicado antes da era da informática) iniciado pela Google. No momento reCAPTCHA está terminando a digitalização de 130 anos de edições do The New York Times.

Em um CAPTCHA como este:



Uma das palavras é conhecida pelo sistema e a outra foi digitalizada e não pôde ser entendida. Se você responder a palavra conhecida corretamente o sistema considera que você tenha acertado ambas e deixa você prosseguir, mas a palavra desconhecida só é considerada decifrada se outras pessoas responderem a mesma coisa.

Estou pensando em colocar reCAPTCHA em todos os downloads do meu site, só para contribuir com o projeto.

O&O Software está distribuindo licenças do O&O Defrag 10.

Eu esbarrei na dica aqui. A versão mais recente é a 12 e não sei quais as diferenças (talvez a 10 não rode no Seven). Eu não sei como o programa anda agora, mas da última vez que o usei, há uns cinco anos, era bem melhor que o desfragmentador embutido no XP.

Registre-se em http://www.oo-software.com/home/en/special/komputerswiat/. Eles só querem seu endereço de e-mail. Ao clicar em Submit você verá os links de onde baixar as versões de 32 e 64 bits do software. Registre com a licença que você vai receber por e-mail.

Nota: Estranhamente, "nome" e "empresa" devem ser preenchidos com o seu endereço de e-mail, conforme as instruções que você receberá.

Não houve processo de ativação, então eu suponho que se você ignorar os termos da licença você possa usar o mesmo registro em todos os seus PCs.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Extensões do Firefox úteis para quem é tarado por abas.

Não é segredo para ninguém que eu tenho uma tara secreta (?) por abas. Ter 100, 200, 300 abas abertas na mesma janela do Firefox para mim não é algo incomum. Por isso certas extensões relacionadas com abas simplesmente não funcionam comigo (eu devo ser o perfeito beta tester para quem quer otimizar suas extensões). Então se você também tem uma tara semelhante à minha mas é muito tímido para confessar, aí vão algumas extensões que servem para facilitar nossa vida/mania/dependência e que funcionam muito bem com o número ligeiramente obsceno de abas que uso.

Mas primeiro, alguns atalhos default do Firefox que podem passar despercebidos:
  • CTRL+T: Abre nova aba;
  • CTRL+SHIFT+T: Reabre última aba fechada (ótimo quando se fecha uma por engano);
  • CTRL+1 a CTRL+8 : Te leva às abas de 1 a 8;
  • CTRL+9 : Te leva à última aba, não importando se ela for a nona ou não;
  • CTRL+CLICK : Abre link em nova aba.
(lista completa)

As extensões:

Session Manager: Essa é a mais óbvia. Em versões anteriores tinha o frustrante bug de, caso você tivesse a janela de Downloads aberta e a fechasse depois da janela de abas, todas as suas abas eram perdidas. Mas isso foi corrigido algumas versões atrás e agora eu considero o Session Manager quase irrepreensível. Todas as suas sessões são salvas em arquivos .session em formato ASCII que podem ir para backup e/ou serem importados em outro computador.

O FF já é capaz de reabrir as abas abertas na última sessão, sem precisar de extensões, mas o Session Manager te permite um controle muito melhor sobre isso e você pode entre outras coisas salvar e reabrir apenas o conteúdo de janelas. Com isso eu posso, por exemplo, ter uma janela "DealExtreme" que eu salvo e reabro quando quiser. Não seria muito difíícil fazer um programa para sincronizar as sessões entre computadores, que me permitisse estar trabalhando neste momento no desktop e mais tarde ter as mesmas abas abertas no notebook.

Tab Mix Plus (TMP): Não faz muito tempo que eu elogiei o Firefox 3.6 por finalmente abrir abas novas do lado das correntes. Mas o FF continuou com um irritante defeito: novas abas sempre são abertas lá no fim da lista. Não era incomum eu estar lendo alguma coisa lá pela décima aba e precisar de uma nova janela para pesquisar algo relacionado, mas CTRL+T me jogar lá para o fim da lista, 100 abas adiante, exigindo o tedioso trabalho de arrastar a nova aba para junto da que eu estava lendo. Uma das muitas opções do TMP é fazer com que novas abas abram ao lado da aba corrente.

Outra facilidade do TMP que eu uso quando me lembro dela é que este cria no menu de contexto da aba dois items:
  • Proteger aba: A aba não pode ser fechada. Mas o recurso de "reabrir abas" fechadas que o Firefox tem há muito tempo reduz a importância disso. Quem realmente precisa de uma facilidade dessas é o Google Chrome, com suas abas minúsculas e indistinguíveis.
  • Trancar aba: Clicar em qualquer link na aba faz com que esse link abra em uma nova aba, impedindo que você perca de vista a aba "mãe".
TMP tem uma cacetada de outras facilidades, mas ainda não encontrei uso para elas. E desabilite o gerenciador de sessões dele se estiver usando o Session Manager;

Outras extensões que ainda preciso investigar por recomendações de leitores (substituindo Tab Mix Plus) são Tabberwocky (mais promissor) e Tabs Open Relative

BarTap: Nesta eu esbarrei hoje. Quando você usa o Session Manager ou mesmo o recurso embutido no FF, não pode deixar de se surpreender com a burrice do browser, pois todas as abas são recarregadas ao mesmo tempo, competindo por CPU, memória e a banda de internet. Eu costumo me ver obrigado a trabalhar de vez em quando no IE ou no Chrome (tarados por abas como nós não suportam esses dois) porque dá medo tentar reabrir o FF e esperar que a última sessão carregue, o que pode levar uns 1o minutos ocupando toda minha banda de 600Kbps e uma CPU inteira do meu Dual Core.

Bartap resolve isso de uma maneira muito elegante. Todas as abas reabertas durante uma carga de sessão não são carregadas enquanto você não clicar nelas. Assim se você tinha 200 abas na última sessão do FF, ao abrir o browser este vai abrir muito mais rápido com todas as 200 abas na barra de abas, com todos os títulos (ícones, infelizmente, nem sempre), mas sem carregar realmente o conteúdo de nenhuma delas. Basta clicar na aba que você efetivamente vai ler para o conteúdo ser carregado. Caso você precise fechar o browser logo em seguida o Session Manager vai salvar a lista com as 200 abas de novo como se não houvesse nada diferente.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nunca duvide dos poderes do MS Paint.

Na próxima vez que alguém disser que o Paint não presta para nada, pode dizer que ele/ela é que não sabe desenhar. Veja isto aqui e babe:


O autor diz que levou 35h para fazer isso. Teria feito mais rápido no Gimp ou Photoshop? Provavelmente! Mas que graça isso teria?

Minha inveja é tão grande que eu quase grito FAKE! :-)

Como descobrir de onde veio (ou o que danado representa) uma foto.

Eu tenho essa necessidade de vez em quando. Esbarro em uma imagem na internet e fico me perguntando:
  • O que danado é isso?! Ou sua variante: "O que eu deveria estar vendo?"
  • Qual e a história por trás dessa imagem?
  • Quem são as pessoas na foto?
  • Quem é o autor da imagem?
  • Etc.

Perguntas a respeito de imagens ainda são um tanto complicadas de expressar no Google (leia-se: não dá), por isso fiquei surpreso e animado ao encontrar neste post do Engadget uma referência ao serviço TinEye.

Comentaram sobre o serviço justamente porque muita gente queria saber (incluindo eu), o que raios é isso:



Ficaria perfeito como papel de parede do PC da sua sogra, não ficaria? ;-)

TinEye ajuda a responder essa questão e muitas outras. Basta fazer o upload da imagem ou dar o link onde ela se encontra. TinEye procura no seu banco de dados tanto por imagens idênticas quanto modificações dela. Pequenas alterações, mudanças no tamanho e formato aparentemente não enganam o algoritmo.

Por exemplo, esta foto de Emma Watson tem marca d'agua de "Emma Watson Online":


Mas será que eles são mesmo os detentores do Copyright? TinEye é capaz de encontrar uma versão sem a marca d'agua? Sim, é capaz.

E fica ainda melhor. Se você alimentar o TinEye com esta outra imagem:


Obtém estes resultados. Perceba a significativa diferença entre as imagens, mas ainda assim o TinEye acertou.

Infelizmente, o serviço não é perfeito (meus blogs não estão indexados por ele, imagine... :-P), mas já dá para fazer muita coisa. Agora há pouco eu fiquei curioso para saber a origem de duas imagens publicadas no Meio Bit. Esta "não foto" (óxente!) da mesma Emma Watson:


E esta caracterização do troll médio:


Clique nas imagens para ver o que estava lendo quando as encontrei.

Ambas estão indexadas pelo TinEye. Se você prestar atenção à segunda vai notar que a imagem na tela é uma montagem. TinEye ajuda a encontrar uma versão menos editada:


Infelizmente muitos resultados são em línguas indecifráveis ou estão em páginas que requerem registro para ver (só spiders como o TinEye tem acesso, como é normal) então encontrar outras referências à imagem pode ser apenas o começo de uma longa pesquisa.

Mas francamente é muito melhor do que nada, não é mesmo?

Para ficar muito melhor, basta a Google comprar a Idée...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Como saber se o hardware do seu PC é compatível com HDCP.

A Cyberlink tem uma ferramenta que facilta bastante, o Cyberlink BD Advisor (você não precisa preencher um e-mail válido para baixar). A intenção do programa é testar se seu PC é compatível com Blu-Ray, sendo HDCP apenas um dos testes.

A imagem abaixo é do teste com minha GF8200A conectada na porta DVI de um monitor Proview AR2238AFJW.



Tenha em mente que se o software desse negativo para HDCP ele não diria de quem é a culpa (monitor ou placa de vídeo).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Site neste momento sob ataque de uma botnet.

Pelo menos é o que parece. E também parece ser "inofensivo".

Isso já vinha acontecendo há algumas semanas, mas na taxa de duas ou três vezes por dia. Porém nos últimos minutos dezenas de posts incompreensíveis como esses foram despejados em todos os blogs baseados em wordpress que estão hospedados em ryan.com.br:



Como  todos os blogs são moderados, ninguém além de mim vê isso aí. E o único incoveniente que tenho é ter que dar alguns clicks para apagar tudo.

Note que cada post tem um endereço IP muito diferente do outro. A princípio eu achei que fosse uma doideira do wordpress, apesar de ser altamente improvável que acontecesse em vários os blogs ao mesmo tempo. Mas eu olhei nos logs do meu servidor e esses mesmos endereços estão registrados lá. Isso para mim caracteriza a ação de uma botnet. Eu fiz um Reverse DNS lookup em alguns endereços e encontrei Brasil, Estados Unidos, Holanda e Polônia entre os países de origem.

Resta saber qual o objetivo, já que tem cara de SPAM, mas o texto parece ser aleatório, assim como os URLs.  E URLs aleatórios lembram o modus operandi do famoso vírus Conficker, que também é conhecido por criar botnets.

Eu ia colocar captchas no sistema de comentários dos blogs, mas decidi deixar do jeito que está para capturar o comportamento do bicho por enquanto.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Trolls e outros anônimos fecham a seção de comentários do Engadget.

É temporário, mas impressiona.

Eu já havia notado o incômodo há alguns dias. As brigas em posts a respeito do iPad eram garantidas e nos posts sobre coisas que nada tinham a ver nem com o iPad nem com a Apple alguém arranjava um jeito de inflamar trazendo o assunto Apple/iPad/iPhone à tona. De um lado, qualquer um que elogiasse o iPad poderia ser tachado de fanboy. E do outro, qualquer um que o criticasse quase invariavelmente era chamado de Apple-hater.

Dias antes, impulsionada pela crítica de vários leitores de que o Engadget estava publicando notícias demais sobre o iPad (um produto que nem está no mercado ainda e já sofre feroz "análise" e "comparação" com outros produtos) a administração do blog criou a opção de se excluir qualquer tipo de notícia da leitura, assim qualquer um poderia ter um Engadget "iPad free" ou mesmo "Apple free". Mas nem assim os ânimos se acalmaram, porque de um lado o tom irônico do anúncio da opção botou mais lenha na fogueira e pelo outro ainda havia quem criticasse ferozmente o Engadget por ter feito isso (em outros posts) dizendo que o blog não deveria ter "se curvado" à vontade dos que reclamavam e que a criação de tal opção deveria ter sido colocada em votação.

!?

Esse tipo de coisa sempre me lembra de uma cena de U-571 onde um soldado americano, discutindo com seu superior, ameaça bombardear o avião alemão (que não sabe que está sobrevoando um inimigo), o que possivelmente destruiria o disfarce do grupo. Quando o avião vai embora o superior dá um murro no soldado e grita "ISTO NÃO É UMA DEMOCRACIA!".

É o fim do mundo. Botar em votação a criação de uma maldita opção é o tipo de insanidade que só pode sair da cabeça daquela extirpe de gente que se pudesse empurraria seus gostos e vontades pela goela de todo o resto da raça humana. Edit: Então é "democrático" negar às minorias o direito a qualquer opção, desde que uma maioria decida isso, não é? Afinal "democracia" não é uma "ditadura da maioria"?

Como se pode ver, a criação da tal opção não resolveu o problema do Engadget. Eu só me lembro de uma única outra ocorrência desse tipo, quando um dos mais conhecidos fóruns sobre áudio e vídeo do mundo, o avsforum, fechou as boards de blu-ray e HD-DVD para postagem porque as brigas entre os defensores de cada formato alcançaram um patamar intolerável.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

DX: Timers de Cozinha.

Eu comprei dois timers de cozinha na DealExtreme em setembro de 2008 movido por três motivos:
  • Eu tomo muito café;
  • Sou preguiçoso demais para fazer café na cafeteira, por isso esquento só a quantidade de água necessária no fogão para fazer uma xicará de café solúvel de cada vez;
  • Perdi a conta das vezes que deixei o bule esquentando e esqueci completamente. Além do desperdício de gás, da névoa na cozinha e da bronca da família, ainda dá trabalho remover a mancha de queimado no fundo do bule.
O melhor dos dois, que é o único que estou usando, foi o sku.2984



O funcionamento é simples: você ajusta quanto tempo deseja (até 99m59s) e aperta START para começar a contagem. Ao final do tempo um alarme toca durante 20s (ou até você apertar STOP) e o timer volta ao tempo programado, aguardando novo START.

O meu fica permanentemente programado para 2 minutos e preso magneticamente ao forno. Basta colocar a água no fogo e meter o dedo em START. O alarme toca suficientemente alto para ser ouvido na maior parte da casa. E se você vestir a roupa certa pode prendê-lo nela com o clip, e aí não tem jeito de não ouvir :-)

Usa bateria AG31, o que me deixou preocupado na época porque por aqui só uma bateria dessas custa mais caro que o timer, por isso comprei também este pack de baterias. Mas nem foi necessário, porque transcorrido mais de um ano o timer ainda está funcionando com bateria original.

O outro timer que comprei foi o sku.4621



Esse foi dinheiro perdido. Apesar de funcionar quase exatamente do mesmo jeito que o anterior e usar bateria AAA, o alarme toca decepcionantemente baixo, inviabilizando seu uso. Além disso, apesar do que está nas fotos o que eu recebi foi preto, que é "feio prá dedéu", além de ser mais caro.

Os dois timers a Aduana deixou passar direto, sem cobrar impostos. E se cobrassem eu nem ia buscar, porque o valor mínimo que tem sido cobrado aqui em Recife está em torno de R$20. Demais para um produto que custou R$5.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Adaptador de vídeo PCI Express DVI-I Lenovo 73P2516

Esse post servirá de suporte a um outro sendo escrito para o blog Sete Problemas. Até mesmo porque não existem reviews e a página da IBM não diz muita coisa.

Eu comprei esse adaptador em junho de 2008 por uma pechincha em um saldão da IBM. O preço de lista era R$61,38, mas eu devo ter pago uns R$15. Eu só me lembro que comprei porque estava muito barato e poderia servir para alguma coisa um dia.

Conteúdo da caixa. Esqueci de colocar na foto o adaptador DVI-VGA.






Por muito tempo eu achei que tinha perdido a mixaria paga por ela (exceto pelo adaptador DVI-VGA) e realmente a placa só funcionava nos IBM ThinkCentre, porque não serviu em nenhum outro computador (baseado em Intel) que eu testasse. Então ela passou mais de um ano esquecida na caixa até que eu comprei a minha MSI G31M3 e, por ser PCI Express, não pude mais usar minha Radeon 9550 dual head (AGP) para ter dois monitores. Então enquanto eu enumerava na cabeça que opções PCI-E eu tinha (quase nenhuma), me lembrei da 73P2516. Mesmo achando que a chance era pequena, testei. E funcionou!

O adaptador não requer nenhum driver específico. Se o chipset da motherboard é compatível o driver necessário já está instalado. Como a placa é DVI-I basta o adaptador DVI-VGA incluído para poder ligar qualquer monitor. Estou usando nesse momento para conectar um de meus AOC 511vwb.

No mínimo incomoda saber que vários chipsets Intel suportam uma placa minimalista (e potencialmente barata) dessas mas você praticamente não as encontra para vender (se alguém souber onde se vende, por favor comente). Eu sei que usando-a eu perco a opção de colocar uma placa de vídeo mais poderosa, mas eu não estou no grupo dos usuários que se importam com isso. Eu só quero poder ter dois monitores.

Mesmo custando os R$62 do preço de lista não estava muito caro para poder conectar um segundo monitor ao PC aproveitando o poder do chipset já instalado. Agora eu me arrependo de não ter comprado uns dez quando tive a chance, já que aparentemente a IBM descontinuou o produto.