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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O holograma que não é holograma

Hoje eu vi a reportagem no Jornal do SBT mostrando como a CNN inovou ao mostrar pela primeira vez um holograma de corpo inteiro na TV. Era a reporter Jessica Yellin transmitindo de Chicago para o estúdio. O corpo dela estava sendo digitalizado em tempo real por 35 câmeras.

Até aí, tudo bem. Dá para entender como a coisa funciona. Mas como a imagem dela estava sendo projetada
no estúdio? A câmera andava de propósito para mostrar que a imagem tinha volume e era possível ver até as costas da repórter. Um aparelho capaz de pegar a imagem de 35 câmeras e projetar "no ar" uma imagem tridimensional é algo muito mais extraordinário que colocar 35 câmeras em volta de uma pessoa. De onde veio a tecnologia para projetar uma imagem 3D no espaço vazio quando até projetar uma imagem 2D requer algum anteparo (nem que seja uma finíssima cortina de vapor)?

A resposta na minha opinião: Não era holograma coisíssima nenhuma. O âncora que estava conversando com a repórter não estava vendo nada e os telespectadores é que viam a imagem aplicada ao vídeo em tempo real.

Isso está muito longe da definição de "holograma". Falta justamente a parte do processo que define o termo.

11/11/08: A Veja confirma que não é holograma (veja comentários) e a CBC também.

O vídeo:


4 comentários:

  1. Exato, Ryan. Nada de holograma. Ainda mais se você notar o halo azul do Chroma Key ao redor da repórter. Se prestar mais atenção numa das cenas que pegam a repórter pelas costas verá que à medida em que a câmera vai circundando ela há uma transição sutil de imagens. O que foi feito, creio eu, é algo similar ao que hoje em dia quase todas as emissoras fazem. Um fundo azul ou verde com marcações em forma de cruz que o equipamento usa para mapear e gerar um ambiente 3D. O pulo do gato foi sincronizar este ambiente com o sinal das tais 35 câmeras em Chicago. Mas nadica de holograma.

    Abraços,
    Alisson

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  2. Jefferson Jackson6/11/08 17:57

    Jefferson, veja isso aqui.

    http://www.daconnect.ch/daconnect/index.html

    O meu instinto me diz que isso é falso mas o site é muito bem feito fico tentado a acreditar.

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  3. Jefferson Jackson,

    O que pode ser visto no vídeo no youtube é fake até o último frame :)

    Não creio que exista tecnologia para fazer aquilo nem mesmo em um laboratório de física milionário. Num carro então, só em filmes.

    O artigo na wikipedia sobre Volumetric Displays dá uma boa idéia do que é possível com a tecnologia atual.

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  4. Na Veja dessa semana tem uma reportagem confirmando a "malandragem". A repórter Jessica Yellin, estava em Chicago, a 1.150km de distância do âncora do jornal em Nova York. Segue trecho: "A técnica empregada pela CNN foi a telepresença 3D. No parque de Chicado, 35 câmeras de alta definição filmavam Jessica, sobre um fundo verde, captando seu corpo sob todos os ângulos. As imagens eram enviadas a vinte computadores, que as juntavam e reconstruíam a figura de Jessica à perfeição. Os softwares calculavam cada gesto da repórter com relação ao espaço que ela ocupava. As informações eram repassadas à central da emissora em Nova York, onde a imagem de Jessica sob o fundo verde era recortada e reproduzida para o público como se fosse um holograma. No total, 44 câmeras foram utilizadas para criar o efeito especial".

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